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domingo, 3 de maio de 2015

Review: KISS - Monsters of Rock - 26/04/2015

O que dizer do KISS que ainda não foi dito? A banda preparou tudo aquilo que seus fãs amam: repertório só de clássicos, daqueles que até seu primo crente conhece, teatralidade e muita, muita pirotecnia.
Mesmo eu não sendo o maior fã de KISS do mundo, é impossível negar que a banda levou o conceito de show de rock a um nível jamais atingido.
É claro que o tempo tem seu peso, mas mesmo que falte um pouquinho de fôlego a Paul Stanley, que de tão simpático às vezes chegava a ser até um pouco irritante, com seus discursos precedidos de "People" a cada música, não há nada que comprometa o espetáculo.
Afinal, como não se impressionar com os disparos da guitarra de Tommy Thayer? Ou a ao ver Paul Stanley com seus anos fazendo TIROLESA acima do público? Ou ver Gene e Tahyer em uma plataforma acima de seus fãs eufóricos? Sem contar as explosões a cada música, Gene cuspindo sangue, etc.

Por isso tudo o show do KISS é mesmo um evento único e algo que todo rocker deveria ver pelo menos uma vez na vida, uma celebração do rock'n'roll consumada com uma épica queima de fogos ao final do hino "Rock 'n' Roll All Nite", encerrando mais uma edição bastante digna do Monsters of Rock.

sábado, 2 de maio de 2015

Review: JUDAS PRIEST - Monsters of Rock - 26/04/2015

Houve quem reclamasse de o JUDAS PRIEST ter repetido o mesmo setlist nas duas noites em que tocou. Mas quem é fã mesmo, ou quem perdeu as apresentações de sábado, certamente gostou - e muito - do que viu e ouviu. 
Primeiro fato que chama a atenção é o fato de ROB HALFORD estar muito melhor do que eu esperava. 
A voz obviamente, tem seu desgaste natural de tantos anos de carreira, mas mesmo assim continua em grande nível. Além disso, é sabido que o cantor de 63 anos passou recentemente por sérios problemas na coluna. Então vê-lo entrar com sua Harlley Davidson no palco e a andar e até deitar no chão em sua performance não deixa de ser legal por mostrar um artista sempre em busca de superação.
Sobre a atuação da banda e o repertório podemos dizer que foram impecáveis, fazendo ainda ótimo uso dos recursos que o palco proporcionava. Se o ACCEPT, por exemplo, se define pela 'fúria', o JUDAS PRIEST se define pela 'classe'. 
Destaque para TUDO, mas especialmente, para "Victim of Changes", numa interpretação muito legal, e para as músicas novas "Valhalla", "Redeemer of Souls" e "March of the Damned", mostrando que o JUDAS PRIEST é relevante não só pelo passado.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Review: MANOWAR - Monsters of Rock - 26/04/2015

O MANOWAR é a típica banda do tipo "ame ou odeie". Você precisa amar muito as músicas para aguentar certos exageros como por exemplo a mania de querer tocar mais alto que o suportável e ver o baixo engolindo o som da guitarra. Ou o irritante solo de Joey Demaio, ou ainda a sua ceninha de arrancar as cordas do baixo e entregar para as garotas da primeira fila convidando-as, digamos, um encontro mais íntimo no backstage.
Tudo isso às vezes acaba por ofuscar o mais importante, que é a música, que o Manowar provou durante sua carreira que sabe fazer muito bem. E dessa vez os auto-proclamados "Reis do Metal" não economizaram nos clássicos, fazendo com que toda essas cafonices pudessem ser esquecidas. Destaques para "Manowar", "Metal daze", "Hail and Kill", "Kings of Metal", "Battle Hyms" e "Black Wind, Fire and Steel". 
Eric Adams ainda segura bem a onda e mostrou estar com o fôlego em dia. Além disso, duas outras coisas chamaram a atenção. A primeira foi a SURPREENDENTE  participação de ROBERTINHO DO RECIFE em "Metal Daze" 
A segunda, o discurso em Português de Joey Demaio exaltando os fãs e mandando um "VAI SE F***R" para quem não gosta de heavy metal.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Review: ACCEPT - Monsters of Rock - 26/04/2015

