Mostrando postagens com marcador album review. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador album review. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

O Rockdown de Paul McCartney

Só mesmo um gênio como Paul McCartney para transformar a própria vida em um conceito musical.

É o que Paul fez com seu novo álbum “McCartney III”.

McCartney I e II foram feitas em uma espécie de isolamento voluntário do eterno Beatle.

O primeiro após a dissolução de sua banda. O segundo na virada para os anos 80 quando as coisas também não iam lá muito bem.

E agora, diante das circunstâncias da pandemia, Macca aproveitou o isolamento para gravar todos os instrumentos canções que compõem III. Assim, nas palavras do próprio Paul, o “Lockdown” virou um “Rockdown”.

O resultado são pequenas crônicas intimistas como boa parte do que Paul já produziu até aqui, com seu habitual ecletismo musical.

Os melhores momentos ficam por conta de Long Tailed Winter Bird, a pop Find My Way, Slidin’ com seu riff maneiro, a reflexiva Seize the day e a balada The Kiss of Venus.

As críticas por aí foram mistas. Mas é uma questão de tempo para que o disco seja compreendido como um clássico de uma inusitada e genial trilogia.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Deep Purple: Whoosh é muito mais que um sopro de inspiração

 

O disco do ano. Simples assim. A impressionante musicalidade do quinteto obviamente não é segredo para ninguém, mas fazia muito tempo que eu não me impressionava com um lançamento do Deep Purple.

Se nunca faltou qualidade nos lançamentos recentes da banda, talvez faltasse aquele sopro de inspiração em algumas canções, afinal estamos falando de uma das maiores bandas da história.

Whoosh! Resolve brilhantemente esse problema. O disco transborda inspiração, seja nas performances individuais nos músicos ou na naturalidade e carisma das interpretações de Ian Gillan.

Steve Morse dá as cartas na envolvente faixa de abertura Throw my Bones, mas é impressionante como se ouve claramente cada instrumento e tudo devidamente encaixado.

Outros momentos memoráveis são o groove viciante de Drop your weapon que descamba pra uma jam empolgante; a introdução vibrante de We’re all the same in the dark; Nothing at all com um brilhante interpretação de Gillan; a magnífica The long way around, com um belíssimo solo de teclado e a regravação de And the address, instrumental dos primórdios do Purple.

Um belíssimo disco que merece ser ouvido do início ao fim sem moderação!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O extraordinário Madman

Toda vez que ouço um lançamento de uma lenda como Ozzy Osbourne eu fico extremamente grato por ter o privilégio de ouvi-los mais uma vez, apesar da idade e das condições de saúde não colaborarem tanto.

No caso do Madman, pelo menos em estúdio as coisas ainda fluem muito bem. Acompanhado por um time de estrelas (Elton John, Chad Smith, Tom Morello, Slash, para citar alguns convidados ilustres) Ozzy entrega um disco consistente, talvez o melhor desde Ozzmosis.

Faixas como Straight to Hell, All my life, Ordinary Man e Under the Graveyard podem figurar tranquilamente ao lado de grandes hits da carreira de Ozzy. Aliás, a faixa título em parceria com Elton John é emocionante e nos faz refletir sobre a finitude da vida, ao olhar em retrospecto a trajetória do próprio Ozzy.

Under the graveyard é perfeita em sua estrutura e tem uma progressão muito legal, sendo a minha faixa favorita.

As outras músicas mantém o nível. O problema ocorre com as duas últimas faixas que tem a participação do trapper (sic) Post Malone. Se It’s a Raid é rápida e quase punk (o que já é meio esquisito), Take what you want é bastante inapropriada. Seja por fugir do hard rock / metal sendo quase um “Trap” ou pelo excesso de auto-tune. Isso sem dúvidas afeta um pouco a avaliação final do disco. Prefiro considerar essas músicas como “bônus” e entendê-la como uma forma de promover o álbum para uma audiência mais jovem, embora ache que a fan-base do Ozzy seja sólida o suficiente para ele utilizar desse recurso muito difundido entre artistas mais pop. A produção de Andrew Watt, conhecido por seus trabalhos nada metálicos com artistas como Justin Bieber, Lana del Rey, Dua Lipa,  Milley Cirus, entre outros, também contribui para essa impressão de que o velho Ozzy (ou o seu management) estavam mirando a geração streaming e não os  fãs old school que cresceram ouvindo seus vinis do Príncipe das Trevas.

Mesmo com essas ressalvas, o resultado é bem satisfatório e considero esse um dos grandes lançamentos de 2020.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Wander Taffo: Sonhos e Rock 'n' Roll

Wander Taffo foi um influente guitarrista brasileiro que nos deixou precocemente em 2008 com apenas 53 anos (leia mais AQUI).

Tendo colaborado com vários artistas e bandas de renome e fundado o famoso IGT, seu legado é dos mais variados. Porém, este post é para a apreciação de dois discos que talvez sejam os mais representativos de sua carreira: Wander Taffo (1989) e Rosa Branca (1991). São duas pérolas de puro hard rock, lançados no momento em que o gênero ainda dominava as paradas mundiais. Mas não trata-se de mera repetição de clichês ou de uma cópia abrasileirada de grandes nomes do estilo. Há muita personalidade e originalidade.

Em ambos os discos Wander Taffo mostra toda sua técnica e feeling, acompanhado pelos irmãos Busic, na ativa até hoje com nosso amado Dr. Sin. As letras, em Português em sua grande maioria, troca a temática "sexo & drogas" por "sonhos & rock 'n' roll", como diz uma das faixas de "Rosa Branca". São letras otimistas, com um certo romantismo e ingenuidade, que refletem bem o estado de coisas da época em que foram escritas.


Wander Taffo (1989) é o primeiro disco solo do guitarrista e conta como faixas memoráveis como "Meu punhal", pedrada que abre o disco e traz Wander dividindo os vocais com Lobão e o hit "Pra Dizer Adeus" que foi até trilha de novela da Globo. O disco todo é muito bem produzido e arranjado e se encerra com a faixa "Nightchild", única faixa em inglês do disco e que tranquilamente poderia estar em um disco de uma banda como Guns n' Roses ou Skid Row.


Já o álbum "Rosa Branca", gravado pela banda Taffo, é ainda melhor. Hard Rock total com Andria Busic assumindo de vez os vocais e músicas que são verdadeiros hinos do hard nacional: "Olhos de Neon", a citada "Sonhos e Rock 'n' Roll", a balada "Vento Sul" e "Me dê sua mão".


Em 2018 foram realizadas várias ações em homenagem a Wander Taffo, que incluíram show tributo e a disponibilização oficial dos álbuns comentados neste post nas plataformas digitais, além de material inédito compilado no álbum "Nagual".

Sem dúvidas um legado que vale a pena ser explorado ou revisitado por todos aqueles que gostam de rock de boa qualidade.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Bohemian Rhapsody - Queen - Review


Sem muitas expectativas, finalmente assisti a "Bohemian Rhapsody". É um filme que diverte e emociona. Rami Manzarek dá vida a um Freddie Mercury convincente, mas todos os atores que encarnam os membros da banda fazem um trabalho igualmente bom. 

A cronologia realmente é furada e o roteiro não é lá grande coisa. Mas como uma homenagem póstuma à Freddie, uma mensagem de tolerância nesses tempos difíceis e, principalmente, como forma de apresentar o legado maravilhoso do Queen para as novas gerações funciona perfeitamente.

A trilha sonora também é bem legal. Acaba sendo uma compilação diferente das demais graças a alguns atrativos como faixas ao vivo nunca antes lançadas e o tema do da Fox na guitarra inconfundível de Brian May.

On with the show!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Accept - Symphonic Terror - Review


Acho que nem o mais otimistas dos fãs do Accept imaginaria que após da saída do Udo a veterana banda alemã pudesse produzir trabalhos tão excelentes como os que produziu com Mark Tornillo. 


Tornillo nasceu para cantar no Accept. E nesse novo live, a competência do vocalista é novamente comprovada. O show, lançado em uma edição muito bacana com 2 cds e 1 dvd, contém a apresentação da banda no festival Wacken e é divido em 3 partes. Primeiro um set voltado em músicas da fase mais atual da banda; depois o guitarrista Wolf Hoffman comandando a festa em um set instrumental acompanhado de orquestra; e, por fim, a banda volta para destruir tudo com alguns de seus maiores clássicos.

Recomendadíssimo!


domingo, 11 de novembro de 2018

Whitesnake - Unzipped - Review

Unzipped é uma nova compilação que traz versões acústicas de músicas do Whitesnake, além de faixas de uma música inédita e uma versão instrumental.


O problema é que o álbum recebeu diferentes edições. A descrição acima se refere a versão mais simples que realmente parece bastante ordinária e na categoria "caça-níquel". A versão deluxe com 2 cds traz também o álbum "Starkers in Tokio", lançamento acústico do Whitesnake que fez grande sucesso nos anos 90. Também não acrescenta muita coisa. 

Porém, a edição "super deluxe" é um verdadeiro deleite para os fãs. Além dos dois discos citados traz muitas versões acústicas de músicas de várias fases do Whitesnake que não aparecem nas outras edições. Além disso, traz vasto material inédito, como demos de músicas não lançadas, músicas inacabadas e versões "a capella". Ouvir essas versões raras é como ter acesso a um baú do tesouro.

Infelizmente, o preço dessa edição "super deluxe" não é dos mais convidativos. Porém, é possível ouvi-la no Spotify.

Fãs certamente irão se emocionar, especialmente com a faixa "Surrender", umas das muitas surpresas encontradas e que mostram Coverdale em seu auge como vocalista.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Paul McCartney - Egypt Station - Review

McCartney é o músico vivo mais importante do planeta e mais uma vez fez juz a sua reputação. 

A produção incrível e a preocupação com os detalhes e sutilezas de cada canção fazem da audição de "Egypt Station" uma viagem sonora altamente compensadora. 

