Santos e São Paulo fizeram o clássico paulista deste domingo pelo Brasileirão. Antes do início da partida, porém, ambas equipes protagonizaram uma ação pela "paz no futebol", dividindo o ônibus que as levou ao Pacaembu.
A ideia pode ter sido boa, mas o resultado foi constrangedor. Cria-se uma aparência de paz quando no estádio temos torcida única, proibição de organizadas, bandeiras, etc. Ou seja, belo discurso mas de fundo bastante hipócrita.
Em campo, só o goleiro Denis foi ingênuo o suficiente para cair nessa e concedeu verdadeira cortesia aos "amiguinhos" santistas. Já o Santos aproveitou para deitar e rolar no rival, a ponto de Lugano "luganar" e ser expulso.
A desejada "paz no futebol" será atingida com medidas efetivas de segurança, policiamento, punição aos bandidos e infratores e, sobretudo, com a melhoria geral da educação, afinal, a arquibancada reflete as condições gerais de nossa sociedade e não configuram um universo paralelo. O resto é maquiagem e puro marketing.
"Time sem torcida?" "2 mundiais e 1 Libertadores?" Isso é só o começo das provocações na sempre divertida "Batalha de Rap" do "Desimpedidos" que desta vez coloca Santos e Corinthians frente-a-frente. Confira:
Mais um episódio de rivalidade futebolística na rima bem humorada da galera do DESIMPEDIDOS, desta vez com a rivalidade Santos x São Paulo. Algumas pérolas que você vai ouvir "São Paulo parece seu barriga: só leva porrada ao entrar na Vila" e "eu tento entender, mas não assimilo: a Torcida se chama Jovem mas a maioria tá no Asilo". Simplesmente sensacional! Confira:
Hoje é aniversário de 50 anos de Armelino Donizeti Quagliato, ou simplesmente ZETTI, um dos maiores goleiros da história do Futebol Brasileiro, nascido em em 10 de janeiro de 1965, em Porto Feliz, interior de São Paulo. Além de títulos e glórias dentro de campo, Zetti também tem a qualidade de ser um apreciador do bom e velho rock'n'roll.
Carreira
Zetti começou no Guarani para logo se transferir para o Palmeiras, onde (após idas e vindas ao futebol paranaense) foi titular de 86 a 88. No entanto, uma fratura na perna o fez ficar 8 meses fora dos gramados e quando voltou, havia perdido a posição de titular, o que ocasionou a sua saída do clube.
Zetti defendendo pênalti na final da Libertadores 1992
Em 1990, Zetti foi contratado pelo São Paulo FC, clube no qual, sob o comando de Telê Santana, conquistou tudo que era possível: Brasileiro (1991), Paulista (1991/1992), Libertadores e Mundial de Clubes (1992/1993). Nesse vídeo, uma sequência espetacular de defesas mostra como Zetti foi importante nessas conquistas:
As grandes atuações pelo tricolor o levaram à seleção brasileira, com qual sagrou-se Campeão Mundial em 1994, sendo reserva de Taffarel.
Em 1996, o goleiro foi para o Santos FC, onde também foi vencedor, conquistando o Torneio Rio-São PAulo em 1997 e a Copa Conmebol em 1998.
Antes de encerrar a carreira, Zetti ainda passou por Fluminense, União Barbarense e Sport, para depois lançar-se na carreira de treinador.
Preferências Musicais
Zetti na Kiss FM
As bandas favoritas de Zetti são Led Zeppelin, AC/DC e Black Sabbath, mas há espaço para Nirvana e Iron Maiden, conforme mostra o playlist com suas 10 músicas favoritas postado em seu site oficial, em uma postagem em ocasião do "Dia do Rock" (clique aqui para ouvir)
Em 1998, quando atuava no Santos, Zetti inclusive chegou a receber a visita de Janick Gers e Dave Murray no CT do Santos F.C.:
Para encerrar, "Jump", do Van Halen, um clássico do Rock'n'Roll que tem tudo a ver com a vida de goleiro e está entre os favoritos de Zetti:
O cantor Jair Rodrigues que faleceu nesta quinta-feira poderia ser lembrado por diversos motivos pela sua contribuição à Música Popular Brasileira. Para homenageá-lo, porém, escolhi dois vídeos em que ele canta seu amor ao futebol.
O primeiro é um videoclipe feito nos anos 80 para o programa "Fantástico" da Globo, em uma música que ele descreve as aventuras e desventuras de um jogar do futebol:
O segundo é uma participação no programa "Altas Horas", no qual ele canta ao lado de outros torcedores ilustres, como Zeca Baleiro e Champignon e Chorão (do Charlie Brown Jr. numa mórbida coincidência também já falecidos), o seu amor pelo Santos FC:
Além dessas músicas, Jair Rodrigues demonstrou por diversas vezes seu amor ao futebol, incluindo até dueto com Pelé (leia mais AQUI).
Aos admiradores de Jair Rodrigues, nossos sentimentos e a reflexão: vivam com alegria e espontaneidade como ele sempre se apresentou. Esse legado talvez seja maior que qualquer outra obra...
Muito legal essa matéria da ESPN com Pepinho Macia, treinador da equipe sub-20 do Santos FC. Nela o treinador revela ser um profundo conhecedor de rock e metal e fala de seu passado como dono de lojas de discos e promotor de shows. Vale a pena assistir a matéria que está disponível no link abaixo.
Em turnê pelo Brasil, o ex-baixista do Ramones, C.J. Ramone foi presenteado com um camisa personalizada do Santos FC antes de show realizado no último dia 5, em São Paulo.
CJ, que integrou os Ramones de 1989 a 1996, divulga seu novo álbum, Reconquista (2012), e no repertório é claro que estão hits dos Ramones:
O cantor e compositor Zeca Baleiro, torcedor do Santos FC, falando sobre o craque Neymar e o Santos FC durante o "Fut-Encontro", mesa redonda promovida pelo Sesc-Sorocaba no dia 29/05/2013 (leia mais sobre o evento clicando AQUI). Confira:
O Corinthians sagrou-se Campeão Paulista de 2013, é verdade, mas nas entrelinhas desse título existe uma "conquista" muito mais interessante do ponto de vista histórico. Ao impedir que o Santos levasse o caneco, o Corinthians preservou o Club Athletico Paulistano como ÚNICO tetracampeão estadual da história do Futebol Paulista.
O tetracampeonato do Paulistano veio com as conquistas de 1916, 1917, 1918 e 1919 ainda na era do amadorismo. Com a profissionalização do esporte, o Paulistano 'abandonou' o futebol para se dedicar a outras categorias amadoras, permanecendo ativo até os dias de hoje (cliqueAQUIe leia uma ótima reportagem do globoesporte.com a respeito do clube).
Assim, mais que consolar sua torcida após a eliminação na Libertadores, o título corintiano serviu para manter o Paulistano como o verdadeiro "campeão dos campeões" do futebol paulista.
Começou a dança das cadeiras do Futebol Nacional. O primeiro a 'dançar' foi Dorival Júnior, desligado do Flamengo por recusar-se a reduzir o salário (pelo menos, essa foi a versão oficial...).
Nos grandes de São Paulo, podemos dizer que, a exceção de Tite do Corinthians, os demais técnicos estão tão firmes como 'prego na areia'.
O mais ameaçado no momento é Ney Franco do São Paulo FC que entrou em choque com algumas estrelas do clube (Ganso e Lúcio) e vem causando irritação da torcida com as fracas atuações do time. A seu favor apenas o bom retrospecto de 2012. Ou o time toma jeito ou a coisa desanda de vez...
Muricy Ramalho vem de uma temporada pífia em 2012 e o mal começo em 2013 o colocou sob críticas da cartolagem santista e sua demissão chegou a ser cogitada, mas a recuperação da equipe deu uma esfriada nas cornetas. A batata de Muricy pode a voltar a assar a qualquer momento, em caso de alguma derrota expressiva.
Por fim, Gilson Kleina do Palmeiras é outro que tem causado insatisfação, mas se levarmos em conta o que vem acontecendo com o o time alviverde ultimamente, podemos dizer que ele é um herói por aceitar um desafio desse tamanho.
E é claro que em outros clubes que aparentam normalidade, sabemos que a situação nunca é de fato tranquila. Aguardemos para saber quem será o próximo a 'dançar'.
O vocalista da banda Charlie Brown Júnior, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo/SP (leia mais aqui).
Torcedor ilustre do Santos Futebol Clube, a quem dedicou a música intitulada "Música Popular Caiçara" (confira vídeo abaixo)
Nos 15 anos em que liderou o Charlie Brown Jr., Chorão atingiu grande sucesso e conquistou uma legião de fãs, deixando sem dúvidas a sua marca no rock nacional.
Acho que ninguém discute que o Campeonato Paulista é o regional mais forte e competitivo do país. Além dos quatro grandes e da Ponte Preta, hoje consolidada como quinta força do Estado e da Portuguesa, que inexplicavelmente disputa a primeira divisão nacional e a série A-2 do Paulista, os clubes do interior geralmente montam equipes competitivas dentro de suas possibilidades.
Como então o campeonato consegue ser tão desinteressante? Em grande parte, devido ao regulamento esdrúxulo de turno único no qual dos 20 clubes participantes 8 se classificam.
Ou seja, são necessários 19 jogos para que se certifiquem que Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo estão entre os melhores do Estado. Joga-se muito para muito pouco.
Não é de se admirar que outros campeonatos como o Carioca produzam jogos infinitamente mais interessantes para o torcedor, já que, bem ou mal, após algumas rodadas já se tornam decisivos.
Isso fica evidente no contraste desse fim de semana. Enquanto no Rio de Janeiro os clássicos eram decisivos, já que valiam vaga na final do turno, tivemos em São Paulo o clássico Santos x Corinthians, que mesmo com as estrelas Neymar e Pato, foi tão chato quanto um 0x0 pode ser, justamente porque o jogo não valia absolutamente nada (assim como São Paulo x Palmeiras e Palmeiras x Santos que jogaram posteriormente e também não sairam do zero).
A Federação Paulista que gosta de dar um ar de modernidade às suas competições precisa entender que o sucesso do campeonato depende principalmente de um regulamento que contemple menos jogos, porém mais "decisivos".
Mas pelo andar da carruagem, essas mudanças ainda demorarão muito tempo para acontecer...
Muito se falou da falha de Rogério Ceni no sábado, quando o São Paulo derrotou com dificuldades o Ituano por 3x2 no Paulistão. O veterano arqueiro tricolor engoliu o popular frango em chute despretensioso do adversário.
Mas o fim-de-semana não era mesmo dos goleiros e sobrou também para o goleiro Cássio (Corinthians), prontamente 'apelidado' de 'Cassiador de Borboletas' (trocadilho com a expressão "Caçador de Borboletas", como é chamado o Goleiro que salta para interceptar um cruzamento e não acha nada). Menos mal pra ele que o clássico contra o Palmeiras terminou 2x2.
Por fim, Rafael, goleiro do Santos, que já foi chamado de "mãos de alface" por seus críticos, protagonizou uma saída bisonha na derrota de sua equipe para a Ponte Preta:
Três falhas lamentáveis para os atletas que atuam em alto nível. Interessante, porém, será acompanhar a repercussão dessas três falhas na imprensa esportiva nesta segunda-feira. Algo me indica que teremos pesos e medidas bastante diferentes...
Neymar que gosta tanto de tripudiar em cima da zagueirada, começa encontrar maior resistência. Neste domingo contra a Ponte Preta foi 'trollado' pelo zagueirão da Macaca que ainda fez com ele fizesse biquinho antes de serem ambos expulsos pela confusão.
Sem Neymar, o Santos foi mais uma vez improdutivo e terminou perdendo por 3x1 (mesmo resultado do jogo contra o Paulista no fim de semana de Carnaval, com a diferença que o craque santista esteve em campo o jogo todo).
Levar 6 gols e marcar apenas 2 em dois jogos na única competição que disputa não é normal. Enquanto isso, a Ponte lidera o Campeonato invicta.
Depois de Paul Stanley receber uma camisa do São Paulo FC (veja foto clicando aqui), foi a vez de Bruce Kulick, ex-guitarrista do Kiss, receber a camisa do Santos FC de presente de um fã (leia mais aqui).
Kulick nos tempos de Kiss
Bruce Kulick participou da formação do Kiss entre 1984 e 1996, além de ter tocado em álbuns solo de Paul Stanley e Gene Simmons. Paralelo a isso desenvolveu diversos projetos, incluindo a carreira solo.
Bruce Kulick com camisa da Seleção Brasileira em passagem anterior pelo Brasil
Nesta sua recente passagem pelo Brasil, ele se apresentou em São Paulo, Santos e no Motorcycle Rock Cruise junto com o vocalista argentino Sebastian Gava e a banda Kiss Killers, tocando é, claro, clássicos do Kiss, como "Forever" que você confere no vídeo abaixo gravado em show no Manifesto Bar em São Paulo:
Atualmente Bruce integra o Grand Funk Railroad, outra lenda rock'n'roll norte-americano:
Bruce Kulick (óculos, ao fundo) e Grand Funk Railroad
Neymar é acostumado a "deitar e rolar" pra cima da zagueirada mas de vez em quando o chapéu se vira contra o chapeleiro, como nesse lance de Preto (Bragantino) sobre ele no último final de semana. Confira:
Veja (ou reveja) o golaço do garoto Neílton na partida Santos 3 x 2 Palmeiras na Copa SP de Futebol Júnior, com direito a um chapéu antológico no zagueiro alviverde:
Embora até alguns torcedores do Santos FC às vezes se confundam, a marchinha "Leão do Mar " ("Agora quem dá bola é o Santos..." NÃO é o Hino Oficial do Santos, (que começa com o verso "Sou alvinegro da Vila Belmiro..."). Contudo, ela se tornou bem mais popular virando uma espécie de segundo hino oficial. Por isso, na pesquisa que fiz sobre versões instrumentais do hino do Santos na Guitarra, encontrei várias versões de "Leão do Mar" e apenas uma do "Hino Oficial". Enfim, confiram e decidam qual das versões ficou melhor:
Hino do Santos (Leão do Mar) em versão hard/heavy: