Seria errado dizer que a última rodada do Brasileirão rebaixou o Internacional. Foram 38 jogos para que o time somasse os pontos para escapar da degola, que era o mínimo que sua torcida merecia.
Porém, a última rodada do campeonato trouxe algo muito mais triste para os Colorados que o descenso. Declarações desastrosas de dirigentes e jogadores colocaram o Inter na contramão da opinião pública.
Primeiro soaram desrespeitosos ao luto da Chapecoense; depois alegaram que não iriam jogar a última rodada num clássico exemplo de emenda pior que o soneto (embora de certa forma isso tenha ocorrido, já que o que se viu no jogo contra o Fluminense não chegou nem perto de um time de futebol).
Por fim, a decisão de recorrer ao tapetão para ficar a qualquer custo na Série A.
Um clube que em seu belo hino tem a frase "Glória do desporto nacional" não poderia agir dessa forma tão antipática e antidesportiva.
A única forma de o Inter resgatar a moral ferida é disputar dignamente a Série B e reconquistar na bola seu espaço entre os gigantes do futebol, tal qual fez o seu principal rival.
Ou então conviver para sempre com a fama de clube mimado e mal-perdedor.
Grêmio e Internacional se enfrentam em mais um 'Grenal' nesse final de semana, mas os malucos do canal Desimpedidos anteciparam o duelo em mais uma divertida 'Batalha de MCs'. Confira:
"Glória do desporto nacional". Esse é um dos versos mais marcantes do hino do Internacional. Mas poderia ser um verso em tributo a um dos maiores ídolos do clube, Fernandão, que morreu tragicamente em um acidente de helicóptero na madrugada deste sábado.
Fez do Colorado merecedor do nome de "Internacional" ao conquistar Libertadores e Mundial de Clubes. Teve ainda passagem importantes por Goiás e São Paulo, entre outros. Aos 36 anos, havia se tornado comentarista do canal Sportv, carreira que certamente seguiria por muito tempo, dada a sua destacada inteligência no meio futebolístico.
Independentemente das cores do seu clube, hoje é dia de vestir preto. O futebol brasileiro está em luto. Aos fãs desse grande atleta e seus familiares (assim como os das outras vítimas dessa tragédia), nossos sentimentos.
Abaixo você confere um vídeo realizado pela "TV Inter" em homenagem a Fernandão em ocasião de sua última passagem pelo clube, já como dirigente:
Hino do S. C. Internacional (Campeão Gaúcho 2013) em diferentes versões na guitarra (informações sobre os intérpretes de cada versão podem ser conferidas na descrição dos vídeos no youtube). Confira!
Possivelmente, nunca na história do futebol mundial um riff foi tão popular como o de 'Seven Nation Army', da extinta banda The White Stripes. De uma simplicidade absurda, e talvez por isso mesmo genial, a música se tornou uma espécie de "Gangnam Style" do futebol em termos de popularidade.
Se por um lado isso é sensacional pois mostra a força do rock'n'roll como uma forma de expressão que desconhece fronteiras, há que se levar em conta que originalidade nem sempre foi o forte nas arquibancadas. A música hoje cantada pela torcida do 'time x' no dia seguinte aparece adaptada pelo 'time y' sem pudor algum.
E em se tratando de um música com uma melodia facilmente adaptável como "Seven Nation Army" fica quase impossível se resistir à tentação de se criar uma letra.
A seguir, apresento alguns exemplos de como a canção ganhou os estádios, da mente de Jack White para a Bélgica até chegar no Brasil.
1. A música
Composta por Jack White e lançada como single em 2003, a música integra "Elephant", o quarto álbum do White Stripes, chegando a ganhar um Grammy como 'melhor música rock'.
2. Primeira 'aparição' no futebol
Embora difícil de precisar, diversas fontes indicam que os primeiros a incorporarem a música à arquibancada foram os torcedores da equipe belga Club Brugge que a teriam cantado em duelos contra clubes Italianos em jogos da Champions League, que por sua vez se apropriaram e disseminaram ideia.
Neste vídeo, podemos conferir a torcida do Club Brugge cantando o 'refrão' da música:
E aqui um videoclipe com imagens do Club Brugge ao som de Seven Nation Army:
3. Da Itália para o mundo
E foram os Italianos que na Copa do Mundo da Alemanha de 2006 se incubiram de fazer com que 'Seven Nation Army', assim como a Azzurra dentro de campo, ganhasse de vez o mundo do Futebol:
E a música acabou se tornando o hino oficial do tetra Italiano, como mostra o vídeo a seguir:
4. Popularização
A partir daí, foi difícil assistir a um jogo de seleções europeias ou clubes sem ouvir o Riff de "Seven Nation Army", seja cantado em seu "po po po po po po" ou com letras alusivas a jogadores como nos vídeos a seguir:
Primeiro, os alemães cantando na Euro-2008:
Torcida inglesa solta voz:
Torcida sueca entra na onda:
Torcida do Arsenal cantando sua versão em homenagem ao atacante espanhol Santi Cazorla:
Torcida do Manchester United em sua versão em homenagem a Robbie Van Persie:
E até os torcedores do 'glorioso' Adelaide United da Austrália adotaram a canção:
5. Versão Brasileira
E é claro que o 'oh oh oh oh oh' ganhou sua versão em português, que por aqui assumiu um tom mais provocativo.
Primeiro com a torcida do S.C. Internacional que a usa para provocar o seu rival 'imortal', cantando "Muito mais que um vício / Muito mais que amor / Não é o puto do Grêmio / É o rolo compressor":
E mais recentemente com a torcida do São Paulo F.C., que transformou "Seven Nations Army" em "Sou, sou Tricolor".
A letra faz um clara provocação ao rival Corinthians: "Sou, sou Tricolor / Tenho Libertadores / Não alugo estádio / Sou Hexa Brasileiro / Nunca fui rebaixado".
O marketing do Tricolor Paulista inclusive usou a música no vídeo "El Campeón Volvió" alusivo a conquista da Copa Sul-Americana - 2012:
Como pudemos ver, mais que um hino para um 'exército de sete nações", como sugere o título da música, o que temos é um hino de inúmeras nações, cores e nacionalidades, entoado nessas duas línguas verdadeiramente universais: o Futebol & o Rock'n'Roll.
André Lima nunca foi louvado por ser um jogador técnico ou um brilhante centroavante, apesar de ser um atleta visivelmente esforçado.
Mesmo assim ele de gravou de vez o seu nome na história do Futebol Brasileiro, mais precisamente na do Grêmio de Foot-Ball Porto Alegrense, ao marcar o primeiro gol da história da nova arena gremista inaugurada com amistoso 'internacional' (opa!) contra o Hamburgo da Alemanha, em uma reedição da final do Mundial de 1983. Curiosamente, o placar das duas partidas foi o mesmo: 2x1 para os tricolores gaúchos.
Contudo, mais curiosa ainda foi a comemoração de André Lima, imitando o goleiro Kidiaba, do Mazembe, time congolês responsável pela vexatória eliminação do Internacional no Mundial de Clubes de 2010.
Confira no vídeo o Gol histórico e a comemoração de André Lima: