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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie: a última metamorfose do camaleão


O rock novamente está de luto com o falecimento de mais um de seus personagens mais marcantes. DAVID BOWIE faleceu 2 dias após completar 69 anos de idade devido a um câncer com o qual lutava há 18 meses.


Segundo comunicado da página oficial do cantor no Facebook, David Bowie faleceu em companhia de seus familiares, que pedem que os fãs respeitem sua privacidade nesse momento de pesar:



"David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família após uma corajosa batalha de 18 meses com câncer. Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, nós pedimos que vocês respeitem a privacidade da família nesse momento de luto".


Com inúmeros hits em sua carreira, David Bowie destacou-se também por sua versatilidade, indo do andrógeno ao clean, transformando-se em referência na moda e no comportamento. Tantas " mutações renderam-lhe a alcunha de "camaleão do rock".

Seu maiores sucessos incluem "Space Oddity", "Starman", "The man who sold the world", "Let's dance", "Ziggy Stardust", "Changes", "Life on Mars", "Rebel, Rebel" entre muitos outros hinos que imprimiram sua marca na história da música.
Antes de ter sua trajetória interrompida, Bowie lançou o álbum " Black star", do qual foi extraída o dramático clipe "Lazarus" lançado semana passada e que não deixa de ser uma forte representação artística de quem sabia das dificuldades de se lutar contra uma doença tão difícil:
Bowie, que nos ensinou que podemos ser heróis e viajantes no espaço, sofreu sua última metamorfose. Foi ser estrela na perene constelação dos imortais do rock'n'roll. Descanse em paz, camaleão!

Para saber mais visite: http://davidbowie.com/blackstar/

sábado, 7 de junho de 2014

Fernandão: 'glória do desporto nacional'

"Glória do desporto nacional". Esse é um dos versos mais marcantes do hino do Internacional. Mas poderia ser um verso em tributo a um dos maiores ídolos do clube, Fernandão, que morreu tragicamente em um acidente de helicóptero na madrugada deste sábado. 
Fez do Colorado merecedor do nome de "Internacional" ao conquistar Libertadores e Mundial de Clubes. Teve ainda passagem importantes por Goiás e São Paulo, entre outros. Aos 36 anos, havia se tornado comentarista do canal Sportv, carreira que certamente seguiria por muito tempo, dada a sua destacada inteligência no meio futebolístico.
Independentemente das cores do seu clube, hoje é dia de vestir preto. O futebol brasileiro está em luto. Aos fãs desse grande atleta e seus familiares (assim como os das outras vítimas dessa tragédia), nossos sentimentos. 
Abaixo você confere um vídeo realizado pela "TV Inter" em homenagem a Fernandão  em ocasião de sua última passagem pelo clube, já como dirigente:
Veja também:

Hino do S.C. Internacional na guitarra

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Jair Rodrigues canta seu amor ao futebol

O cantor Jair Rodrigues que faleceu nesta quinta-feira poderia ser lembrado por diversos motivos pela sua contribuição à Música Popular Brasileira. Para homenageá-lo, porém, escolhi dois vídeos em que ele canta seu amor ao futebol.
O primeiro é um videoclipe feito nos anos 80 para o programa "Fantástico" da Globo, em uma música que ele descreve as aventuras e desventuras de um jogar do futebol:
O segundo é uma participação no programa "Altas Horas", no qual ele canta ao lado de outros torcedores ilustres, como Zeca Baleiro e Champignon e Chorão (do Charlie Brown Jr. numa mórbida coincidência também já falecidos), o seu amor pelo Santos FC:
Além dessas músicas, Jair Rodrigues demonstrou por diversas vezes seu amor ao futebol, incluindo até dueto com Pelé (leia mais AQUI).
Aos admiradores de Jair Rodrigues, nossos sentimentos e a reflexão: vivam com alegria e espontaneidade como ele sempre se apresentou. Esse legado talvez seja maior que qualquer outra obra...
Veja também:

sábado, 19 de abril de 2014

Valleu, Luciano!

