No dia 27 de novembro ocorreu na 'Livraria Curitiba' em Sorocaba/SP uma sessão de autógrafos com Humberto Gessinger, ex-líder do Engenheiros do Hawai.
O evento ocorreu para a divulgação dos dois mais recentes trabalhos de Gessinger: o livro "Seis Segundos de Atenção" e o álbum de inéditas "Insular".
Na ocasião, Gessinger respondeu perguntas dos fãs, deixando claro que uma volta dos Engenheiros não deverá acontecer tão breve, já que ele pretende dedicar-se a divulgação de "Insular".
Abaixo você confere um vídeo de um trecho desse bate-papo em que Humberto Gessinger comenta sobre a cenário atual do rock nacional:
Na noite do último dia 18 o cantor Nasi (ex-Ira!) apresentou no Pirilampus Bar em Sorocaba/SP o show da turnê de divulgação do seu mais recente álbum "Perigoso".
Acompanhado por uma ótima banda, o repertório calcado no rock e no blues obviamente incluiu canções desse seu novo trabalho como a faixa título, "Tudo bem" e "As minas do Rei Salomão", clássico de Raul Seixas:
Aliás Raul Seixas foi duplamente homenageado, já que Nasi também cantou "Metamorfose ambulante":
Completando a seção de 'tributos', outros dois grandes e cultuados nomes do Rock Nacional também foram lembrados: Renato Russo, com "Música Urbana" e Cazuza, com "O Tempo Não Para":
Mas a galera queria mesmo era ouvir os clássicos do Ira!. Assim, músicas como "Tarde Vazia", "O Girassol", "Eu quero sempre mais", Envelheço na Cidade" e "Núcleo Base" e "Bebendo Vinho" que fechou o show após um bombástico cover de "Should I Stay or Should I Go" do The Clash.
No último mês de junho o Titãs apresentou no SESC/SOROCABA o show "Futuras Instalações" e nele algumas canções inéditas (leia mais clicando AQUI). Confira 3 delas em alta definição:
Na última sexta-feira (21/06) a banda Titãs apresentou seu show "Futuras Instalações" no ginásio Sesc em Sorocaba/SP.
Contando com Paulo Miklos (guitarra/voz), Branco Mello (baixo/voz), Tony Belloto (guitarra) & Sérgio Britto (baixo, teclados, voz) e o baterista Mário Fabre (único membro "não original"), apresentaram clássicos de todas as fases da banda de "Sonífera Ilha" à "Vossa Excelência", passando por "Flores", "O pulso", "Polícia", "AA UU", "Televisão", "Aluga-se" (Raul Seixas), "Cabeça Dinossauro", "Diversão", "Lugar Nenhum", a comovente "Epitáfio", a pop "Pra dizer adeus" e "A maior banda de todos os tempos da última semana".
Demonstrando uma vitalidade de garotos com versões bastante pesadas de suas músicas mais conhecidas, apresentaram ainda quatro canções inéditas que deverão integrar o próximo álbum da banda a ser lançado em 2014, todas bem pesadas: "Terra à vista" (com letra contendo referências à história do Brasil); "Baião de dois" (um baião distorcido que beira o metal); "Fala aí, Renata" (rápida e com uma performance insandecida de Sérgio Britto) e "Não pode", essas duas lembrando os momentos mais irreverentes da banda.
Outro ponto a se destacar: é incrível como o tempo passa e o discurso crítico dos Titãs continua bastante atual e necessário ao atual contexto político nacional, ainda mais com os acontecimentos da última semana.
Um único ponto negativo foi a qualidade do som, especialmente na segunda metade do show, mas nada que prejudicasse a 'experiência' de se estar ali diante de verdadeiros ícones do rock nacional.
Os Titãs prometeram voltar em breve com um novo show pautado em um novo repertório, provavelmente com mais músicas novas. O público que esgotou os ingressos certamenente já aguarda ansiosamente.
Clique no link e confira a seleção que eu fiz para o site Tricolor On The Rock com 15 clássicos do rock nacional que se encaixam perfeitamente como trilha sonora desses dias turbulentos:
O humorista Marcos Castro fez uma paródia muito legal de "Faroeste Cabloco" (Legião Urbana) que em sua versão se transformou em "Dragon Quest Caboclo", um digno tributo à banda de Renato Russo e aos jogos de RPG dos consoles de 8-bits. Vale a pena conferir!
Confesso que nunca fui fã de Legião Urbana, mas mesmo assim me aventurei a assistir "Somos Tão Jovens", cinebiografia de Renato Russo, com direção de Antônio Carlos da Fontoura.
O filme enfoca o início de carreira de Renato, bem como surgimento da Legião Urbana e do cenário rocker de Brasília. Ou seja, não chega ser uma biografia completa de Renato Russo, embora ali estejam retratados todos os elementos que o definiriam como artista.
O fato de o filme retratar justamente a juventude do protagonista contribui para criar a atmosfera romântica comuns nas narrativas do gênero, de modo que todos os excessos se inserem em um contexto de descoberta, sonhos e decepções, contudo, sem soar clichê, muito graças a belíssima e convincente interpretação de Thiago Mendonça.
A música também desempenha um papel obviamente essencial, mas é utilizada com inteligência, complementando a narrativa e criando momentos bastante comoventes.
Do ponto de vista 'histórico', corre-se o risco de o filme levar ao equívoco de se considerar que o rock no Brasil nasceu em Brasília. Além disso, é irônico observar que uma juventude altamente elitizada, de todas as vertentes possíveis, se identificou justamente com o punk rock. Por fim, não deixa de ser curioso ver outras estrelas do rock BR, como Dinho Ouro e Herbert Vianna, retratados enquanto jovens.
Dinho Ouro Preto em sua versão cinematográfica adolescente
Um belo e importante filme que poderá agradar até mesmo quem não é fã. E uma ótima forma de introduzir as novas gerações em um capítulo importante do rock nacional.
Muito legal esse documentário de 2012 realizado como parte por estudantes de um curso de Rádio e TV como parte de um TCC (conforme informações que constam na descrição do vídeo).
Nele podemos ver lendas do Rock Nacional como Oswaldo Vechione (Made in Brazil), Sérgio Hinds (O Terço) e o guitarrista Paulo Zinner, entre outros, falando do cenário rocker brasileiro durante a década de 70. Vale a pena conferir!
O vocalista da banda Charlie Brown Júnior, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo/SP (leia mais aqui).
Torcedor ilustre do Santos Futebol Clube, a quem dedicou a música intitulada "Música Popular Caiçara" (confira vídeo abaixo)
Nos 15 anos em que liderou o Charlie Brown Jr., Chorão atingiu grande sucesso e conquistou uma legião de fãs, deixando sem dúvidas a sua marca no rock nacional.
A banda Raimundos está próxima de ganhar um cerveja personalizada. Fabricada pela cervejaria Bamberg, a cerveja Raimundos Helles será lançada oficialmente no Festival Brasiliero da Cerveja que ocorre dos dias 20 a 23 de março em Blumenau.
A Cervejaria Bamberg também é responsável por duas outras cervejas rockeiras: a 'Sepultura Weizen' e a 'Camila Camila' inspirada na famosa canção do Nenhum de Nós.
Mais detalhes sobre a cerveja do Raimundos podem ser conferidos no blog da cervejaria (clique aqui)
Quem acompanha futebol e esportes em geral deve conhecer o jornalista esportivo Celso Cardoso, que apresenta diariamente o programa "Gazeta Esportiva" na TV Gazeta. E quem o vê no comando do programa, sempre com opiniões serenas em contraste com os 'exageros' de alguns seus colegas, talvez não imagine que o bom moço de voz grave desenvolva paralelamente a sua atividade jornalística um carreira musical.
