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sexta-feira, 8 de julho de 2022

O mundo invertido do Morumbi

 O São Paulo FC vive no Mundo Invertido há pelo menos uns 10 anos, então nada mais justo do que receber a visita do ator Jamie Campbell Bower que dá vida ao monstro Vecna de Stranger Things.

Quem sabe era a visita que faltava para acabar com a zica Tricolor e os títulos retornarem. 

Pelo menos o São Paulo ganhou por 4x1 e confirmou a vaga nas quartas da Sulamericana. Já é alguma coisa. 


domingo, 19 de junho de 2022

Stranger Things e o poder da música

 


Um dos muitos segredos do sucesso de Stranger Things está na estética retrô, reforçada pela trilha sonora recheadas de clássicos do pop e do rock dos anos 80.

Do "Should I Stay or Should I Go?" (The Clash) da primeira temporada, passando pela "Runaway" (Bon Jovi) Eleven na segunda e muito hard rock farofa com o personagem Billy na terceira, além de um trailer maravilhoso da 4ª temporada com um versão remixada de "Separate Ways" do Journey, são muitos momentos marcantes em que a música reforçou a narrativa (incluindo a performance de "The NeverEnding Story" com Dustin e Susie no final da terceira temporada).

O ápice no entanto ocorreu na 4ª temporada, já que o ponto fraco do monstrão Vecna é a música e a canção favorita é o único elo que consegue impedir que ele controle a mente de suas vítimas.

E a cena épica em que a personagem Max é salva pela canção "Running up that hill (a deal with God)" da Kate Bush foi disparada a melhor da primeira parte dessa temporada.

Na sequência belíssima, Max foge de Vecna em um cenário de pesadelos ao som de sua música favorita. Além da importância no contexto da série, a cena possui uma segunda camada de sentido que levou muitos fãs a comentarem nas redes sociais de como se identificaram em sua luta interna contra a depressão. 



Tal leitura faz todo sentido, já que Vecna escolhe justamente vítimas fragilizadas pela culpa, pelo medo, pela rejeição, pelo luto e toda sorte de sentimentos negativos. 

O efeito terapêutico da música em casos de depressão e no auxílio à boa saúde mental é muito bem documentado (LEIA AQUI). Obviamente, não substitui o trabalho de um bom profissional, mas o seu valor parece inegável . 

Não sei se a intenção dos roteiristas era passar essa mensagem sobre o "poder da música", mas acabaram por transmiti-la brilhantemente. 

Particularmente, a música já me ajudou a vencer muitos "monstros" internos e é uma motivação constante na minha vida. 

Que o desfecho da temporada traga nova emoções e que nos surpreenda com mais grandes canções.   



quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Você olharia pra cima?


A analogia imediata do filme "Não olhe pra cima" é com a pandemia, mas lembremos que o negacionismo não se limita a isso. Das mudanças climáticas à crise hídrica da nossa região e vários outros temas, negar a realidade parece sempre mais conveniente.

Não vamos nem mencionar a política, porque aí é cada um olhando para o próprio umbigo mesmo.

Ótimo entretenimento. Faz pensar e dar umas risadas. Pena que seja o famoso "rindo, mas de nervoso".

domingo, 28 de novembro de 2021

O He-man da Netflix vai salvar sua infância

 

Adorei a segunda parte de "Masters of the Universe: Revelation"! Muito legal ver o He-man esquartejando uns demônios e espancando o "Skelegod"! Várias reviravoltas, personagens clássicos aparecendo e o final do Skeletor é ao mesmo tempo bizarro e sensacional e deixa um gancho para uma possível segunda temporada.

Se os chorões do "mataram minha infância" tivessem a inteligência e a paciência de esperar a segunda parte não teriam se frustrado.  

Em tempo: a outra animação do He-man que a Netflix produziu, com uma história mais infantil, também é excelente.

domingo, 1 de agosto de 2021

Atypical nos lembra que ser diferente não é um problema


Atypical é uma série linda demais! Fez rir e chorar. Final emocionante. Ao mesmo tempo que foi conciliador, foi de partir o coração. Ser "atípico" não deveria ser um problema. E essa mensagem foi entregue da melhor forma possível.

Pra quem não sabe do que se trata, a série acompanha o jovem autista Sam em sua trajetória do Ensino Médio a faculdade, mas com várias tramas paralelas interessantes. Muito recomendado!



sexta-feira, 11 de junho de 2021

Bico Doce é torcedor do Galo

 A Netflix divulgou um vídeo em que o jovem ator Cristan Convery, protagonista da série Sweet Tooth, experimenta pela primeira vez os nossos famosos Brigadeiros.

