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sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Futebol e Rivalidade" no Fut-Encontro do Sesc

No último dia 29/05 o Sesc-Sorocaba realizou mais uma edição do 'Fut-Encontro'. O tema dessa vez foi "Rivalidade no Futebol" e contou com a presença do jornalista Vladir Lemos (Cartão Verde - TV Cultura), Daniel Perrone (blogueiro do globoesporte.com) e do cantor e compositor Zeca Baleiro (ouça na íntegra no player abaixo).
 Apesar do tema inicial ser rivalidade, muitos outros assuntos foram abordados, desde aspectos mais clubísticos como a 'isenção' (ou não... ) da arbitragem em resultados recentes e o futuro de Neymar e da seleção brasileira, até aspectos muito sérios como o "legado do mal" da Copa do Mundo 2014, o futuro do futebol do interior, a influência da Internet no modo de torcer e interagir e a produção cultural em torno do futebol.
A interação ocorreu de forma bastante descontraída, com o público participando através de perguntas, às quais os convidados reponderam de forma bastante honesta e direta. 
A que se lamentar somente a ausência de ex-jogador Serginho Chulapa que não pode comparecer. 
No final, performance musical de Zeca Baleiro, homenageando os craques de todas as épocas em um canção ainda não lançada e depois cantando o seu clássico "Telegrama" (assista clicando AQUI).
Um evento de altíssimo nível e com muita coisa bacana que ainda vai render muitos posts por aqui. Fiquem ligados! 

Veja também: 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A paixão pelo futebol atrapalha a educação das crianças?

Semana passada me deparei com um artigo bastante interessante intitulado "Futebol, Paixão e Educação" (clique aqui para ler o artigo na íntegra) que tratava da paixão pelo futebol, esse traço tão marcante de 'brasilidade' e suas influências na Educação das crianças.

Após traçar um panorama da paixão futebolística incentivada pelos pais desde cedo e suas consequências mais extremas de agressividade, a autora sugere que os pais devessem desistimular a compra de materiais escolares alusivos a clubes de futebol, a fim de manter a rivalidade futebolística longe da escola, preservando assim as crianças de comportamentos agressivos de colegas que torcem para outros times e sugere vias  de diálogo entre pais e filhos para que esses aprendam a lidar com a situação, além de propor uma série de outros questionamentos sobre a postura de pais e educadores.

Reproduzo aqui um fragmento do artigo:
Para proteger nossas crianças, precisamos orientá-las quanto aos limites necessários quando o assunto é futebol e, ainda mais do que isso, se possível, as desestimular quanto à compra de materiais caracterizados, pois não temos o menor controle sobre o que se passa pela cabeça de outro jogador com os “ânimos mais exaltados”, vamos assim dizer.

Além de fã de futebol e rock'n'roll, sou também professor, trabalhando em escolas públicas e particulares e já presenciei muitas confusões causadas por situações de rivalidade no futebol, tendo que intervir drasticamente em algumas delas. Tanto que atualmente, apesar de ser apaixonado por futebol a ponto de manter esse blog sobre assunto, evito mencionar o assunto em sala de aula, e só o faço quando percebo que a turma tem maturidade para fazer comentários que não sejam ofensivos ou vulgares, o que tem se tornado cada vez mais raro. 
Crianças assistem a jogo de Futebol
(imagem globoesporte.com)
Na minha visão de educador, o futebol reproduz todos os conflitos que existem na nossa sociedade e que ficam evidentes nos xingamentos preconceituosos (especialmente homofóbicos) que são utilizados por torcedores rivais e que na maioria das vezes fogem completamente de um contexto meramente esportivo. As  arenas esportivas acabam sendo o espaço em que se é permitido dar vazão a esse tipo de sentimento que seria considerado inapropriado em outras lugares. O problema maior nesse caso é que há também uma 'arena simbólica' na qual torcedores quando reunidos, sejam em redes sociais ou em uma sala de aula, por exemplo, tendem a continuar com o comportamento da arquibancada. 

Não acho que a proibição de materiais escolares com escudos de clubes seja o caminho. Entendo que esse assunto de rivalidade no futebol poderia ser um tema gerador de diferentes debates sobre aspectos éticos e que deveriam ser melhor explorados nas escolas, que invariavelmente ignoram esses fatos tão intrinsicamente ligados a formação da identidade da criança e do adolescente.

(E você? O que acha? Deixe sua opinião nos comentários!)

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