E não se trata de uma carreira musical qualquer. Com um repertório rocker, ele lançou em 2009 seu primeiro álbum intitulado "Deixa Acontecer" (ouça aqui) na qual canta clássicos do rock nacional (Barão Vermelho, Cássia Eller, Golpe de Estado, entre outros) e músicas originais, com destaque para a ótima "Vamos Comemorar" de Pit Passarel (Viper) posteriormente gravada e transformada em hit pelo Capital Inicial.
Em entrevista ao site "Reduto do Rock" (leia entrevista na íntegra aqui), Celso afirmou que a entrada na música ocorreu tardiamente, mas que simbolizou a realização de um sonho.
Bom para os espectadores que sempre tiveram em Celso Cardoso uma fonte confiável de informação e também para os rockers que agora podem ouvir mais uma voz a manter esse sonho chamado rock'n'roll vivo.
O Capital Inicial deixou um pouco de lado o pop-rock bem comportado que vem fazendo para finalmente gravar uma música com uma grande mensagem. Confiram:
No momento em que é deprimente a despolitização do meio artístico é bom ver uma banda de grande mídia manifestando-se musicalmente contra o bizarro momento político que vivemos.
A nova formação da banda conta com Mario Testoni - Teclado, Mario Tomaz - Bateria, João Luiz Voice - Vocal, Fabio Cesar - Baixo & Marcelo Schevano - Guitarra.
Faleceu na manhã de hoje (30/01) o baixista Nenê Benvenuti, um dos pioneiros do rock'n'roll no Brasil e que fez parte da banda "Os Incríveis" (do hit "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones"), tendo tocado também com Raul Seixas e outros grandes nomes da música brasileira. O músico tinha 65 anos e sofria de um câncer no pulmão. (leia mais aqui).
Em 2007 Nenê publicou o livro "Os Incríveis anos 60 e 70... E eu estava lá" contando histórias de sua carreira. Clicando aqui você confere uma ótima entrevista que ele concedeu aos jornalistas Edmundo Leite e Felipe Machado (guitarrista do Viper) para a 'TV Estadão'.
Por fim, encerro este post de homenagem com duas canções de Os Incríveis em gravações raras retiradas do programa "Ensaio" de 1970.
Para celebrar o aniversário da cidade de São Paulo, 5 clássicos do rock paulista que descrevem os sentimentos de quem já vivenciou a rotina dessa caótica metrópole.
1. 365: São Paulo
Lançada em um compacto em 1986, a música 'São Paulo' da banda '365' é um verdadeiro hino do Rock Nacional com a declaração de amor à cidade nos versos "Frio e garoa na escuridão: Sem São Paulo o meu dono é a solidão":
2. Inocentes: Pânico em SP
Precussores do Punk Rock no Brasil, esse clássico dos Inocentes infelizmente continua atual, afinal São Paulo (tanto a cidade quanto o Estado) continua em 'pânico' e o governador até declarou que a sensação de insegurançã é "normal" (leia aqui a declaração do governador):
3. IRA!: Pobre Paulista
"Pobre São Paulo! Pobre Paulista!" É esse o refrão desse polêmico clássico do IRA! (leia mais aqui) Lançada em um compacto em 1983, a música foi considerada bairrista e preconceituosa em relação aos nordestinos, fato que a banda negou durante anos, até por fim decidir bani-la de seu repertório. Uma curiosidade deste vídeo da época do lançamento da música é ver Charles Gavin (baterista que fez história no Titãs) tocando como membro do IRA!
4. Joelho de Porco: Aeroporto de Congonhas
Uma das mais cultuadas bandas paulistanas dos anos 70, o Joelho de Porco sempre teve como característica letras escrachadas e críticas, verdadeiras crônicas sobre a sociedade da época, como mostra a música "Aeroporto de Congonhas" do álbum "São Paulo 1554 / Hoje" , de 1974.
