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domingo, 27 de dezembro de 2015

Rock: Os melhores álbuns de 2015

Mais um ano chega ao fim e com isso o inevitável balanço dos “melhores da temporada” se faz necessário. Confira abaixo nosso top 10 com os melhores álbuns de 2015, lembrando que toda e qualquer lista do gênero se baseia em critérios bastante subjetivos e no nosso caso o recorte foi justamente o hard rock e o heavy metal mais “clássicos”:


10. BUCKCHERRY – “Rock’n’Roll”

Não é de hoje que o Buckcherry vem trabalhando bem com um ótima sequência de bons trabalhos. “Rock’n’Roll” não supera os melhores momentos da banda, mas mesmo assim é uma excelente pedida para quem gosta do estilo de hard rock pegajoso praticado pelos californianos.

Destaques: “Bring it on back”, “Rain’s falling” e a divertida “Tigh Pants”.

9. DEF LEPPARD: “Def Leppard”

O auto-intitulado álbum do Def Leppard é o 11° de sua carreira, após uma hiato de 7 anos. E lá estão boa parte das características que fizeram da banda uma das mais importantes de seu estilo, embora a fórmula apresente o inevitável desgaste, ainda há boas canções que merecem ser ouvidas.

Destaques: “Let’s Go”, ” Sea of Love” e “Man enough”.

8. HALESTORM: “Into The Wild Life”

Para vocês não ficarem aí achando que apreciamos apenas bandas de tiozinhos, eis o ótimo trabalho do HALESTORM, banda que fez uma grande apresentação no Rock in Rio. A vocalista Lzzy Hale, além de belíssima, possui uma voz espetacular e cheia de personalidade, e embora o disco escorregue um pouqinho aqui ou ali, tem um ótimo trabalho de guitarras, com bom riffs e excelentes canções.

Destaques: “I am the Fire”, “Apocaliptic” e “I like it heavy”.

7. ECLIPSE: “Amargeddonize”


O chamado “melodic rock” é um dos subgêneros do rock mais abundantes da atualidade. E entre tantas superbandas chatas e outras centenas de clones do Journey, ainda é possível encontrar bandas muito legais, como a banda sueca Eclipse. Hard rock altamente técnico, cheio de energia e aquelas letras meio bregas que os fãs do estilo adoram. Algumas faixas chegam a ser viciantes.

Destaques: “The storm”, “Blood Enemies” e “I don’t wanna say I’m Sorry”.

6. ANGRA: “Secret Garden”


Sendo uma das principais bandas da história do metal nacional é claro que tudo que o Angra faz é cercado de muita expectativa. E a reformulação da banda com as entradas de Fábio Lione (vocal) e Bruno Valverde (bateria) deram uma boa revigorada na banda. Aliás, foi um ano de bastante destaque para o Angra que, além da boa recepção de “Secret Garden” (que só peca mesmo pela fraca faixa título), teve ainda o êxito de ver o guitarrista Kiko Loureiro “promovido” a guitar man do Megadeth.

Destaques: “Storm of Emotions”, “Violet Sky” e “Final Light”.

5. SAXON: “Battering Ram”


Se um dia eu tivesse que explicar para alguém o que é heavy metal possivelmente eu usaria como exemplo um disco do Saxon, uma das bandas que ao longo de sua trajetória melhor personificam o estilo. E “Battering Ram” está aí para mostrar o quão atemporal o heavy metal pode ser.

Destaques: “Battering Ram”, “Top of the World” e “The devil’s footprint”.

4. MOTORHEAD: “Bad Magic”


Foi um ano difícil para o Motorhead e seus fãs. Shows cancelados devido a problemas de saúde de Lemmy (inclusive no Monsters of Rock), falecimento do ex-baterista Phil ‘Animal’ Taylor, entre outros incidentes. Mesmo assim a banda manteve sua tradição “copeira” e nos presenteou com mais uma digna obra em sua extensa discografia. ATUALIZAÇÃO: com a morte de Lemmy (leia mais CLICANDO AQUI), nem precisa dizer o quão especial esse álbum acabou se tornando...

Destaques: “Thunder and Lightning”, “Fire Storm Hotel” e “Till the end”.

3. SLAYER: “Repentless”

Um dos mais aguardados lançamentos do ano não decepcionou. Agressivo, violento e “sem arrependimento” o SLAYER mais uma vez mostrou para molecada que acha que heavy metal é pirotecnia e máscaras de palhaço com quantos riffs se faz um clássico do thrash metal.

Destaques: “Cast the first stone”, “Repentless” e “Cast the first stone”.

2. DR. SIN: “Intactus”


Lançado no início do ano, “Intactus” mostrou o DR. SIN impecável de sempre e só não foi para a primeira posição dessa nossa lista porque a concorrência, como veremos, foi feroz. A má notícia é que esse é, provavelmente, o último álbum da banda, já que os irmãos ANDRIA e IVAN BUSIC anunciaram que não irão mais continuar sua empreitada de mais de 20 anos junto com o super guitarrista EDU ARDANUY. Uma pena!

Destaques: “The great Houdini”, “Soul Survivor” e “The big screen”.

1. IRON MAIDEN: “The Book of Souls”

Depois de algumas pisadas na bola o Iron Maiden entregou aos fãs uma obra da estatura de sua reputação. “The Book of Souls” é digno de figurar entre os maiores clássicos da banda. Composições inspiradas, no mais puro estilo maideniano, preservado inclusive na simplicidade de sua capa, que desde já se tornou icônica.

Destaques: “Speed of Light”, “Death or Glory” e a fantástica “Empire of the Clouds”.


Bonus tracks:

Ouvimos, gostamos e recomendamos:

U.D.O. – “Decadent”

THE WINERY DOGS – “Hot streak”

HELLOWEEN – “My god-given right”

KISKE & SOMMERVILE: “City of Heroes”

BLIND GUARDIAN: “Beyond the Red Mirror”

SOTTO – “Inside the Vertigo”

WHITESNAKE: “The Purple Album”

PRIMATOR: “Primator”

SEU JUVENAL: “Rock Errado”

LITTLE DROP JOE: “Mestiço” (EP)

E aí? O que acharam de nossas escolhas? Forte abraço e um FELIZ 2016 para todos, com muita saúde, paz e, é claro, futebol e Rock’n’Roll!

Publicado originalmente em:


Veja também:
Natal Rock'n'Roll: 10 músicas para animar seu Natal

sábado, 25 de outubro de 2014

Review: Buckcherry: 'Fuck' (2014)

Faz tempo que queria escrever uma resenha do mais recente trabalho do BUCKCHERRY, o EP singelamente intitulado de 'FUCK'. Coincidentemente, somente agora às vésperas do segundo turno das eleições, encontrei inspiração real para tanto.
Duas curiosidades do EP: é o primeiro trabalho da banda pela sua própria gravadora. E talvez seja o primeiro álbum conceitual da história dedicado a palavra 'Fuck' que aparece no título de todas as canções. 

E a faixa de abertura 'Somebody fucked with me' poderia ter sido escrita por qualquer eleitor brasileiro  e traz uma letra raivosa, metralhando 'fucks' para todo mundo, mídia, políticos, sistema, etc., em uma levada pouco usual para o estilo do Buckcherry. Não chega a ser um Rage Against the Machine em termos de protesto, mas o resultado pelo menos é bem mais divertido.
'Say fuck it' é um contraponto bem-vindo. Trata-se de um cover do hit pop eletrônico 'Say love  it' do duo pop eletrônico 'Icona Pop'. A releitura teve a letra levemente 'Buckcherryzada' (incluindo um 'Crazy Bitch' no meio dos versos) e ganhou uns licks maneiros a la AC/DC. Resultado divertidíssimo (Josh Todd só não precisava usar um boné de aba reta no clipe, o que lhe deu ares de tiozão tirando onda de malandro).

'Motherfucker' é a típica faixa rápida do Buckcherry, com várias nuances bacanas em seu desenvolvimento e com aquele jeitão sleaze que faz a alegria de todos.

'I don't give a fuck' pode causar estranhamento a princípio, com o seu 'swing' atípico, mas é uma faixa extraordinária, e mostra a versatilidade da banda. Além de seu refrão ser um verdadeiro mantra que pode ajudar muito a se lidar com algumas opiniões por aí.
"It's a fucking disaster' seria a 'balada' do álbum, mas mais pela introdução e temática bastante melódica em que Todd mostra todo seu carisma, já que no verso a música descamba para uma levada quase punk que termina em um refrão sensacional.

Encerrando o EP, 'Fistfuck', um hardcore desses de sair pulando por aí e que vem coroar a diversidade deste trabalho que só confirma a grande fase do Buckcherry, que na modesta opinião desse blogueiro, é uma das mais relevantes da atualidade. 


Veja também:

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Buckcherry: Wrath (novo videoclipe)

"Wrath" foi a faixa escolhida para o novo videoclipe do Buckcherry, o terceiro extraído do ótimo álbum "Confessions" (CLIQUE AQUI para ler a resenha). Confira:

Confira também como foi o show do Buckcherry no Monsters of Rock clicando no link abaixo:

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Review: Buckcherry - Monsters of Rock 2013 (Arena Anhembi - 20/10/2013)

Estava muito ansioso para ver o Buckcherry ao vivo e a banda não desapontou. Com seu hard rock moderno os californianos fizeram uma apresentação verdadeiramente explosiva. 
A banda abriu sua apresentação com a energética "Lit up", seguidas de "Rescue Me" e de "All night long", em uma sequência de tirar o fôlego. 
O vocalista Josh Todd pode não ser um grande cantor em termos técnicos, mas é uma grande figura e sua performance é eletrizante. 
A balada "Sorry" foi um bem-vindo descanso para a excelente "Dead", um outro ponto alto do show. Apenas duas músicas do recente álbum "Confessions" foram executadas, "Gluttony" e "Nothing left but tears", que funcionaram muito bem ao vivo. 

Encerrando a apresentação em grande estilo, "Crazy Bitch" com direito a citação dos Rolling Stones em sua introdução.

Grande show de uma banda que parece estar no caminho certo para um reconhecimento ainda maior.

SETLIST:

Lit Up
Rescue Me
All Night Long
Broken Glass
Everything
Sorry
Dead
Porno Star
Ridin'
Gluttony
Nothing Left But Tears
Crazy Bitch

sábado, 19 de outubro de 2013

Review: Buckcherry: Confessions (2013)


O Buckcherry, uma das atrações do Monsters of Rock, e formado por Josh Todd (vocal), Keith Nelson (guitarra), Stevie D. (guitarra), Jimmy Ashhurst (baixo - recentemente desligado da banda)e Xavier Muriel, lançou no primeiro semestre desse ano seu sexto álbum de estúdio intitulado "Confessions".

Se musicalmente "Confessions" mantém o hard rock característico da banda, do ponto de vista lírico marca um avanço considerável. E isso se dá pela ousadia em se abandonar a temática 'festiva' para apostar em uma abordagem conceitual. Assim, das 13 faixas 7 levam os nomes dos pecados capitais e se encaixam perfeitamente na sonoridade visceral e, por que não?, 'lasciva' da banda.
A faixa de abertura, "Gluttony" é um chute na cara e dá a tônica do que será o álbum. "Wrath" com seu riff matador e vocais raivosos mantém a mesma linha. Já a melódica "Nothing Left But Tears" é um hit instântaneo, desses de sair cantarolando de primeira.

A balada "The Truth" quebra a sequência rocker, mas serve para que o ouvinte tome fôlego para "Greed" (minha faixa favorita), uma das faixas mais originais do álbum, com os backing vocals bem destacados em uma performance bastante energética de Josh Todd.

"Water" tem um levada mais 'pop' se comparada às outras, mas tem ótimo refrão. O peso volta com "Seven Ways to Die". "Air" é um tanto pop rock no início mas na medida que se desenvolve as guitarras passam dar à tônica.

"Sloth" é uma balada bem dramática ao piano e outro grande momento. "Pride" é outra canção bastante original, tendo os versos mais 'declamados' do que cantados. "Envy" é um pouco mais cadenciada, enquanto lance volta a trazer a energia ao primeiro plano. A balada acústica "Dreaming of you" descansa um pouco os ouvidos e baixa a adrenalina, sendo uma boa escolha para o encerramento do álbum.


Com tanta diversidade, "Confessions" é uma obra que certamente não desaponta os fãs da banda e ainda se coloca como, senão um dos melhores, um dos mais divertidos álbuns do ano.