Embora nem sempre leve o devido crédito por isso, o ACCEPT é uma das bandas que definiram o heavy metal. 
E quando parecia que a banda iria perder sua força com a saída do icônico vocalista Udo Dirkschneider, a banda RESSURGIU com a entrada de Mark Tornillo.
É impressionante o vigor da banda ao vivo, um verdadeiro rolo-compressor metálico, seja nas ótimas músicas de sua fase recente, como "Stalingrad', "Stampede" ou "Final Journey" quanto em clássicos como "Metal heart", "Fast as a Shark", "Balls to the Wall" e "Princess of the Dawn". Sem animação no telão, sem pirotecnia, sem frescura. Apenas e simplesmente a música.
O guitarrista Wolf Hoffmann é uma enciclopédia de riffs e a "pegada" do resto da banda chega a ser 'ignorante'. Um chute na cara dos presentes. Se alguém conseguiu ficar indiferente ao show do Accept pode mandar enterrar.

Veja também:
Review: KISS - Monsters of Rock - 26/04/2011
Review: JUDAS PRIEST - Monsters of Rock - 26/04/2015
Review: MANOWAR - Monsters of Rock - 26/04/2015
Review: UNISONIC - Monsters of Rock - 26/04/2015
Review: YNGWIE MALMSTEEN - Monsters of Rock - 26/04/2015
Review: STEEL PANTHER - Monsters of Rock - 26/04/2015
Review: DOCTOR PHEABES - Monsters of Rock - 26/04
/2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Review: UNISONIC - Monsters of Rock - 26/04/2015

O UNISONIC levou de novo a energia a níveis mais altos com seu Power Metal e o carisma de seus integrantes, em especial o lendário guitarrista/vocalista KAI HANSEN e o extraordinário MICHAEL KISKE, dupla que fez do HELLOWEEN uma das bandas mais populares do estilo.
A banda tocou músicas de seus dois únicos álbuns, com destaques para "Exceptional", "For the Kingdom" e "Your time has come" e realmente empolgou.
Mas o que todos queriam mesmo ouvir eram os clássicos do HELLOWEEN e a banda encerrou sua apresentação com a espetacular "March of time" e o megaclássico "I want out", com uma performance vocal impressionante, nem parecia que se tratavam de músicas originalmente gravadas há quase 30 anos.
Sem dúvidas, uma performance para fazer até o mais true dos headbangers se emocionar.

Veja também:
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terça-feira, 28 de abril de 2015

Review: YNGWIE MALMSTEEN - Monsters of Rock - 26/04/2015

Se o STEEL PANTHER incendiou a galera, MALMSTEEN quase colocou para dormir com seu metal sinfônico. Com todo respeito que o Maestro recebe, é preciso mais do que uma bela parede de Marshals para se fazer um show divertido.

Não que a apresentação tenha sido ruim. Certamente os fãs do guitarrista apreciaram sua técnica e suas coreografias mirabolantes - que incluem tudo aquilo que você via naqueles VHS dos anos 80/90, mas esse anacronismo fez o Malmsteen ficar um pouco fora de sintonia com a energia dos outros 'velhinhos' do festival.
De qualquer forma, pela nostalgia e por clássicos como 'Heaven Tonight', 'I'll see the light tonight' e 'Far beyond the sun' podemos dizer que valeu a pena ter resistido e assistido a sua apresentação até o final.

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Review: DOCTOR PHEABES - Monsters of Rock - 26/04/2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Review: STEEL PANTHER - Monsters of Rock - 26/04/2015

Os organizadores, talvez receosos da receptividade do público 'true' à banda, escalaram o STEEL PANTHER para tocar às 13:00 hs. Um erro, já que relegaram a segundo plano aquela que foi a melhor apresentação de todo festival.


Famosos por seu estilo paródico, a banda justificou a reputação em uma apresentação memorável, com diversos momento hilários e interagindo de maneira absurda com o público.

O guitarrista Satchel gastou seu português falando todo tipo de bobagens com conteúdo sexual em Português enquanto o baixista Lexxi Foxx fez um solo 'de cabelo'.
Não faltaram também os populares e espontâneos 'top-less' das fãs na música "17 in a row".
Mas a festa não seria completa se a música não fosse de qualidade, e nisso também o Steel Panther foi competentíssimo, com ótima atuação do vocalista Michael Starr, mesclando músicas de seus 3 álbuns em um set bastante reduzido por conta da limitação do festival. Destaques para 'Death to All but Metal', 'Community Property', 'Pussywhipped', "Party All Day", "Party like tomorrow is the end of the world".

domingo, 26 de abril de 2015

Review: DOCTOR PHEABES - Monsters of Rock - 26/04/2015


Chega a ser um intrigante como o DOCTOR PHEABES - única banda nacional no evento - conseguiu participar pela segunda vez consecutiva de um festival desse porte. Sem entrar em méritos de qualidade - a banda executa muito bem aquilo a que se propõe - há bandas de maior destaque e popularidade que mereciam a honra de colocar uma participação no festival em seus currículos.
Bom, deixando essas questões de lado, a banda, agora convertida em um quarteto, evoluiu bastante desde a sua última apresentação, apresentando somente composições autorais e usando muito bem o telão com imagens para ilustrar as músicas. 
Mas ganhou de vez a galera quando chamou "Susie" uma bela dançarina de pole dancing que acabou roubando completamente a cena durante o encerramento da apresentação do Doctor Pheabes. Acabou sendo um ótimo aquecimento para o que viria a seguir com o Steel Panther.

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sábado, 25 de abril de 2015

Monsters of Rock: fotos e resenhas da edição 2015

A edição 2015 do Monsters of Rock pode causar análises controversas: o line-up de sábado realmente ficou bastante prejudicado com a ausência de última hora do Motorhead e já causaria discussões por ter um cast mais heterogêneo. Contudo, não há uma só pessoa que tenha comparecido à Arena Anhembi no domingo e não tenha saído satisfeita. O que mostra que em se tratando de rock pesado no Brasil, a saída talvez seja mesmo a segmentação - que o diga o Black Veil Brides, vaiados e hostilizados pelo público ansioso para ver Ozzy/Motorhead.


Os problemas reportados no sábado, como longas filas, não se repetiram no domingo que foi bastante tranquilo. É claro que há coisas que poderiam e deveriam ser melhoradas, como o preço abusivo de bebidas e alimentos - cobrar 6 reais um copo d'água naquele sol escaldante chega a ser um CRIME - e principalmente o horário de término dos shows de domingo. Afinal, o público do festival era em sua absoluta maioria ADULTO e teve que se virar para ir embora de madrugada e possivelmente ainda ter que trabalhar na segunda-feira de manhã...

Quantos aos shows do domingo, não há do reclamar e clicando nos links abaixo você confere fotos e resenhas de cada um deles:

Review: KISS - Monsters of Rock - 26/04/2011

Review: JUDAS PRIEST - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: MANOWAR - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: ACCEPT - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: UNISONIC - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: YNGWIE MALMSTEEN - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: STEEL PANTHER - Monsters of Rock - 26/04/2015

Review: DOCTOR PHEABES - Monsters of Rock - 26/04/2015

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Monsters of Rock: um festival de rock de verdade

Nesta quarta-feira foi anunciada a line-up do Monsters of Rock 2015, com Ozzy e Kiss como atrações principais. A julgar pelas demais atrações, obviamente, trata-se de uma line-up 'envelhecida'. Contudo, não podemos negar que em sua maioria são bandas que fazem jus ao nome do festival e que na minha opinião são um chute na cara dos outros festivais que rolam por esse pais. Depois de um cast como esse fico imaginando como o Rock in Rio vai se virar. Ou trazem o AC/DC ou vão passar vergonha... A conferir!

sábado, 26 de outubro de 2013

Review: Aerosmith - Monsters of Rock 2013 (Arena Anhembi - 20/10/2013)


Depois de um dia todo de grandes apresentações sob um sol muito intenso, o público presente na Arena Anhembi, e que foi crescendo à medida que se aproximava o último show, não conseguia conter a ansiedade. 