5. Made in Brazil: O Rock de São Paulo
Na ativa desde 1967, o Made in Brazil gravou uma porção de clássicos. Nesta faixa, do álbum "Jack, o Estripador", de 1976, a banda justifica seu nome e declara seu orgulho de ser paulistano nos versos: "Eu não sou de Memphis, mas gosto de um rock !!!Eu sou da Pompéia/a barra da cidade/Tocamos muito rock, pra" todos ouriçar! É o rock de São Paulo, que faz surdo escutar!
6. Patrulha do Espaço: São Paulo City
Patrulha do Espaço é outra banda icônica dos anos 70 (e na ativa até hoje) que gravou sua homenagem a capital paulista. Trata-se da faixa "São Paulo Rock City" do álbum .ComPacto de 2003:
7. Tom Zé: São São Paulo
Finalizando a lista, a faixa de abertura do álbum de estreia do cantor e compositor Tom Zé, gravado em 1968. Trata-se de uma bela e poética descrição da cidade em expansão e que incrivelmente continua atual. E o fato de um baiano de nascimento declarar que "Porém com todo defeito/Te carrego no meu peito/ São, São Paulo, meu amor", demonstra o sentimento daqueles que adotaram a cidade, mostrando que não há bairrismo e sim cosmopolitismo no coração da metrópole:
Pronto, já temos nosso musical rocker 'made in Brazil'. Ou quase. Trata-se de "Rock in Rio - O Musical" que estreou esta semana.
Contando, segundo divulgado, com repertório bastante eclético, que vai de George Michael a Iron Maiden, passando pelos medalhões nacionais, Barão Vermelho, Titãs e afins, com umas bizarrices tipo Ivete Sangalo e Shakira no meio do caminho, o espetáculo utiliza canções que marcaram o festival para costurar uma uma trama água com açúcar de uma moça que não suporta música e um rapaz que só se expressa através dela (confira mais detalhes aqui & aqui).
O vídeo abaixo apresenta um pouco do que deve ser o espetáculo, que por enquanto só se encontra em cartaz no Rio de Janeiro:
Vendo esse especial de fim de ano fica difícil imaginar que Roberto Carlos já foi um rocker.
Muito antes de ser "o cara" e gravar músicas bregas "semi-sertanejas", Roberto Carlos gravou alguns grandes clássicos da música brasileira e também do rock'n'roll nacional, que é o que focaremos a seguir.
Você não serve pra mim
Música do disco "Em ritmo de aventura", com uma letra "anti-romântica" e uma pegada bastante pesada para os padrões da época. Posteriormente receberia uma ótimo cover do Ira!.
Não vou ficar
Outra música do no "Ritmo de Aventura". Destaque desse videoclipe (gravado em 1969) para o visual e a performance com guitarra em punho.
Eu sou terrível
Fechando a trinca do "No ritmo de Aventura" um verdadeiro clássico do rock nacional em performance ao vivo.
História de um Homem Mau
Antes das canções autorais, ainda na pré-história do rock brasileiro, foram inúmeros os cantores da dita 'jovem guarda' que gravaram versões de rocks estrangeiros. Aqui a apresentação de uma delas com Roberto Carlos com guitarra em punho em um especial para TV.
O Calhembeque
Outra versão, bem mais conhecida, em apresentação para a tv em 1966.
Jesus Cristo (versão 'rock')
Roberto Carlos gravou em sua carreira algumas canções de cunho religioso, mas com certeza essa versão acelerada de "Jesus Cristo" espantaria os fiéis da igreja.
Todos estão surdos
Ainda nessa linha 'mística' temos a música 'Todos estão surdos' de 1971, com uma pegada funk/soul bastante interessante.
Roberto Carlos e Ultraje a Rigor
Por fim, um vídeo da fase Rede Globo, mostrando que mesmo nessa fase modista Roberto Carlos já teve convidados mais interessantes. Aqui canta "Ciúmes" com o Ultraje a Rigor: