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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A paixão pelo futebol atrapalha a educação das crianças?

Semana passada me deparei com um artigo bastante interessante intitulado "Futebol, Paixão e Educação" (clique aqui para ler o artigo na íntegra) que tratava da paixão pelo futebol, esse traço tão marcante de 'brasilidade' e suas influências na Educação das crianças.

Após traçar um panorama da paixão futebolística incentivada pelos pais desde cedo e suas consequências mais extremas de agressividade, a autora sugere que os pais devessem desistimular a compra de materiais escolares alusivos a clubes de futebol, a fim de manter a rivalidade futebolística longe da escola, preservando assim as crianças de comportamentos agressivos de colegas que torcem para outros times e sugere vias  de diálogo entre pais e filhos para que esses aprendam a lidar com a situação, além de propor uma série de outros questionamentos sobre a postura de pais e educadores.

Reproduzo aqui um fragmento do artigo:
Para proteger nossas crianças, precisamos orientá-las quanto aos limites necessários quando o assunto é futebol e, ainda mais do que isso, se possível, as desestimular quanto à compra de materiais caracterizados, pois não temos o menor controle sobre o que se passa pela cabeça de outro jogador com os “ânimos mais exaltados”, vamos assim dizer.

Além de fã de futebol e rock'n'roll, sou também professor, trabalhando em escolas públicas e particulares e já presenciei muitas confusões causadas por situações de rivalidade no futebol, tendo que intervir drasticamente em algumas delas. Tanto que atualmente, apesar de ser apaixonado por futebol a ponto de manter esse blog sobre assunto, evito mencionar o assunto em sala de aula, e só o faço quando percebo que a turma tem maturidade para fazer comentários que não sejam ofensivos ou vulgares, o que tem se tornado cada vez mais raro. 
Crianças assistem a jogo de Futebol
(imagem globoesporte.com)
Na minha visão de educador, o futebol reproduz todos os conflitos que existem na nossa sociedade e que ficam evidentes nos xingamentos preconceituosos (especialmente homofóbicos) que são utilizados por torcedores rivais e que na maioria das vezes fogem completamente de um contexto meramente esportivo. As  arenas esportivas acabam sendo o espaço em que se é permitido dar vazão a esse tipo de sentimento que seria considerado inapropriado em outras lugares. O problema maior nesse caso é que há também uma 'arena simbólica' na qual torcedores quando reunidos, sejam em redes sociais ou em uma sala de aula, por exemplo, tendem a continuar com o comportamento da arquibancada. 

Não acho que a proibição de materiais escolares com escudos de clubes seja o caminho. Entendo que esse assunto de rivalidade no futebol poderia ser um tema gerador de diferentes debates sobre aspectos éticos e que deveriam ser melhor explorados nas escolas, que invariavelmente ignoram esses fatos tão intrinsicamente ligados a formação da identidade da criança e do adolescente.

(E você? O que acha? Deixe sua opinião nos comentários!)

Veja também:

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

VIVA 2013

2012 é história, 2013 também. A diferença é que o que temos é uma história a ser escrita. Por isso desejo a todos muitas conquistas, inspiração e criatividade nesse novo ano, para que todos possam daqui a 365 dias olhar para trás e se orgulharem de si próprios. VIVA 2013. Feliz ano novo!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dave Mustaine: cronista de um mundo violento

Mais uma vez o mundo lamenta um massacre sem sentido, desta vez em Newtown, Connecticut, EUA, com o atenuante de as vítimas serem crianças, o que apenas torna o quadro mais monstruoso.

A tragédia se encaixa em um contexto mais amplo de uma cultura belicosa e violenta, difícil de se explicar, algo que difere muito da realidade brasileira, por exemplo, que também é bastante violenta,  mas cuja origem se encontra, de uma forma geral, associada à criminalidade.

Talvez esse contexto sombrio, em que da aparente normalidade surgem pessoas capazes de extravasar seu ódio  de forma tão cruel, explique um pouco a poética de um dos grandes letristas da história do rock pesado: Dave Mustaine.

Mustaine, ao longo de sua carreira frente ao Megadeth, compôs inúmeras canções cujas letras dão vazão aos sentimentos mais destrutivos do ser humano. E embora a estética do heavy metal pudesse sugerir que se tratasse de um incentivo a violência, um observador mais atento compreenderá que não se trata de incentivo e sim de uma constatação simples: vivemos em um mundo violento.

Ao refletir sobre o ocorrido em Newtown, não pude deixar de lembrar da música "99 ways to die" ("99 formas de morrer"), do Megadeth,  cujo videoclipe que você confere abaixo apresenta  frases com estatísticas sobre mortes de crianças causadas por armas de fogo. 


Além disso, um trecho da letra da música parece descrever o triste episódio: "Há apenas morte e perigo nos buracos dos meus olhos / Um playground de ilusão... Ninguém brinca, apenas morrem".
 
A música foi lançada em 1993 como parte da coletânea "The Beavis and Butt-Head Experience" dos famosos personagens da MTV e relançada posteriomente na coletânea "Hidden Treasures". Uma pena que 19 anos depois de seu lançamento, a mensagem do videoclipe continue tão atual.   
Enquanto a sensibilidade de alguns aponta para o belo e o sublime, a de outros, como Mustaine, aponta para o mórbido.  E neste mundo em que vivemos, talvez às vezes fosse prudente ouvirmos o que os do segundo grupo tem a dizer...

Veja também:
O Cavaleiro das Trevas Chora
WhoCares: Rock'n'Roll e Solidariedade
Rock of Ages: resgatando o rock'n'roll dos anos 80

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pares Imperfeitos

Não lembro exatamente quando escrevi essa música. Parece que foi ontem, mas foi há algumas eras. Porém, poderia ter sido agora, nesse instante.

Alguns sentimentos parecem nos acompanhar pela vida inteira. Sempre falta algo ou alguém para nos completar.