sábado, 2 de janeiro de 2021

Andre Matos: O Maestro do Heavy Metal (review)


Biografia do genial e inesquecível Andre Matos. Da infância a sua precoce despedida, o livro documenta a trajetória do Maestro de forma respeitosa e bastante abrangente. 

Repleto de fotos e reproduções de entrevistas, também compila todas os trabalhos do André, incluindo suas vastas contribuições para trabalhos de bandas obscuras no Brasil e no exterior, funcionando como um verdadeiro guia para colecionadores. 

Uma homenagem que faz justiça a sua brilhante carreira e uma leitura essencial para qualquer fã.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Netflix: A voz suprema do Blues em cinco notas



Um breve registro sobre "A voz suprema do Blues", novo drama da Netflix;

1) Lindas atuações de Viola Davis e Chadwick Boseman (RIP);

2) Trilha sonora fantástica;

3) Mensagem forte sobre questões raciais e apropriação cultural;

4) O título e o trailer podem levar a achar que se trata de um filme biográfico, quando na verdade se trata de uma adaptação de uma peça teatral;

5)Não recomendado pra quem procura um filme fácil e gosta de "final feliz".

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Rock in Peace, Eddie Van Halen!





Há músicos que são maiores que a própria música.

Alguns são simples estrelas. Outros valem uma constelação inteira.

Hoje o céu do Rock'n'Roll ficou escuro e silencioso.

Tudo o que se ouve é tristeza.

Rock in Peace, Eddie Van Halen!


quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Deep Purple: Whoosh é muito mais que um sopro de inspiração

 

O disco do ano. Simples assim. A impressionante musicalidade do quinteto obviamente não é segredo para ninguém, mas fazia muito tempo que eu não me impressionava com um lançamento do Deep Purple.

Se nunca faltou qualidade nos lançamentos recentes da banda, talvez faltasse aquele sopro de inspiração em algumas canções, afinal estamos falando de uma das maiores bandas da história.

Whoosh! Resolve brilhantemente esse problema. O disco transborda inspiração, seja nas performances individuais nos músicos ou na naturalidade e carisma das interpretações de Ian Gillan.

Steve Morse dá as cartas na envolvente faixa de abertura Throw my Bones, mas é impressionante como se ouve claramente cada instrumento e tudo devidamente encaixado.

Outros momentos memoráveis são o groove viciante de Drop your weapon que descamba pra uma jam empolgante; a introdução vibrante de We’re all the same in the dark; Nothing at all com um brilhante interpretação de Gillan; a magnífica The long way around, com um belíssimo solo de teclado e a regravação de And the address, instrumental dos primórdios do Purple.

Um belíssimo disco que merece ser ouvido do início ao fim sem moderação!

Bentão de volta à elite do Paulistão


Foi sofrido. 

Foi improvável. 

Foi em um jogo que não queria acabar.

Foi na neblina.

Foi no meio de uma pandemia.

Foi incrível.

Foi com emoção até o fim.

Como já escrevi algumas vezes aqui nesse blog ao falar sobre o nosso querido São Bento:

"Quem não viu não vai acreditar; quem viu jamais vai esquecer!'

Salve a chama sempre viva!

O Bentão voltou! 


domingo, 20 de setembro de 2020

Pia Sundhage canta Alceu Valença

 

Pia Sundhage, sueca treinadora da  Seleção Brasileira Feminina, cantando a música "Anunciação" de Alceu Valença para nos lembrar que temos muito mais a exportar do que futebol: 



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Vampetaço contra Varg Vikernes

 


O "músico e youtuber" (sic) Varg Vikernes usou o Twitter para fazer comentários depreciativos e racistas sobre os brasileiros que contra-atacaram com sua arma mais poderosa: um "Vampetaço, ou seja, entupiram o cara de fotos do ex-jogador Vampeta pelado.

Varg não aguentou a pressão e a catimba brasileira e retirou o time de campo.

A dúvida que fica é: será que ele gostou das fotos?

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O extraordinário Madman

Toda vez que ouço um lançamento de uma lenda como Ozzy Osbourne eu fico extremamente grato por ter o privilégio de ouvi-los mais uma vez, apesar da idade e das condições de saúde não colaborarem tanto.

No caso do Madman, pelo menos em estúdio as coisas ainda fluem muito bem. Acompanhado por um time de estrelas (Elton John, Chad Smith, Tom Morello, Slash, para citar alguns convidados ilustres) Ozzy entrega um disco consistente, talvez o melhor desde Ozzmosis.

Faixas como Straight to Hell, All my life, Ordinary Man e Under the Graveyard podem figurar tranquilamente ao lado de grandes hits da carreira de Ozzy. Aliás, a faixa título em parceria com Elton John é emocionante e nos faz refletir sobre a finitude da vida, ao olhar em retrospecto a trajetória do próprio Ozzy.

Under the graveyard é perfeita em sua estrutura e tem uma progressão muito legal, sendo a minha faixa favorita.

As outras músicas mantém o nível. O problema ocorre com as duas últimas faixas que tem a participação do trapper (sic) Post Malone. Se It’s a Raid é rápida e quase punk (o que já é meio esquisito), Take what you want é bastante inapropriada. Seja por fugir do hard rock / metal sendo quase um “Trap” ou pelo excesso de auto-tune. Isso sem dúvidas afeta um pouco a avaliação final do disco. Prefiro considerar essas músicas como “bônus” e entendê-la como uma forma de promover o álbum para uma audiência mais jovem, embora ache que a fan-base do Ozzy seja sólida o suficiente para ele utilizar desse recurso muito difundido entre artistas mais pop. A produção de Andrew Watt, conhecido por seus trabalhos nada metálicos com artistas como Justin Bieber, Lana del Rey, Dua Lipa,  Milley Cirus, entre outros, também contribui para essa impressão de que o velho Ozzy (ou o seu management) estavam mirando a geração streaming e não os  fãs old school que cresceram ouvindo seus vinis do Príncipe das Trevas.

Mesmo com essas ressalvas, o resultado é bem satisfatório e considero esse um dos grandes lançamentos de 2020.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

São Paulo FC e a Covid-19

O São Paulo entrou em campo contra o Mirassol em ritmo de Covid-19.

Teve Pato, o atacante cloroquina, aquele que todo mundo sabe que é ineficaz, mas ainda tem fanático que defende.

Diniz substituindo foi o próprio Bolsonaro gerenciando a crise. Foi tirar um zagueiro e levou um gol, mais ou menos como o presidente fez trocando os ministros da saúde.

Esperto mesmo foi o atacante Zé Roberto. Além de manter o distanciamento social dentro da área tricolor como mostra a imagem acima, ainda meteu o gol.

Melhor para a torcida tricolor que ficou em casa e pelo menos dessa vez não pagou para ver mais um vexame do seu time.

Minha sugestão é que o São Paulo mude oficialmente para Cotia e tente disputar o título de "campeão do interior. Se bem que sofrendo diante de times como Mirassol e Bragantino até isso seria difícil. Mas não custa sonhar...


terça-feira, 28 de julho de 2020

Rodrigo Rodrigues: futebol e a música perdem um ícone



Rodrigo Rodrigues era um dos nossos: apreciador do futebol e da música.


O talentoso apresentador e músico nos deixou hoje em decorrência de complicações desse maldito Covid-19.

Descanse em paz! Nossos sentimentos a todos os seus familiares e admiradores. 

quinta-feira, 2 de julho de 2020

CHICO BENTO e Esporte Clube SÃO BENTO


Dia primeiro de julho é o "aniversário" do personagem CHICO BENTO, criado por Maurício de Souza em 1963.

Na década de 70, Chico Bento apareceu em uma publicação da revista Placar trajando o uniforme do Esporte Clube São Bento de Sorocaba.

Desde então, o célebre torcedor virou uma espécie de mascote não oficial do clube (o mascote oficial é o pássaro "azulão" Tira Prosa), como mostra essa bela arte da Torcida "Sangue Azul" em homenagem a o personagem (créditos na imagem). 

Muito justo que um dos personagens mais queridos do nossos quadrinho seja também símbolo de um dos mais queridos clubes do interior paulista.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

DARK - Terceira e última temporada

Dark chega a sua terceira e última temporada consolidando-se como um novo clássico da ficção científica. 

Apesar de apresentar um novo arco, a complexidade narrativa aos poucos diminui, na medida em que os nós entre os personagens vão sendo explicados.

Nenhum fã poderá reclamar que "mistérios" não foram respondidos. Tudo que era significativo para a trama tem seus porquês revelados. A consequência ou motivo de cada ato, o "Sic Mundus", como Jonas se tornou Adam, as conexões mais bizarra entre os personagens, etc.

Nesse sentido, Dark evita os erros de Lost, que acabou se alongando demais e deixando muitas pontas soltas e muitos fãs decepcionados.

Pela complexidade do início, o desfecho de Dark é relativamente simples, com seu final "feliz mas não muito". Digamos que é um final aceitável, mas se alguém esperava algo como "foram felizes para sempre" não entendeu a essência da série.

Dark é uma série sobre o tempo. Sobre viagens no tempo. Consegue atualizar um dos temas mais manjados da manjados da ficção científica com pequenas doses de filosofia, narrativas simultâneas e direção ágil. 

A disputa não é para dominar o mundo, mas para tentar controlar o próprio destino. Desfazer os nós do passado.

Uns buscam a reconciliação, outros a família destroçada, outros o amor. Mas o passado insiste em se repetir e essa busca labiríntica pela felicidade apenas ecoa de forma brutal os erros passados. O conhecimento do tempo é a degeneração de Adão e Eva e de todos os outros.

Desse modo, o "sempre" é a repetição dos fatos e de forma alguma significaria felicidade. O objetivo é justamente evitar o "sempre".

Se o final da primeira temporada era uma espécie de tributo ao "Planeta dos Macacos" original, no qual o viajante descobre que as coisas não saíram conforme ele esperava, nessa terceira temporada temos novamente referências explícitas a Matrix, implícitas a H.G Wells e uma bem "sem-vergonha" a "Interestelar".


Essa requentada em algumas ideias, digamos, familiares, não chega a ser um grande problema, mas são um indicativo de que a série acabou mesmo na hora certa.