Além da simpatia do garoto, o que chama a atenção logo de cara é o fato aleatório de o garoto estar usando uma camisa do CLUBE ATLÉTICO MINEIRO. 

Da próxima vez a Netflix pode mandar uns pães de queijo também. 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

DARK - Terceira e última temporada

Dark chega a sua terceira e última temporada consolidando-se como um novo clássico da ficção científica. 

Apesar de apresentar um novo arco, a complexidade narrativa aos poucos diminui, na medida em que os nós entre os personagens vão sendo explicados.

Nenhum fã poderá reclamar que "mistérios" não foram respondidos. Tudo que era significativo para a trama tem seus porquês revelados. A consequência ou motivo de cada ato, o "Sic Mundus", como Jonas se tornou Adam, as conexões mais bizarra entre os personagens, etc.

Nesse sentido, Dark evita os erros de Lost, que acabou se alongando demais e deixando muitas pontas soltas e muitos fãs decepcionados.

Pela complexidade do início, o desfecho de Dark é relativamente simples, com seu final "feliz mas não muito". Digamos que é um final aceitável, mas se alguém esperava algo como "foram felizes para sempre" não entendeu a essência da série.

Dark é uma série sobre o tempo. Sobre viagens no tempo. Consegue atualizar um dos temas mais manjados da manjados da ficção científica com pequenas doses de filosofia, narrativas simultâneas e direção ágil. 

A disputa não é para dominar o mundo, mas para tentar controlar o próprio destino. Desfazer os nós do passado.

Uns buscam a reconciliação, outros a família destroçada, outros o amor. Mas o passado insiste em se repetir e essa busca labiríntica pela felicidade apenas ecoa de forma brutal os erros passados. O conhecimento do tempo é a degeneração de Adão e Eva e de todos os outros.

Desse modo, o "sempre" é a repetição dos fatos e de forma alguma significaria felicidade. O objetivo é justamente evitar o "sempre".

Se o final da primeira temporada era uma espécie de tributo ao "Planeta dos Macacos" original, no qual o viajante descobre que as coisas não saíram conforme ele esperava, nessa terceira temporada temos novamente referências explícitas a Matrix, implícitas a H.G Wells e uma bem "sem-vergonha" a "Interestelar".


Essa requentada em algumas ideias, digamos, familiares, não chega a ser um grande problema, mas são um indicativo de que a série acabou mesmo na hora certa.

domingo, 17 de maio de 2020

She-ra e as Princesas do Poder chega ao fim na Netflix

Acabei de assistir à quinta e última temporada. Não assisto tantas animações assim para ter outros parâmetros, mas achei simplesmente sensacional o enredo da série como um todo, com várias narrativas criativas. 
O desfecho é extremamente corajoso, com uma mensagem de tolerância e um chute na cara do conservadorismo. Pode ser que eu seja apenas um velho mal informado, mas me parece um marco na animação em termos de comportamento.

domingo, 23 de abril de 2017

13 REASONS WHY: 13 reflexões sobre a série da NETFLIX

Assisti à série "13 Reasons Why" (ou "Os 13 porquês"), sucesso na NETFLIX, por sugestão de alunos do Ensino Médio em uma discussão sobre bullying. A trama, como a maioria deve saber, gira em torno do suicídio de uma adolescente, o que por si só é muito polêmico (veja trailer abaixo). 

Aproveitando o gancho óbvio, listei 13 reflexões que surgiram enquanto eu assistia aos episódios.  

OS 13 PORQUÊS


1. Adolescentes estão assistindo a uma série que trata de suicídio e sem nenhuma supervisão, o que é MUITO preocupante;

2. A série ajuda a refletir sobre como os pais de uma forma geral idealizam seus filhos e não conseguem reconhecer suas falhas;

3. A contrapartida também é verdadeira, já que temos adolescentes tentando esconder a todo custo seus erros para suprir expectativas de suas famílias e da sociedade em geral;

4. A escola tem seu papel questionado ao fazer vistas grossas para o bullying e outras formas de intimidação e assédio;

5. O Sistema de Ensino é questionado por não promover plenamente o protagonismo dos estudantes;

6. Falando nisso, a série retrata o cotidiano escolar de uma High School norte-americana que é a referência para a nossa famigerada reforma do Ensino Médio oferecendo alguns insights oportunos;

7. A "Board of Honor", por exemplo, é um conselho formado por alunos para julgar casos de indisciplina de outros alunos, decidindo qual a punição dos mesmos, algo bastante interessante;

