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terça-feira, 13 de julho de 2021

Os melhores lançamentos do primeiro semestre de 2021

Aproveitamos a ocasião do "Dia Mundialdo Rock" para listar nossos 10 discos favoritos de 2021 até o momento. Confira:

10. BLAZE BAYLEY - War within me
Blazão da Massa chutando bundas com um disco bem direto e com ótimas inspirações, com músicas dedicadas a Stephen Hawking, Nikolas Tesla e Alan Turing. Iron Maiden está precisando pegar umas dicas com o Blaze!    

9. THE OFFSPRING - Let the bad times roll

Esse disco poderia ser melhor se tivesse menos fillers. Mesmo assim a primeira metade do disco é nota 10 e meu filho adora pular e dançar com a faixa título

8. DORSAL ATLÂNTICA - PANDEMIA
Um clássico que não vai agradar a todos, mas vai ser cultuado a gerações. Uma ópera rock que traz distopia brasileira com um burro presidente e riffs thrash / crossover. Sensacional!

7. GOJIRA - Fortitude
Confesso que Gojira não é uma banda que eu acompanho muito, mas esse disco merece toda a repercussão que vem tendo. Aqui vemos o legado de "Roots" do Sepultura, mas com muita personalidade. 

6. MICHAEL SCHENKER - Immortal
Rock clássico de primeira linha! Schenker chamou alguns dos melhores vocalistas do estilo em ótimas canções. Vale muito a pena ouvir! 

5. HELLOWEEN - Helloween
Talvez o disco mais aguardado do ano. E não decepciona. Kiske brilhante, Deris cativante e Hansen genial, sem desmerecer o resto da competente equipe. Só os "Régis da vida" que "não conhecem Helloween" para não gostar!

4. EDU FALASCHI - Vera Cruz
O disco mais surpreendente de todos. Porque mesmo abusando de todos os clichês possíveis o resultado ficou empolgante e viciante. Junto com  Helloween, é um disco pra dar uma levantada no power metal. É o famoso fan service bem feito. E as participações de Elba Ramalho e Mas Cavalera são a "cereja do bolo". 

3. W. E. T.- Retransmission
O "Melodic Rock" é outro gênero bem saturado pela repetição, mas aqui temo o "pai" Jeff Scot Soto dando mais aula de performance e carisma em canções ótimas do começo ao fim. E a produção é de "encher os ouvidos". Disco exemplar. E a música "The Beautiful Game" pode figurar entre uma das melhores músicas sobre esportes já feitas.  


2. ACCEPT - Too mean to Die
Accept molda caráter e se você não gosta vocês está errado. Disco com ótimos riffs, letras bacanas, falando de questões do dia-a-dia e, é claro, temas puramente metálicos. Afinal quem mais poderia cantar os versos "I'm a heavy metal warrior / Restless son of a bitch" senão Mark Tornillo? Bom demais!

1. NERVOSA - Perpetual Chaos

Foi difícil escolher a primeira posição, mas a Nervosa surpreendeu demais. Que disco é esse, senhores? Riffs pesados e marcante, letras e refrões melhores ainda. Muita raiva, carisma e atitude em temas atuais. É o disco que você não sabia que precisava até ouvir. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

O Rockdown de Paul McCartney

Só mesmo um gênio como Paul McCartney para transformar a própria vida em um conceito musical.

É o que Paul fez com seu novo álbum “McCartney III”.

McCartney I e II foram feitas em uma espécie de isolamento voluntário do eterno Beatle.

O primeiro após a dissolução de sua banda. O segundo na virada para os anos 80 quando as coisas também não iam lá muito bem.

E agora, diante das circunstâncias da pandemia, Macca aproveitou o isolamento para gravar todos os instrumentos canções que compõem III. Assim, nas palavras do próprio Paul, o “Lockdown” virou um “Rockdown”.

O resultado são pequenas crônicas intimistas como boa parte do que Paul já produziu até aqui, com seu habitual ecletismo musical.

Os melhores momentos ficam por conta de Long Tailed Winter Bird, a pop Find My Way, Slidin’ com seu riff maneiro, a reflexiva Seize the day e a balada The Kiss of Venus.

As críticas por aí foram mistas. Mas é uma questão de tempo para que o disco seja compreendido como um clássico de uma inusitada e genial trilogia.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Andre Matos: O Maestro do Heavy Metal (review)


Biografia do genial e inesquecível Andre Matos. Da infância a sua precoce despedida, o livro documenta a trajetória do Maestro de forma respeitosa e bastante abrangente. 

Repleto de fotos e reproduções de entrevistas, também compila todas os trabalhos do André, incluindo suas vastas contribuições para trabalhos de bandas obscuras no Brasil e no exterior, funcionando como um verdadeiro guia para colecionadores. 

Uma homenagem que faz justiça a sua brilhante carreira e uma leitura essencial para qualquer fã.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Deep Purple: Whoosh é muito mais que um sopro de inspiração

 

O disco do ano. Simples assim. A impressionante musicalidade do quinteto obviamente não é segredo para ninguém, mas fazia muito tempo que eu não me impressionava com um lançamento do Deep Purple.

Se nunca faltou qualidade nos lançamentos recentes da banda, talvez faltasse aquele sopro de inspiração em algumas canções, afinal estamos falando de uma das maiores bandas da história.

Whoosh! Resolve brilhantemente esse problema. O disco transborda inspiração, seja nas performances individuais nos músicos ou na naturalidade e carisma das interpretações de Ian Gillan.

Steve Morse dá as cartas na envolvente faixa de abertura Throw my Bones, mas é impressionante como se ouve claramente cada instrumento e tudo devidamente encaixado.

Outros momentos memoráveis são o groove viciante de Drop your weapon que descamba pra uma jam empolgante; a introdução vibrante de We’re all the same in the dark; Nothing at all com um brilhante interpretação de Gillan; a magnífica The long way around, com um belíssimo solo de teclado e a regravação de And the address, instrumental dos primórdios do Purple.

Um belíssimo disco que merece ser ouvido do início ao fim sem moderação!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O extraordinário Madman

Toda vez que ouço um lançamento de uma lenda como Ozzy Osbourne eu fico extremamente grato por ter o privilégio de ouvi-los mais uma vez, apesar da idade e das condições de saúde não colaborarem tanto.

No caso do Madman, pelo menos em estúdio as coisas ainda fluem muito bem. Acompanhado por um time de estrelas (Elton John, Chad Smith, Tom Morello, Slash, para citar alguns convidados ilustres) Ozzy entrega um disco consistente, talvez o melhor desde Ozzmosis.

Faixas como Straight to Hell, All my life, Ordinary Man e Under the Graveyard podem figurar tranquilamente ao lado de grandes hits da carreira de Ozzy. Aliás, a faixa título em parceria com Elton John é emocionante e nos faz refletir sobre a finitude da vida, ao olhar em retrospecto a trajetória do próprio Ozzy.

Under the graveyard é perfeita em sua estrutura e tem uma progressão muito legal, sendo a minha faixa favorita.

As outras músicas mantém o nível. O problema ocorre com as duas últimas faixas que tem a participação do trapper (sic) Post Malone. Se It’s a Raid é rápida e quase punk (o que já é meio esquisito), Take what you want é bastante inapropriada. Seja por fugir do hard rock / metal sendo quase um “Trap” ou pelo excesso de auto-tune. Isso sem dúvidas afeta um pouco a avaliação final do disco. Prefiro considerar essas músicas como “bônus” e entendê-la como uma forma de promover o álbum para uma audiência mais jovem, embora ache que a fan-base do Ozzy seja sólida o suficiente para ele utilizar desse recurso muito difundido entre artistas mais pop. A produção de Andrew Watt, conhecido por seus trabalhos nada metálicos com artistas como Justin Bieber, Lana del Rey, Dua Lipa,  Milley Cirus, entre outros, também contribui para essa impressão de que o velho Ozzy (ou o seu management) estavam mirando a geração streaming e não os  fãs old school que cresceram ouvindo seus vinis do Príncipe das Trevas.

Mesmo com essas ressalvas, o resultado é bem satisfatório e considero esse um dos grandes lançamentos de 2020.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Paul McCartney - Out There Tour (Allianz Parque - São Paulo - 25/11/2014)

O belo 'Allianz Parque' - ou 'Arena do Palmeiras', como preferirem - recebeu, enfim, um espetáculo de verdade. 
Paul McCartney trouxe para a arena palmeirense sua "Out There" tour e, literalmente, fez até chover. 
Os portões foram abertos com uma hora de atraso - o que obrigou muitas pessoas, inclusive crianças e idosos que chegaram cedo, a tomar chuva já na fila para entrada. Já o show teve atraso de cerca de 45 minutos para seu início. Tirando esses deslizes, a organização merece elogios, e o sentimento geral em relação ao Allianz Parque como novo espaço para foi extremamente positivo.
Foram quase três horas de show e um repertório esplendoroso cobrindo toda sua carreira, incluindo seu mais recente lançamento, o álbum 'New' de 2013. 
Paul McCartney é carisma puro e tem uma vitalidade invejável para os seus 72 anos. E acima de tudo, Paul ama o que faz. Tenho certeza que se o show tivesse metade da duração, ainda assim lotaria arenas pelo mundo e obteria o mesmo lucro. 
Mas Paul entende a devoção de seu público e retribuiu à altura. Assim, o que tivemos foi uma sucessão de hits sacados de um arsenal inigualável. 
Difícil escolher destaques, mas particularmente emocionantes foram as músicas em que Paul lembrou suas ex-esposas ('My Valentine' e 'Maybe I'm amazed') e seus parceiros de Beatles (Lennon com 'Blackbird', momento em que o palco se elevou e Paul cantou sozinho ao violão e 'Something', com direito a introdução no ukelele, em homenagem a George, com o telão reproduzindo belas imagens de Paul e seus ex-companheiros).
As canções do Wings também foram espetaculares e fico me perguntando se mais alguém notou que a chuva voltou justamente na hora do verso "the rain exploded with a mighty crash"em 'Band on the Run'...
Não poderia deixar de mencionar as músicas do álbum 'New', que soam muito bem ao vivo. Foram executadas 4 ao todo: a faixa-título, 'Save us', 'Queenie eye' e a fantástica 'Everybody Out There'.
Desde que ouvi 'Everybody Out There' tive a certeza de que ela havia sido composta para ser tocada ao vivo (um detalhe bizarro: na véspera do show até sonhei com Paul executando essa música...), e ver Paul cantando a plenos pulmões os versos finais foi algo sensacional!
E é claro que tivemos todos os hinos dos Beatles perfeitamente executados e entoados pelas 45.000 vozes presentes. Em 'Hey Jude', além de 'na-na-nas' infinitos tivemos uma bela participação do público das arquibancadas, que com seus celulares deram um brilho fantástico à arena. 
Já 'Ob-la-di, Ob-la-da' foi o momento mais festivo, enquanto 'Day Tripper' e 'Helter Skelter' forma responsáveis pelos momentos mais pesados.
Ao final do show, além do êxtase de um espetáculo apoteótico, a certeza absoluta de Paul McCartney não simplesmente um dos maiores nomes da história do rock. Ele é muito mais do que isso. É um gênio comparável a outros nomes insuperáveis em suas épocas e em suas artes, cujo legado merece ser sempre reverenciado. Felizes todos aqueles que puderam em alguma época presenciar um show como esse.   

Paul McCartney - Out There Tour 

Allianz Parque  - Set list:


1- Eight Days a Week
2- Save Us
3- All My Loving
4- Listen to What the Man Said
5- Let Me Roll It
6- Paperback Writer
7- My Valentine
8- Nineteen Hundred and Eighty-Five
9- The Long and Winding Road
10- Maybe I’m Amazed
11- I’ve Just Seen a Face
12- We Can Work It Out
13- Another Day
14- And I Love Her
15- Blackbird
16- Here Today
17- New
18- Queenie Eye
19- Lady Madonna
20- All Together Now
21- Lovely Rita
22- Everybody Out There
23- Eleanor Rigby
24- Being for the Benefit of Mr. Kite!
25- Something
26- Ob-La-Di, Ob-La-Da
27- Band on the Run
28- Back in the U.S.S.R.
29- Let It Be
30- Live and Let Die
31- Hey Jude
Bis
32- Day Tripper
33- Hi, Hi, Hi
34- I Saw Her Standing There
Bis
35- Yesterday
36- Helter Skelter
37- Golden Slumbers

Veja também:
Ronnie Von cantando Beatles
Estádios lindos e times feios

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"Noé": um dilúvio non-sense na releitura do mito bíblico

Imagine se a Bíblia tivesse sido escrita por J.R.R. Tolkien ("Senhor dos Anéis") e com elementos dos dramalhões violentos de Ken Follet ("Os Pilares da Terra")? 
Pois é mais ou menos isso que você vai encontrar no mediano "Noé", releitura da famosa história bíblica do homem que é escolhido por Deus para construir a famosa Arca que salvou animais e a espécie humana de um dilúvio universal para purificar a Terra desolada moralmente pela raça humana.
O grande problema é que a releitura é digamos deveras 'criativa' e acaba descaracterizando o mito original. Para se ter uma ideia, Noé luta ao lado de criaturas de pedra (na verdade, anjos decaídos) que o auxiliam na construção da descomunal arca. Matusalém (Anthony Hopkins), seu avô, luta com uma espada superpoderosa de dar inveja a qualquer cavaleiro de jedi, entre outras pérolas.
O astro Russell Crowe até que segura as pontas, mas quem espera encontrar um Noé com cara e barbas de profeta, vai se desapontar (ou não) com um personagem no melhor estilo Gladiador, sempre pronto pra porrada.
Sobre a trama em si, ela pode ser dividida em antes, durante e depois do dilúvio. A parte anterior ao dilúvio é a mais divertida, apesar de todas as bizarrices elencadas. O durante e o depois do dilúvio é que fazem a barca afundar... A trama descamba para uma série de conflitos existenciais dos personagens, o que em tese deveria ser bom, mas acaba a  tornando cansativa. O excesso de drama e especialmente o fato de um invasor adentrar a arca são as gotas d'água para transbordar a paciência do espectador, que no final das contas sai com a impressão de que assistiu a uma daquelas minisséries da Record feita com efeitos especiais hollywoodianos. 
Enfim, um filme recomendável somente para fãs die hard de Russel Crowe ou curiosos que queiram comparar essa versão cinematográfica com a versão da história bíblica.  

sábado, 25 de janeiro de 2014

Dr. Sin: review, fotos e vídeos do show em Sorocaba/SP (Pirilampus Bar - 24/01/2014)

Já era madrugada de sábado quando o Dr. Sin subiu ao palco do Pirilampus Bar em Sorocaba/SP. E como habitual descarregaram o seu hard rock virtuoso e repleto de hits dos seus mais de 20 anos de carreira.
Mesmo já tendo visto o Dr. Sin ao vivo várias vezes, é sempre impressionante como cada show é uma história diferente. Há sempre um detalhe naquela música que sabemos de cor e salteado e que parece ter passado despercebido aos nossos sentidos.
Tudo porque estamos diante de Andria Busic (baixo/voz), Ivan Busic (bateria/voz) e Edu Ardanuy, todos mestres em seus instrumentos e que juntos possuem essa química explosiva que faze do Dr. Sin uma das bandas mais originais que eu já ouvi na vida. 
Embora Edu Ardanuy para muitos seja o grande astro por tudo o que ele representa como guitarrista, não há como negar que ele foi um predestinado ao encontrar dois parceiros à altura de todo seu talento.
Impressiona a forma como Andria vem cantando através dos tempos, melhor a cada apresentação que vejo. E o que dizer de Ivan? Além de ser um cara de extrema humildade, é empolgante vê-lo tocar. E essa é a premissa de um grande show: a banda parece estar se divertindo tanto o público. Nada é mecânico ou burocrático no Dr. Sin. 
Sobre o repertório do show, não tivemos muitas surpresas (ao contrário da apresentação no Monsters of Rock 2013, por exemplo, em que tivemos um repertório mais 'alternativo' -  leia mais CLICANDO AQUI).
Assim, clássicos como 'Time After Time', 'Miracles' (do álbum 'Dr. Sin II'), 'Down in the trenches' (que abriu o show), a incendiária 'Fire', "Isolated" (do álbum 'Brutal'), "Sometimes" e "Zero" (do álbum "InSINinty", sendo 'Zero' uma das minhas favoritas), "Lady Lust" (do mais recente álbum da banda "Animal") e o megahit "Emotional Catastrophe" fizeram a galera cantar junto e entortar o pescoço em uma verdadeira celebração rock'n'roll.

No 'bis', uma trinca para matar todo mundo "You really got me" (cover do Kinks/Van Halen) com Ivan brilhantemente assumindo os vocais, seguida de 'Have you ever seen the Rain' (do Creedence Clearwater Revival, gravada pelo Dr. Sin em seu álbum de estreia) e a música que deveria ser o hino nacional brasileiro: "Futebol, Mulher & Rock'n'Roll".
Apresentação impecável, mostrando que a banda está em plena forma e deixando os fãs otimistas em relação ao próximo álbum de inéditas da banda que, segundo Andria, não tardará muito.

Veja também:

Review: Dr. Sin - Monsters of Rock 2013 (Arena Anhembi - 20/10/2013)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Rock: os 10 melhores álbuns de 2013

A seguir uma lista dos 10 melhores álbuns de 2013. A lista como não podia deixar de ser é bastante subjetiva e tem como critério meu gosto pessoal mesmo. Quem quiser ver uma análise mais objetiva e orientada por critérios de relevância pode ler os posts dos links abaixo:
OS MELHORES LANÇAMENDOS DO 2° SEMESTRE DE 2013

Rock: os 10 melhores álbuns de 2013

1. Buckcherry: “Confessions”

Álbum conceitual, maduro do ponto de vista lírico, que ao meu ver levou que Buckcherry a um outro nível. Ouvirei até cansar (o que ainda não aconteceu…). Leia review completo: http://blog-na-mira.blogspot.com.br/2013/10/review-buckcherry-confessions-2013.html

2. Crashdiet: “The Savage Playground”

O vocalista Simon Cruz deu um novo gás ao Crashdiet que lançou mais um grande álbum que consolida o Crashdiet como uma das mais empolgantes bandas de hard rock da atualidade.

3. Paul McCartney: “New”

Enquanto alguns artistas envelhecem e ficam fazendo apenas tunês retrôs caça-níqueis, Sir Paul McCartney gravou um discaço com pelo menos meia dúzia de novos hinos. Gênio!

4. Dream Theater: “Dream Theater”


O Dream Theater finalmente acertou a mão novamente e gravou um disco muito legal, com muitas referências ao rock progressivo clássico e que, sobretudo, não soa auto-indulgente. Muito bom!

5. Pink Cream 69: “Ceremonial



Outra banda que acertou na mosca depois de umas vaciladas foi o Pink Cream 69. Hard rock bem melódico, produção impecável e grandes canções. Como diz uma das canções “Fuckin’ special”!

6. W.E.T: “Rise up!”


O segundo álbum do supergrupo de hard rock W.E.T. repetiu a fórmula do primeiro: muita energia na voz potente de Jeff Scot Sotto. Deve ser uma unanimidade entre os fãs do estilo!

7. Michael Monroe: “Horns & Halos”



Mistura de punk rock com hard rock quase sempre me agradam e é exatamente o que podemos encontrar em “Horns & Halos”, que além da ótima interpretação de Michael Monroe, tem os dedos e as cordas de Dregen, guitarrista do Backyard Babies (que promete um retorno em 2014) e que é um mestre do estilo.


8. Humberto Gessinger: “Insular”

Eu sei que tem gente que abomina, mas eu gosto muito da poética do Humberto Gessinger e da forma como ele constrói imagens com as palavras. Um álbum honesto e realmente autoral, sem preocupações comerciais de agradar público x ou y. Vale muito a pena ouvir! Leia review completo:

9. Saxon: “Sacrifice”.

O Saxon é uma instituição do Metal Britânico e está em uma ótima fase como comprova o ótimo Sacrifice.

10. Bon Jovi: “What about now”


O Bon Jovi fez uma das turnês mais lucrativas de 2013, mas artisticamente foi um ano preocupante. Jon meteu um pé na bunda de Richie Sambora e a banda lançou um disco de mediano pra fraco, que provavelmente não apareça em muitas listas por aí. Porém, como eu disse no início, a lista se baseia em preferência pessoal e não em relevãncia, e mesmo com todos os defeitos, ainda podemos encontrar canções com as características que fizeram do Bon Jovi uma das mais importantes bandas do Hard Rock mundial.
Leia review completo:
http://blog-na-mira.blogspot.com.br/2013/07/review-bon-jovi-what-about-now-2013.html

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Review: Humberto Gessinger: 'Insular' (2013)



Poucas vezes o título de uma obra definiu tão bem o seu autor. Nenhum outro termo senão ”insular”, que refere-se à ilha, poderia caracterizar melhor o atual momento da carreira de Gessinger, remanescente de uma era de ouro que dificilmente será igualada, e ao mesmo tempo dar a dimensão introspectiva que marca esse seu álbum solo.


“Insular” abre com a breve faixa “Terei Vivido” (uma vinheta acompanhada por baixo e metrônomo) que é seguida por “Sua Graça”, uma faixa eletroacústica com uma letra de fácil assimilação e ‘trocadilhos gessingerianos’. ‘Bora’, é uma das faixas mais rockers do álbum. “A ponte para o dia” segue a mesma levada pop rock de “Sua Graça”.

“Tchau Radar” começa meio deprê mas se desenvolve em uma power ballad com um ótimo solo de guitarra e vocalizações bem interessantes, sendo uma daqueles canções que pode causar estranheza a princípio mas cuja impressão final tende a ser surpreendentemente boa.
“Tudo está parado” é uma faixa que cativa pela sua simplecidade e pelo inteligente jogo de palavras. “Recarregar” é mostra o lado regionalista de Gessinger com direito a acordeom e tudo mais. “Milonga do xeque-mate” é uma canção muito bem trabalhada onde enriquecida pela guitarra do renomado guitarrista Frank Solari.
A faixa título é uma vinheta que serve como introdução para a balada acústica “Prenda Minha”. Já “Segura a onda ,DG” é uma canção “zecabaleirística” inspirada no clássico “O retrato de Dorian Gray”, do escrito Oscar Wylde. ”Plano B” traz o rock’n'roll de volta e encerrar o álbum com citações de todas as outras faixas.


Embora possa decepcionar quem esperasse um álbum mais ‘rockeiro’, “Insular” destaca as principais qualidades de Gessinger, que são a sensibilidade e maestria de um verdadeiro ‘engenheiro das palavras’.

Veja também:
Humberto Gessinger fala do atual momento do rock nacional