"I don't know" é uma balada emocionante com a marca do ex-beatle. "Come on to me" é um rock básico empolgante com um grande refrão. "Happy with you" é sutil e cativante. "Who cares" é um dos bons rocks do disco, assim com "Ceasar Rock. . "I just wanna fuh you" trabalha bem a ambiguidade da palavra "fuh" e cria um efeito divertido sendo uma canção intencionalmente pop.

"Confidante" , "Dominoes" e "Do it now" são emotivas e mostram o quão Paul estava inspirado na composição desse álbum e o porque ele é o mestre da canção. "People want peace" é um hino à paz que deixaria John Lennon orgulhoso. "Back in Brazil", é meio estereotipada e soa mais caribenha que brasileira, mas vale como homenagem ao Brazil. "Despite repeated warnings" tem a dramaticidade que o título sugere e um desenvolvimento que remete aos melhores momentos do Wings, enquanto o medley final "Hunt you down/Naked/C-link" encerra o disco em grande estilo.

Um disco espetacular, sem dúvidas um dos melhores trabalhos da carreira solo de Paul.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Judas Priest - Firepower - Review

Quando parecia que o JUDAS PRIEST já tinha dado todas as contribuições possíveis ao Heavy Metal a banda nos surpreende com esse maravilhoso FIREPOWER.

Clássico imediato, caiu nas graças dos fãs como o melhor álbum da banda desde Painkiller e certamente figurará no topo das listas de melhores do ano.

Da faixa título que abre o disco até a última, Sea of Red, o que temos é uma sonoridade vigorosa, com riffs e solos matadores e uma grande performance de Halford.

São muitos os destaques, mas Evil Never Dies, Never the Heroes, No Surrender, Flame Thrower, Lightning Strike, Necromancer e Traitors Gate, além da já referida faixa título, poderiam estar em qualquer álbum clássico da banda que não fariam feio. 

Excelente e indispensável!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Magnum: Lost on the Road To Eternity - Review



O MAGNUM chega ao seu vigésimo álbum de estúdio de forma bastante vigorosa.

A veterana banda britânica comandada pelo guitarrista Tony Clark e pelo vocalista Bob Catley pode não apresentar grandes inovações em termos de sonoridade, mas o seu hard rock clássico continua impecável. E o que falta em inovação, sobra em inspiração.

Para não dizer que não há absolutamente nada de novo, temos a participação de Tobias Sammet, vocalista do Edguy e do Avantasia, na ótima faixa título que poderia muito bem fazer parte de algum disco de sua "metal opera".

A faixa título "Peaches and Cream" é um hardão com presença marcante dos teclados de x que faz sua estreia na banda (outro estreante é o baterista x).

A cativante "Ya wanna be someone" tem um refrão e um coro muito legais, desses de fazer a gente cantar junto à primeira audição, enquanto "Show me your hands" pede para ser tocada ao vivo.

Em "Without love", além da bela mensagem, temos o baixista Al Barrow assumindo o protagonismo com uma linha de baixo bem marcante.

"Storm Baby" e "Glory to Ashes" se destacam pela grande interpretação de Catley.

Mas o principal destaque do disco é "Welcome to the Cosmic Cabaret". Uma aula de melodia com uma atmosfera progressiva que está entre as melhores composições da história da banda.

Um grande disco capaz de agradar os fiéis e exigentes fãs da banda, mas também com potencial para atrair um novo público.

domingo, 6 de agosto de 2017

HELLISH WAR: 15 anos em defesa do Heavy Metal

Nesse mundo em que a novidade da manhã já está ultrapassada no início da tarde, de tantos modismos e em que pessoas que buscam "viralizar" para ter seus 5 segundos de fama, um artista ou banda que permanece fiel ao seu estilo merece todo o respeito.
É esse o caso da banda HELLISH WAR. Fiéis ao heavy metal desde sua fundação, a banda celebra 15 anos do seu debut "Defender of Metal" com shows em que pretendem tocá-lo e na íntegra e de quebra também nos presenteia com o relançamento de "Keep it Hellish", álbum lançado originalmente em 2013. A seguir você confere algumas impressões sobre esses dois grandes momentos do Heavy Metal nacional. 


DEFENDER OF METAL - REVIEW



"DEFENDER OF METAL" foi lançado em 2001, talvez no auge de popularidade do power metal (ouça no player abaixo).

É preciso lembrar que os anos 90 foram tempos bastante conflituosos no rock/metal.

Bandas icônicas como Judas Priest e Iron Maiden mudaram seus vocalistas; Metallica apareceu de cabelos curtos e com uma sonoridade mais acessível; até o Bruce Dickinson andou renegando o heavy metal. Tudo isso em meio ao surgimento de outras tendências como o Grunge no ínicio da década e o "pop punk" e o "nu metal" ao seu final.

Esse cenário demandava uma certa urgência pela auto-afirmação dos fãs do chamado metal tradicional, de certa forma "traídos" por algumas de suas maiores referências.

Por isso, se o álbum "Defender of Metal" soa um pouco ingênuo em sua concepção, ele se justifica justamente por ser um reflexo de sua época. É o típico disco que apaixonados pelo gênero gostariam de ouvir e que uma banda em início de carreira gravaria.

Musicalmente, ele emula as principais características das bandas oitentistas do estilo, com músicas rápidas e riffs de fazerem cabeças rolarem.

Toda essa garra pode ser percebida nas músicas que se tornaram verdadeiros hinos como "Hellish war"; "Living for the Metal"e "Defender of Metal".

Por tamanha honestidade e energia, o disco se tornou um dos marcos do metal nacional conquistando também repercussão internacional e merece ser redescoberto pelas novas gerações de headbangers.

TRACKLIST:
1 - Into The Battle
2 - Hellish War
3 - We Are Living For The Metal
4 - Defender Of Metal
5 - The Sign
6 - Gladiator
7 - Into The Valhalla
8 - Sacred Sword
9 - Memories Of A Metal
10 - Feeling Of Warriors
11 - The Law Of The Blade


FORMAÇÃO: 
Roger Hammer (vocal), Vulcano (guitarra), Daniel Job (guitarra), Gustavo Gostautas (baixo) e Jayr Costa (bateria).

KEEP IT HELLISH - REVIEW


Doze anos se passaram de "Defender of Metal" até "Keep It Hellish", que permanece o mais recente álbum da banda (ouça no player abaixo).

O sucesso do debut rendeu ainda um segundo álbum de estúdio ("Heroes of Tomorrow" de 2008) e um ao vivo ("Live in Germany", de 2010).

Com tamanha bagagem, não chega a ser surpreendente que "Keep It Hellish" mostre músicos e composições mais maduras. Mas o que se sobressai é que a garra e a energia do disco de estreia mantiveram-se intactas, garantindo um disco vigoroso e muito bem produzido, que pode facilmente figurar nas listas de melhores do gênero.

"Keep It Hellish" também marca a estreia do vocalista Bil Martins que conseguiu imprimir suas características, adaptando-se muito bem à proposta da banda e destacando-se com grandes interpretações. 

Destacam-se as faixas "Keep it Hellish" e seu coro fantástico; "The challenge", com seu andamento bem marcado e uma grande performance de Bil Martins. A rápida "Reflects on the blade" é outra das minhas favoritas. Temos ainda a instrumental "Battle at the Sea"mostra as virtudes da banda, em especial do guitarrista Vulcano em compor bons riffs e boas melodias. "Darkness Ride" e "The Quest" tem o tom "épico" na medida certa sem descambar para orquestrações pretensiosas.

Aguardamos agora o próximo lançamento da banda. Quem sabe mais um clássico ainda esteja por vir! Keep it Hellish!

TRACKLIST:
1- Keep It Hellish
2- The Challenge
3- Reflects On The Blade
4- Fire And Killing
5- Masters Of Wreckage
6- Battle At Sea
7- Phantom Ship
8- Scars (Underneath Your Skin)
9- Darkness Ride
10- The Quest

FORMAÇÃO:
Bil Martins (vocal), Vulcano (guitarra), Daniel Job (guitarra), JR (baixo) e Daniel Person (bateria).

Mais Informações: 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

AXES CONNECTION: A Glimpse Of Illumination (Review)


Fãs de heavy metal clássico certamente apreciarão o trabalho de estreia da banda AXES CONNECTION. Vocais agudos, riffs marcantes, baixo bem destacado, boas melodias, músicas rápidas e repletas de energia são alguns dos elementos característicos do estilo presentes em "A Glimpse of Illumination". Contudo, a banda se sai muito bem na execução dentro da sua proposta, escapando com inteligência dos clichês do gênero.

O grande diferencial deste trabalho talvez esteja no fato de o AXES CONNECTION ser uma banda com uma mensagem. E uma mensagem de positividade e reflexão que permeia as 10 faixas do álbum.
Esse direcionamento tem uma explicação bastante comovente. A banda foi originalmente formada pelos irmãos Vítor e Marcos Machado, este último conhecido por sua trajetória como guitarrista do Distraught.

O projeto dos irmãos Machado foi postergado durante anos. Quando em 2013 resolveram colocá-lo em prática, Vítor veio a falecer.
Ao invés de abandonar o projeto, Marcos decidiu concretizá-lo como forma de honrar a memória do irmão. Para tanto, contou com a ajuda de seu outro irmão, o vocalista Márcio Machado. Completaram o time os músicos Magoo Wise (baixo) e Cristiano Hulk, que assumiu as baquetas de Vítor.

Toda essa experiência de perda e superação do luto, da urgência de se viver intensamente cada momento, serviram de inspiração para a"Glimpse of Illumination".

Musicalmente, o resultado é bastante homogêneo, mas as faixas "The meaning of Evil", a hard-heavy-arrasa-quarteirão "Rearrange Yourself", "Prepare Your Soul", minha favorita tanto pela letra quanto pelo seu desenvolvimento e "Journey to Forever" merecem destaque especial.

Vale destacar também a instrumental "Skyline" e a surprendente "The True Connection" que em seus 9 minutos de duração inclui um improvável cover do The Cult.


Por todo o contexto que envolveu sua criação, "A Glimpse of Illumination" é um álbum que entrete mas também cativa sem lançar mão de sentimentalismos e que também faz refletir sobre temas existenciais sem apelar para a pregação. Vale a pena conferir!


Mais informações:
www.facebook.com/axesconnection
www.twitter.com/axesconnection
www.soundcloud.com/axesconnection


Veja também:
CANÁBICOS: "Intenso" (review)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

CANÁBICOS: "Intenso" (review)


Se o rock nacional perdeu o pouco espaço que tinha no mainstream, na cena independente ele continua nos surpreendendo com grandes lançamentos, como é o caso de "INTENSO", quarto álbum da banda mineira CANÁBICOS.

Formada por Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra), MM (baixo) e Mestre Mustafá (bateria), a banda traz, entre outras credenciais, o fato de ter sido vencedora do "Fun Music", considerado o principal festival universitário do país.
Lançado pela Monstro Discos, "Intenso" conta com 8 faixas que trazem um Rock 'n' Roll vigoroso, voltado pra guitarra e sem frescuras, como sempre deveria ser e como pode ser conferido no player abaixo:

Letras bem sacadas, mas ao mesmo tempo despretensiosas, músicos de alta qualidade e uma produção de primeira linha, em mais um grande trabalho do produtor Gustavo Vazquez,  são outros elementos que tornam o trabalho muito atrativo e divertido (ouça no player abaixo).

A faixa de abertura "Planeta Estranho" é um rockaço! Rápida e com um riff bem legal pra começar com a energia lá em cima. Não à toa, a faixa recebeu um videoclipe à altura:

"Fora da Lei" tem um riff bem marcante e uma dinâmica muito legal, sendo um dos pontos altos do álbum. 

Mais cadenciada a faixa título ecoa viagens setentistas, mostrando a versatilidade da banda.

"Não faz sentido" e "Lei do Cão" tem temática mais críticas, sendo que a primeira impressiona com suas passagens instrumentais de "encher os ouvidos" e a segunda é uma das minhas favoritas com seu riff tipicamente Hard Rock é um Groove contagiante.

"Espacial" é outro grande momento. Muito bem estruturada, letra chapada ("Viajei pelo espaço/através do tempo louco e não há nada que possa me fazer parar"), timbre maneiro, igualando os momentos de maior inspiração de outras bandas do estilo. 

"Rotina" de forma mais básica e direta para então surpreender o ouvinte com uma improvável e quase introspectiva jam, para depois retomar o andamento inicial.

"Eu não sei o que vai ser de mim", um hardão com uma letra que trata dos efeitos daquela plantinha a qual o nome da banda faz referência encerra o álbum. 

Com tantas qualidades, "Intenso" prova que é possível ser acessível sem ser comercial e coloca o CANÁBICOS como um dos nomes interessantes do cenário nacional. 

Para saber mais:
www.canabicos.com.br
www.facebook.com/oscanabicos
www.instagram.com/canabicos
www.twitter.com/canabicoss
www.monstrodiscos.com.br


Veja também:

sábado, 27 de maio de 2017

VIPER: EVOLUTION (relançamento - REVIEW)



"Evolution" é um dos maiores clássicos do heavy metal nacional e já comentamos sobre sua importância em um post recente falando sobre os 25 anos de seu lançamento (leia CLICANDO AQUI).

Aproveitando a ocasião, a gravadora Wikimetal, que já havia feito um excelente trabalho com o "Soldiers of Sunrise" e o "Theatre of Fate", presenteou os fãs do Viper com o relançamento do álbum.

Essa nova versão traz as faixas remasterizadas realçando a qualidade das músicas que marcaram um geração. 

O encarte também está bem legal, trazendo versões coloridas das fotos originais além de algumas imagens adicionais que registram a época do lançamento do disco.

Mas a "cereja do bolo" para os colecionadores e fãs da banda são as faixas bônus que trazem versões demo das músicas "Coming from the Inside", "Rebel Maniac", "Dead Light", "The Shelter" e "Evolution".

No geral as músicas apresentam as mesmas características da versão final, exceto por "Dead Light" que tinha alguns versos e o refrão bem diferente.

Nota-se também o quanto a produção de Charlie Bauerfeind conseguiu extrair o melhor de cada músico, em especial de Pit Passarel, já que é impressionante a "evolução" da performance vocal do mesmo das demos para o resultado final.

O único ponto negativo é a ausência de "We Will Rock You", cover do Queen presente na edição original, mas nada que diminua a importância desse relançamento, disponível também em plataformas digitais.

Para a adquirir o álbum, visite:

Veja também:

sábado, 8 de abril de 2017

VIPER: 25 anos de EVOLUTION

Quando ouvi pela primeira vez o som do VIPER a banda já caminhava para o lançamento do "Coma Rage", de modo que vivenciei apenas os ecos do espetacular "Evolution", disco que completa 25 anos de seu lançamento. Mas o impacto que esse disco teve na minha vida foi tão marcante que até hoje continua sendo um dos meus favoritos.


A história do "Evolution" é mais do que manjada. Com pouca idade e dois discos lançados os músicos do VIPER tinham atingido o posto de heróis do metal nacional.

Afinal, não foram dois discos quaisquer: o primeiro, "Soldiers of Sunrise", apesar da ingenuidade (ou talvez por causa dela) tinha a energia e seguia rigorosamente estética do heavy metal de então e se tornou um clássico do estilo. O segundo, "Theatre of Fate", manteve a energia, mas aprimorou a forma e o conteúdo, tornando-se uma verdadeira obra-prima.


E um dos grandes responsáveis por esse sucesso era o vocalista André Matos que decidiu, então, deixar a banda.

A decisão óbvia seria buscar um substituto, com características semelhantes as de André Matos e quem sabe fazer um "Theatre of Fate - part 2" e quem sabe repetir o sucesso.

Ao invés disso, o VIPER tomou a arriscada decisão de se tornar um quarteto, com o baixista Pit Passarel assumindo também os vocais.
O resultado foi o bombástico e original "Evolution" que em nada se assemelha ao seu antecessor. A começar pela voz de Pit Passarell. Longe de ser um grande vocalista, Pit supriu isso com uma garra impressionante, como podemos comprovar também no disco ao vivo "Maniacs in Japan", no qual ele canta algumas músicas dos álbuns anteriores.

Musicalmente, o disco apresenta uma gama sonora consoante a tudo que de melhor se produzia na música pesada na virada para os anos 90. Não é Heavy Metal Tradicional, não é Hard Rock , não é Thrash Metal, mas é ao mesmo tempo um pouco de tudo.

As composições são inspiradíssimas, com letras no geral bastante subjetivas.

O disco abre com um furacão chamado "Coming from Inside", com Pit Passarell gritando com seus característicos "Yeah" que um novo Viper estava nascendo. E Renato Graccia também apresentando o cartão de visitas como novo baterista dá banda.

"Evolution" e seu poderoso riff quase Thrash enterravam qualquer esperança do Viper melódico de outrora.

"Rebel Maniac" é um arrasa quarteirão que levou o Viper ao auge da sua popularidade com seu refrão "Everybody, Everybody...".

"The Shelter" é outra música fantástica, com um empolgante trabalho de guitarras de Yves Passarell e Felipe Machado.

A dramática "Dead Light" com seus versos antológicos "Love os insanity / impossible to find..." é outro ponto alto do disco.

Falando em dramaticidade, a balada "The Spreading Soul", certamente figura entre uma das mais belas canções do rock / metal nacional.

"Still the Same" é uma das minhas favoritas com suas linhas de baixo destacadas e sua letra de autoafirmação.
"Pictures of Hate" e "Dance of Madness" são outras ótimas músicas que completam o disco, que traz ainda uma versão de "We Will Rock You" do Queen.

Depois disso o Viper passou por outras fases até a reunião com André Matos para shows comemorativos recentemente.


Mas nada do que aconteceu depois pode tirar o brilho de "Evolution", disco antológico que merece ser celebrado e reconhecido como uma das grandes obras do rock e metal nacional.

Veja também:
Seleção do HEAVY METAL do BRASIL

quarta-feira, 15 de março de 2017

BUSIC: resenha do álbum de estreia

Quando o DR SIN anunciou o encerramento de suas atividades há dois anos foi grande a frustração dos seus fãs. Afinal, foram mais de vinte anos de estrada e uma discografia impecável. 

Felizmente, Andria e Ivan Busic não cairam na armadilha de ficar remoendo o fim de sua longa parceria com o fantástico guitarrista Edu Ardanuy e acertadamente investiram na continuidade de sua carreira com um trabalho autoral inédito. 



Lançado no finalzinho do ano passado, "Busic" é uma impressionante retomada da carreira dos irmãos.


A essência do DR SIN permanece intacta: hard rock visceral e técnico, mas agora sem o compromisso com o "virtuosismo". 

O guitarrista Hard Alexandre faz um trabalho espetacular, com muito feeling e muito bom gosto. O guitarrista Zeca Salgueiro, quarto integrante da banda, apesar de ser um membro oficial, não é creditado em nenhumas das faixas, nas quais a guitarra base foi gravada por Andria, o que nos leva a deduzir que ele entrou no grupo com as gravações já concluídas. Nesta semana, no entanto, a banda anunciou o desligamento de Alexandre por “motivos internos” e agora procura outro guitarrista para assumir o posto.

A grande diferença mesmo é o fato de as músicas serem cantadas em Português, algo que deveria ser normal, mas no rock/metal é sempre controverso.

No caso dos Busic, acaba sendo uma "volta às origens", já que participaram de bandas como Platina e Taffo que também faziam hard rock em Português.
As faixas que mais se destacam são "Ação e Reação", "Fúria Cega", "Escrava do Medo", o blusão "Na Estrada", "Cilada", "SOS Amanhã" e "Perigo" (essa última, talvez a mais "Dr. Sin" de todas").  
As demais faixas das 15 que compõe o álbum talvez não sejam tão impactantes, mas estão longe de serem meros "fillers".

O único deslize talvez seja a versão em Português de "Closer to the Heart", do RUSH, ao meu ver um tanto desnecessária diante da qualidade do material próprio. De qualquer forma, vale como "tributo" a uma das grandes influências da  banda.


Um trabalho honesto e indispensável para todo fã de hard rock em geral.  E a torcida para que os irmãos BUSIC repitam o sucesso que tiveram em toda sua trajetória com o DR. SIN.

Veja também:
BROKEN JAZZ SOCIETY: Gas Station (Review)

sábado, 31 de dezembro de 2016

Os melhores álbuns de rock de 2016

Abaixo reproduzo a tradicional lista dos "melhores do ano" de uma postagem que fiz no site Tricolor on The Rock. São 10 álbuns de Rock, Classic Rock, Hard Rock e Metal que se destacaram em 2016 (vocês também podem conferir resenhas de lançamentos independentes muito legais CLICANDO AQUI!) Curtam e deixem suas sugestões!

TOP 10 - MELHORES LANÇAMENTOS DE 2016

10. Bon Jovi - This House Is Not For Sale


Não foi o álbum que os fãs esperavam, mas estamos falando de uma das maiores bandas de hard rock da história, então não há como deixar passar em branco.

09. Magnum - Sacred Blood Divine Lies

 
O Magnum é daquelas bandas que mesmo que quisesse gravar um disco ruim não conseguiria. Mesmo não igualando seus melhores momentos ainda merece muito ser ouvido.

08. Avenged Sevenfold - The Stage


O A7x pegou todo mundo de surpresa com o lançamento de "The Stage". Lançar um álbum assim não parece ter sido a melhor das estratégias, mas devido a sua grande popularidade não poderíamos negar-lhe uma menção em nossa lista.

07. Dream Theater - The Astonishing

 
O Dream Theater é uma banda do tipo que você ama ou odeia. Por isso seu disco duplo é um deleite para os fãs mas uma tortura para os "haters". Escolha o seu lado!

06. Glenn Hughes - Resonate

 
Um dos caras mais talentosos e autênticos da história do rock. Musicalidade à flor da pele. Não há o que discutir!

05. Red Hot Chili Peppers - The Getaway

Talvez sem o brilho dos hits de outrora, mas ainda assim compondo boas canções. O arroz com feijão que sempre dá certo!

04. Rolling Stones - Blue And Lonesome

 
A essa altura da vida é louvável que os Stones se proponham a gravar um disco de blues em tributo as suas influências. Sem dúvidas um grande presente para os fãs!

03. Green Day - Revolution Radio


Depois de uma bobagem tripla com "Uno/Dos/Trés" o Green Day reencontrou o caminho com um ótimo álbum. Uma das poucas bandas mainstream com letras com algum teor político mostrando que ainda tem muito a dizer.

02. Megadeth - Dystopia

 
Esse disco representa muito para o metal brasileiro, afinal, temos o grande Kiko Loureiro em uma das principais bandas do planeta. Além disso, Dave Mustaine continua afiado e explorou um conceito muito legal em Dystopia. Discaço!

01. Metallica - Hardwire... To Self-Destruct


Finalmente o Metallica acordou pra vida e fez o que os fãs sempre pediram: um álbum com a cara do "Metallica old-school". Sucesso absoluto e até os mais incrédulos (entre os quais me incluo) tiveram que dar o braço (no caso, o pescoço) a torcer.

É isso galera! Um forte abraço e um Feliz 2017 com muita saúde, paz, sucesso e, é claro, muito Futebol e Rock'n'Roll para todos!

Veja também:
BROKEN JAZZ SOCIETY: Gas Station (Review)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

BROKEN JAZZ SOCIETY: Gas Station (Review)

Broken Jazz Society é uma banda de Uberaba/MG que envereda pelo Stoner Rock e que chegou ao seu segundo trabalho em 2016 com o lançamento do EP "Gas Station".

Rótulos à parte, o que temos em "Gas Station" são 3 ótimas canções que devem agradar ao fã de Rock em geral (ouça no player abaixo).

"Gas Station" abre o EP com um riff bem marcante. Inicia-se de forma moderada para depois dar aquele "gás", em uma dinâmica empolgante. O vocal do também guitarrista Mateus Graffunder é correto, sem excessos, porém com bastante personalidade.
A segunda faixa, a melancólica "Riot Spring" é outra grande faixa, na qual vale destacar o instrumental bastante coeso do baterista Felipe Araújo e do baixista João Fernandes, integrantes que completam o trio.
"Mean Machine" encerra o EP. Trata-se de uma faixa muito bem construída. Começa com uma levada eletroacústica muito bacana, com um trabalho de guitarra muito legal. O refrão marcante e um solo muito inspirado mostram todo potencial da banda.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SIOD: esSIODio (review)

Direto, pesado e sem "meias palavras". Assim é "esSIODio", álbum de estreia do trio SIOD. São 8 faixas distribuídas em apenas 28 minutos de um rock'n'roll pesado, pendendo para o metal, com afiadas letras em português.

Aliás, esse é uma das características que mais se sobressaem no disco: além da energia das faixas, a crueza das letras de Umberto Buildrini (guitarra, voz e idealizador da banda) que exploram o lado mais sombrio da personalidade humana. Completam o SIOD Fabiano Gil (baixo) e André Silva (bateria). 
A bela arte da capa (particularmente, gostei muito) com sua lúgubre "caveira ciclope", bem como demais ilustrações do encarte, também realçam o caráter um tanto soturno da obra como um todo. 

Um riff empolgante e uma pergunta perturbadora  - "O que fazer quando a maldade escolher você?" - na faixa de abertura "Maldade" indicam qual vai ser a tônica do álbum.

"Traumatismo Moral" é quase uma sequência natural à faixa anterior. Hipocrisia, medo e máscaras são termos que ajudam construir a digressão musical em uma faixa um pouco mais cadenciada e com ótimos riffs.

A faixa título "esSIODio" aponta a metralhadora lírica contra a "cultura nacional", ou parte importante dela, que inclui o carnaval e gastança irresponsável de dinheiro público. É a faixa que marca um guinada no som do álbum, com passagens tipicamente thrash metal.
Ódio e desespero são os temas de "Paranóia", uma faixa moderada mas bastante densa. Já "Buraco da fé", cujo riff inicial é uma preciosidade, é um chute na cara dos aproveitadores que enriquecem à custa da fé alheia.

"Coragem amigo" talvez seja a música mais polêmica do álbum, pois aborda o ardiloso tema do suicídio. Musicalmente é uma ótima faixa, mas uma interpretação muito literal de sua letra pode ser bastante controversa.      

"Não tira não" alterna o seu andamento entre uma quase monotonia e uma levada tipicamente metal. "Cercado de vermes" fecha o álbum com sua crítica a ganância do ser humano.

"esSIODio", não é o tipo de obra que foi feita para agradar, mas sim para provocar. Recomendado para quem quer extravasar "esse ódio" que nós muitas vezes sentimos e faz parte da nossa condição humana e para quem simplesmente quer apreciar um bom disco de rock pesado.

Para maiores informações:
www.siodbr.com.brwww.facebook.com/siodbr
www.soundcloud.com/siod
www.twitter.com/esSIODio
www.facebook.com/odioground

Veja também:
Review: Uganga: Opressor (2014)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

POP JAVALI: Live in Amsterdam (review)


O POP JAVALI é uma das principais bandas brasileiras de hard rock da atualidade. Com mais 20 anos de estrada e dois álbuns de estúdio lançados "No reason to be lonely" (2011) e "The Game of Fate" (2014), o Power Trio formado por Marcelo Frizzo (baixo e vocal), Loks Rasmussen (bateria) e Jaeder Menossi (guitarra) conquistou a crítica especializada com músicas que aliam técnica, peso e muita originalidade.

Em 2015, o trio acertadamente resolveu expandir suas fronteiras e embarcou em sua primeira turnê internacional. Foram 9 datas desbravando a Europa, passando por Inglaterra, Itália, Alemanha, Holanda e Suíça na "The Game of Fate Tour". E foi a apresentação na capital holandesa a escolhida para ficar imortalizada no primeiro registro ao vivo oficial da banda.

São 7 faixas, todas extraídas do "The Game Of Fate", precedidas por uma breve introdução instrumental que abre o disco para dar início a "Road to Nowhere", com Jaeder Menossi mostrando de cara todo seu "arsenal guitarrístico".

"Free Men" com seu riff principal bem metal vem na sequência mantendo a energia lá no alto. "Lie to Me" é uma das músicas mais legais desse disco com sua linha de baixo marcante e um refrão que empolga sem forçar na repetição.

"A friend that I've lost"  traz um destaque especial para Loks Rasmussen que "desce o braço" sem dó em seu kit e conta ainda com mais uma participação inspirada de Menossi.
"The Wrath of Soul" tem um riff bastante pesado e passagens que flertam com o prog metal."Time allowed" tem uma intro que ecoa os momentos mais gloriosos do Queensryche e mais uma vez com 
solos de guitarra muito inspirados.

"I wanna choose" fecha o álbum com destacada performance do vocalista Marcelo Frizzo, cuja voz foge um pouco dos padrões do hard rock e do metal, o que de certa forma acaba realçando a identidade única da banda.

Por fim, não podíamos deixar de destacar o belo trabalho gráfico do CD que traz numerosas fotos dessa experiência. Assim, "Live in Amsterdam", além de ser um grande álbum que deve agradar a todos os apreciadores do gênero, é um excelente registro de uma banda madura musicalmente e em plena forma criativa.

Para maiores informações:  

Veja também:
Review: POP JAVALI: "No reason to be lonely"
Review: POP JAVALI: "The Game of Fate"