Quando os telões exibiram a imagem do apresentador do programa 'That Metal Show' e mestre de cerimônias do festival Eddie Trunk ao lado dos headliners, em uma entrevista gravada momentos antes do show, gritos eufóricos ecoaram de todos os lados. E quando Joe Perry, Steven Tyler, Brad Whitford, Joey Kramer e David Hull (substituto de última hora do baixista Tom Hamilton, que por problemas de saúde não participou dos shows na América do Sul), finalmente subiram ao palco a catarse foi total, mostrando que ali se encontravam mesmo os donos da noite.
Da primeira à ultima música, o Aerosmith mostrou porque é uma das maiores bandas da história. Tudo absurdamente impecável em termos de som e produção.
Todo esse profissionalismo ofereceu as condições perfeitas para o brilho de Steven Tyler que em uma performance hipnótica transbordou carisma e demonstrou a energia de um menino. Sua voz continua inacreditável e sua presença palco é algo de outro planeta. 
Cada verso, cada vocalização vem acompanhado de um gesto, não sendo absurdo dizer que Tyler canta não só com sua voz, mas com o corpo e com a alma, que fazem dele muito mais que um mero cantor em uma banda de rock. Assim, mesmo músicas sonsas como "Pink" e a (a)morosa "I don't want to miss a thing" ganham uma outra vida quando Steven Tyler as interpreta ao vivo. Joe Perry, também é outro show a parte.
Embora o brilho de Tyler seja suficiente para ofuscar qualquer um, Perry está longe de ser um mero coadjuvante, realizando com extrema competência sua parte e com a presença de um autêntico 'guitar hero' forjado em uma época em que feeling e musicalidade vinham antes de técnica e técnologia.
Sobre o setlist, com tantos hit é impossível agradar a todos, mas ao meu ver a banda conseguiu manter um repertório equilibrado, contemplando diversas fases de sua carreira. 
Destaques para "Back in the Saddle" (que abriu o show), a festiva "Dude (Looks like a lady)", "Eat the Rich" (um dos riffs mais legais da história do hard rock e ainda contou com um trecho de "Whole Lotta Love" do Zeppelin na sequência), a dramática "Living on the Edge" (se as menininhas choravam nas baladas, essa fez marmanjos ficarem igualmente com os olhos marejados).
Merecem destaque também os três clássicos absurdos que fecharam o show: “Walk this way” (encerrando a primeira parte) e “Dream On” e “Sweet Emotion” que foram tocadas no bis.
Como disse Eddie Trunk no início do show, o Aerosmith é uma das maiores banda do planeta. E esse show histórico, foi mais uma demonstração de que a fama é plenamente justificada.
Setlist:
1 – Back In The Saddle
2 – Love in an Elevator
3 – Toys in the Attic
4 – Oh Yeah
5 – Pink
6 – Dude (Looks Like a Lady)
7 – Rag Doll
8 – Cryin’
9 – Last Child
10 – Jaded
11 – Boogie Man
12 – Combination
13 – Eat The Rich (com trecho de “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin)
14 – What It Takes
15 – Livin’ on the Edge
16 – I Don’t Want to Miss a Thing
17 – No More No More
18 – Come Together (The Beatles cover)
19 – Walk This Way (com trecho de “Mother Popcorn” do James Brown)
Bis:
20 - Dream on
21 - Sweet emotion