8. Questões de gênero são abordadas com naturalidade. Uma das personagens inclusive tem dois pais;

9. O consumo de drogas por jovens de classe alta também é retratado, o que ajuda a combater alguns estereótipos;

10. Contudo, o assunto mais pesado é mesmo o da violência sexual que é o trauma que leva às consequências mais extremas. Aquele infeliz discurso de que a "culpa é da vítima" é muito bem demonstrado nos episódios finais da trama;

11. Obviamente há exageros, mas é bom ver adolescentes sendo tratados de uma forma mais "realista", falando palavrões e com diversos dilemas éticos, afinal, a adolescência pode ser tudo, menos um musical da Disney;

12. A trilha sonora é excelente. Tem o toque "retrô" das fitas K7 e cada canção foi escolhida a dedo para cada episódio (Status Quo, The Cure, Joy Division, Neil Young, entre outros);

13. Embora ainda não tenha sido confirmado, há vários ganchos para uma segunda temporada. A julgar pelo contexto, não me parece algo realmente necessário.

Enfim, uma ótima série, que traz temas importantes, mas talvez um pouco forte demais para seu público alvo, motivo pelo qual pais e educadores deveriam promover discussões a seu respeito para evitar que a mensagem seja mal compreendida.

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NETFLIX: Documentário sobre a ARGENTINA Campeã Mundial de 86

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

NETFLIX: Documentário sobre a ARGENTINA Campeã Mundial de 86


Toda a história tem suas verdades dependendo de quem a conta. Cresci, como muitos, ouvindo falar sobre a lendária "Mano de Dios" de Maradona como um dos maiores "roubos" da história do futebol e talvez contaminado pela forma como a imprensa esportiva brasileira sempre retratou o futebol argentino achava que o Mundial de 86 tinha sido uma grande injustiça.

Porém, analisando sobre outra ótica, descobrimos que foi justamente o contrário, como nos mostra o documentário "O Campeão Impossível", disponível na plataforma NETFLIX. 
Através de depoimentos de ex-jogadores (argentinos e rivais), jornalistas e até mesmo do árbitro do polêmico jogo Argentina 2 x 1 Inglaterra (o jogo da "mano de Díos"), e recuperando imagens históricas dos bastidores da conquista, vemos como a Seleção Argentina chegou ao México completamente desacreditada e com o técnico Carlos Bilardo praticamente sem apoio por parte da imprensa de seu país e com resultados horríveis na preparação para o Mundial. Para se ter uma ideia da gravidade da crise na AFA até mesmo a titularidade de Maradona era questionada.
Porém, contra todos os prognósticos negativos a equipe de Bilardo foi superando seus obstáculos. Maradona se consagrou desequilibrando jogos de forma mágica e o resto é essa linda história futebolística que merece ser contada e recontada, ainda que isso contrarie um pouco a forma como nós brasileiros enxergamos o futebol sul-americano. 

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CLUB DE CUERVOS: a série sobre futebol da NETFLIX

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CLUB DE CUERVOS: a série sobre futebol da NETFLIX


Para quem está sofrendo com abstinência de futebol enquanto não começam nossos valorosos estaduais, a nossa dica é assistir a CLUB DE CUERVOS, série original da Netflix que em 2016 ganhou sua segunda temporada.
O enredo da pioneira produção mexicana (foi a primeira produção da Netflix a ser gravada em espanhol e fora dos EUA) gira em redor de um time de futebol chamado "Cuervos de Nueva Toledo", equipe fictícia de uma pequena cidade do interior. Após a súbita morte de Salvador Iglesias, presidente do clube, seu filho Chava e sua filha Isabel começam uma disputa para quem o sucederá. Chava, o playboy que não entende nada de futebol acaba herdando o posto, para desespero de sua irmã mais velha que respira futebol e é preterida por ser mulher. Isabel, no entanto, não desiste de conquistar o posto gerando uma série de intrigas divertidas.
Em meio a essa disputa de poder, surgem os mais inusitados tipos e situações típicas do futebol: elenco "rachado", greve de jogadores, estrelismo, manipulação de resultados, queda de treinadores, "chinelinhos", "marias chuteira", além de inúmeras outras referências futebolísticas.
Por fim, mas não menos importante, há o SEXO, um elemento que poderia ser considerado apelativo mas acaba sendo responsável por muitos dos momentos mais engraçados da narrativa.
Personagens carismáticos, boa direção, bom roteiro, trilha sonora bacana e uma abertura que é uma verdadeira ode a esse esporte que amamos fazem de Club de Cuervos uma série altamente recomendável. 

#SomosTodosCuervos

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