Causou comoção no mundo esportivo o falecimento do locutor Luciano do Valle, ocorrido neste sábado. Embora nos últimos anos Luciano do Valle andasse exagerando nos erros, é inegável sua importância para a difusão do esporte e para a emoção no esporte.

Um locutor com tantos anos dedicados ao ofício merecia ter tido a chance de transmitir a Copa do Mundo de futebol em seu país. Mas nem esse privilégio essa mal-fadada Copa do Mundo terá. Acredito que todo fã de futebol tenha alguma lembrança positiva de Luciano do Valle. Dentre tantas possíveis, deixo aqui como lembrança a narração da disputa de pênaltis do Mundial  de 1994, que deu o tetracampeonato ao Brasil (mesmo porque acho que todo mundo lembra do Galvão Bueno se esgoelando e deve ter muita gente que nunca ouviu a narração de Luciano do Vale nesse momento histórico):

sexta-feira, 21 de março de 2014

O Adeus a Bellini, o capitão de 1958

Se o Brasil gaba-se de ser pentacampeão mundial e sonha com o hexa tem muito a agradecer a heróis como Hilderaldo Luiz Bellini, ou simplesmente Bellini, que faleceu ontem aos 83 anos.

Bellini tem seu nome escrito nas páginas de glória do futebol mundial não só por ter sido o capitão da seleção brasileira campeã mundial pela primeira vez, mas por ter criado um dos gestos mais nobres da história do esporte bretão: foi o primeiro a literalmente levantar a taça de campeão mundial, gesto que não era praticado até 1958. Desde então. o gesto se tornou universal e a expressão "levantar a taça" acabou mesmo se tornando um sinônimo para "ser campeão".
Nos gramados nacionais, Bellini defendeu São Paulo FC, Vasco da Gama e Atlético Paranaense.
Para quem quiser saber um pouco mais da história desse grande ídolo, recomendo os mini-documentários "Capitão Bellini: Herói Itapirense" que foca mais na parte biográfica e "Eternos Capitães" que traz depoimentos de jornalistas sobre a importância do jogador. 

"Capitão Bellini: Herói Itapirense"


"Eternos Capitães" 


Veja também:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Adiós, Paco!

Acredito que poucas vezes houve tanta unanimidade em torno de um instrumentista como quando se fala em Paco de Lucia, que faleceu nessa quarta aos 66 anos. Não sei dizer exatamente como entrei em contato com sua música. Tenho uma vaga lembrança de ter visto algo na tv quando criança. Mais tarde, na adolescência quando comecei a dedilhar um violão e a me interessar por música de verdade me deparei com um álbum de Paco de Lucia em uma locadora de CDs (sim crianças, houve uma época pré-MP3 em que chegamos a ter locadoras de CDs). Nessa época aliás eu costumava alugar uns 5 cds por semana e gravá-los em fitas K7 e ouvi-las incansavelmente.
E uma dessas fitinhas era justamente o álbum "Paco de Lucia Sextet Live... One Summer Night", originalmente lançado em 1984. Embora não entendesse exatamente o  que se passava ali, era demais a energia que se emanava daquele violão e aquela mistura de jazz-flamenco, capaz de cativar um adolescente 'metaleiro'. 
Das faixas que eu mais gostava estavam "Palenque" (que tem uma introdução que até hoje eu não entendo direito mas me esgoelava cantando como se fosse "La Capivara") e "Solo quiero caminar"
Por isso, além de toda a importância histórica de Paco de Lucia para a música flamenca (segundo a lenda um cara que tocava com orquestras sem saber partitura, tirando tudo de ouvido e decorando, ficando livre para interpretar suas peças e deixar toda emoção fluir...), vejo nele a importância de um grande ícone que com sua arte ampliou o horizonte de muitas mentes. No meu caso, foi o músico que me fez ir além do óbvio. Depois de Paco, ouvi Chic Corea, Hermeto Paschoal, John McLaughlin, Al di Meola e outros, simplesmente porque seus álbuns estavam na prateleira 'jazz/instrumental' que Paco de Lucia ocupava na velha locadora.
Assim, antes de dizer 'adiós' só me resta dizer 'gracias' a esse mestre que indiretamente tanto me ensinou. E talvez o maior tributo que possa prestar seja ouvir a célebre gravação de seu sexteto que tanto me marcou musicalmente...   

Veja também:

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

#RIP Hélcio Aguirra (Golpe de Estado)

O rock nacional está de luto com o falecimento do guitarrista Hélcio Aguirra, da seminal banda de hard rock Golpe de Estado.
O músico, que sempre foi uma das grande referências quando o assunto é guitarra, foi encontrado morto em sua casa por familiares na tarde desta terça-feira. A suspeita, segundo nota no site Whiplash, é que Hélcio Aguirra tenha sofrido um infarto.
Hélcio Aguirra tinha 56 anos e desde 1985 liderava o Golpe de Estado. Antes disso ele integrou a banda Harppia, outro nome que marcou época no hard/heavy paulistano.
O mais recente lançamento do Golpe de Estado foi “Direto do Fronte”, lançado em 2012 pela Substancial Music.
A todos os fãs e familiares desse grande músico, nossos mais sinceros sentimentos.

Veja também:

Golpe de Estado ao vivo no Estúdio Showlivre

segunda-feira, 20 de maio de 2013

RIP: Ray Manzarek (The Doors)

Faleceu nesta segunda feira Ray Manzarek, tecladista e membro fundador do "The Doors".
Ao lado de Jim Morrison gravou diversos hits, dando continuidade a banda mesmo após o falecimento do icônico vocalista.
Manzarek tinha 74 anos e lutava contra o câncer. Sem sombra de dúvidas, um dos tecladistas mais importantes da história do rock'n'roll.

Veja também:

quinta-feira, 2 de maio de 2013

#RIP Jeff Hanneman, guitarrista do Slayer

Faleceu nesta quinta-feira o guitarrista Jeff Hanneman, um dos fundadores da lenda do thrash metal Slayer. A causa da morte, conforme divulgado na página oficial do Slayer no Facebook (clique AQUI), teria sido uma doença hepática . Uma notícia que abalou o mundo do metal.
Jeff Hanneman
31/01/1964 - 02/05/2013
O Slayer é uma das atrações confirmadas no Rock in Rio e também fará shows conjuntos com Iron Maiden pelo Brasil.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Memória: Clive Burr (Iron Maiden)

Foi com tristeza que os fãs de metal receberam hoje (13/03/2013) a notícia do falecimento de Clive Burr, 56 anos, baterista que tocou nos três primeiros álbuns do Iron Maiden: Iron Maiden (1980), Killers (1981), & The Number of the Beast (1983), além do "Maiden Japan" (ao vivo de 1981).
Desde 1994 Burr lutava contra uma esclerose múltipla. Nesse período mais difícil, recebeu o apoio do Iron Maiden que realizou shows para angariar fundos para "Clive Burr MS Trust Fund", uma fundação dedicada a ajudar não só o ex-baterista como outros pessoas padecendo do mesmo mal.
Clive Burr, já de cadeira de rodas,
no palco com o Iron Maiden
Clive Burr contribuiu como compositor em apenas duas músicas do Iron Maiden, ambas do "The Number of the Beast". A primeira, a acelerada "Gangland", começa com uma introdução na qual se nota toda sua precisão nas baquetas.

A segunda, "Total Eclipse", mais cadenciada e melódica e com mais variações, é outra amostra do repertório do baterista (como pode ser observado, é claro, em qualquer música dos três primeiros álbuns do  Maiden, clássicos daqueles que ninguém que se diz fã de música pesada pode deixar de conhecer).  
Além do Iron Maiden, Burr fez parte das bandas Trust, Stratus, Gogmagog, Elixir, Desperado e Praying Mantis (leia mais aqui), mas sem dúvida foi mesmo com a "Donzela de Ferro" que ele produziu o seu maior legado.  


Veja também:

quarta-feira, 6 de março de 2013

#RIP Alvin Lee (Ten Years After)

Faleceu hoje, aos 68 anos de idade, Alvin Lee, guitarrista e vocalista do Ten Years After e ícone do blues rock. A causa da morte foi atribuída a complicações ocasionadas por uma cirugia de rotina.
Mais uma lenda do rock'n'roll que se foi (clique aqui e confira uma seleção de músicas do Ten Years After feita pelo Ultimate Classic Rock). Mas será sempre possível celebrar sua memória através de sua obra:
Veja também:
Homenagem a Bon Scott (AC/DC)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bon Scott - AC/DC (09/07/1946-19/02/1980)

Há 33 anos falecia Bon Scott, carismático vocalista do AC/DC , sob circunstâncias até hoje controversas (causas prováveis: sufocamento com o próprio vômito e hipotermia após passar a noite "desmaiado" no carro de um amigo sob os efeitos de uma noite de bebedeira).
Deixou como legado máximo com a banda os álbuns "High Voltage" (1976 - o meu favorito em toda a discografia da banda), "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" (1976), "Let there be rock" (1977), "Powerage (1978)" e "Highway to Hell" (1979).

A energia de Bon Scott foi uma 'dinamite' no mundo do rock'n'roll, por isso nada mais justo que lembrá-lo ouvindo-o cantar "TNT", um dos maiores clásssicos do AC/DC:

Veja também:

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

#RIP: Nenê Benvenuti, baixista da banda "Os Incríveis"

Faleceu na manhã de hoje (30/01) o baixista Nenê Benvenuti, um dos pioneiros do rock'n'roll no Brasil e que fez parte da banda "Os Incríveis" (do hit "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones"), tendo tocado também com Raul Seixas e outros grandes nomes da música brasileira. O músico tinha 65 anos e sofria de um câncer no pulmão. (leia mais aqui).
Em 2007 Nenê publicou o livro "Os Incríveis anos 60 e 70... E eu estava lá" contando histórias de sua carreira. Clicando aqui você confere uma ótima entrevista que ele concedeu aos jornalistas Edmundo Leite e Felipe Machado (guitarrista do Viper) para a 'TV Estadão'.


Por fim, encerro este post de homenagem com duas canções de Os Incríveis em gravações raras retiradas do programa "Ensaio" de 1970.


Era um garoto que como eu 
amava os Beatles e os Rolling Stones



Adeus amigo vagabundo 
(tributo a Jimi Hendrix)



Veja também:

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

#RIP: Celso Blues Boy

O blues e o rock'n'roll brasileiro ficaram mais tristes hoje com o falecimento de Celso Blues Boy, um dos pioneiros do estilo, devido a um câncer na garganta.


Tendo tocado com Raul Seixas, Sá & Guanabira e dividido o palco com B.B. King na década de 80, gravou uma importante obra que inclui "Aumenta que isso aí é rock'n'roll", um dos grandes clássicos do rock'n'roll cantado em Português e presente no seu primeiro disco, "Som na guitarra", de 1984. Outros grandes momentos em sua carreira foram sem dúvida "Fumando na Escuridão" e "Marginal", na qual dividiu os vocais com Cazuza.





E nos versos de "Sempre Brilhará" uma homenagem a esse grande artista cuja obra merece e deve ser conhecida. E, se depender de seus admiradores,"sempre existirá":

"As coisas são assim
Pra que se lamentar
Se dentro de nós
Sempre existirá

Toda esperança
Sempre brilhará
Do outro lado da noite
Aonde você está..."


segunda-feira, 16 de julho de 2012

#RIP Jon Lord


Faleceu hoje, devido a uma embolia pulmonar, Jonathan Douglas "Jon" Lord, após  uma longa luta contra o câncer (confira a nota oficial (em inglês) clicando aqui)

Criador do Deep Purple, ex-membro do Whitesnake, reconhecido "doutor" em música pela Universidade de Leicester, pioneiro da fusão do rock com música clássica, com uma longa e respeitada obra, Jon Lord contribuiu imensamente para a criação desse estilo que nós amamos.

Uma grande perda para todos os amantes da boa música.

Um sincero 'muito obrigado' por toda a inspiração que nos proporcionou (e continuará proporcionando) com sua arte.
REST IN PEACE, JON!