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domingo, 17 de setembro de 2017

EYELINER: entrevista em vídeo falando sobre o lançamento de seu primeiro EP

Os leitores mais assíduos do blog já devem conhecer a banda EYELINER que faz um hard rock clássico de influência oitentista e tem se destacado em vários cantos do estado de São Paulo.


No dia 9 deste mês a banda lançou em formato físico seu primeiro EP simplesmente chamado de "The Eyeliner EP". E estivemos presentes para bater um papo com Ray Walter (voz), Tony Alex (baixo) e Zafra (guitarra) e mais alguns outros membros da "Eyeliner Crew". Confira nosso registro no player abaixo:

Ouça na íntegra o "The Eyeliner EP":

domingo, 4 de junho de 2017

Entrevista: EYELINER



A banda EYELINER está na ativa há 3 anos e tivemos o privilégio de acompanhar a sua evolução desde o início.


Registramos aqui no blog a sua primeira apresentação e depois tantas outras. Desde o primeiro momento a banda mostrou um diferencial na escolha do repertório, fugindo da mesmice na escolha de covers e demonstrando grande talento a cada composição própria introduzida em seu setlist. 

Por essas e outras, ver uma parte dessa história oficialmente registrada no "The Eyeliner EP" é uma imensa satisfação (ouça o EP no player abaixo). 

Mas ninguém melhor do que Ray Walter (vocal), Tony Alex (baixo), Zafra (guitarra) e Jack T (bateria) para contar os detalhes dessa história. Confira na entrevista abaixo:

ENTREVISTA - EYELINER

Com 3 anos de existência, o EYELINER conseguiu obter um consistente reconhecimento no cenário local que continua em gradativa expansão. Vocês esperavam uma resposta tão positiva em um tempo relativamente curto? 

Tony: Sinceramente? Sim, sempre trabalhamos duro pra isso, não pra ganharmos grana, claro isso é consequência e resultado de trabalho, porém, o que fazemos e como fazemos sempre foi por reconhecimento. Não tem nada melhor do que ouvir a galera cantando "Night of The living dead, you should run instead..." 

Ray: Nestes 3 anos tivemos vários percalços, mas mesmo nos momentos mais difíceis o Eyeliner estava lá, e de um ano pra cá acredito que as coisas tem acontecido muito rápido graças a todos esses desafios que já vencemos. 

Zafra: Sim. Nós temos muita confiança no que fazemos porque fazemos com o coração. É orgânico, é sincero. 

Jack “T”: O desempenho, força de vontade e positividade ajudaram nessa resposta do público. Somos determinados, fazemos o que amamos, transmitimos isso e estamos colhendo o que plantamos. 

No repertório do EYELINER há muitos clássicos do Hard Rock . Como funciona a escolha das músicas na hora de montar o setlist? 

Tony: Tocamos músicas que geralmente gostaríamos de ouvir, por exemplo, nunca ouvi alguém tocando Round & Round do Ratt. Acho que as pessoas esperam por clássicos, bom, o Eyeliner proporciona essa experiência... 

Ray: Essa pergunta é muito boa, nós sempre queremos homenagear os músicos que amamos, mas as vezes até uma música que todos adoramos não "casa" com o nosso show e nosso momento, então nos shows tocamos apenas uma pequena fração das músicas que ensaiamos. 

Zafra: Misturamos músicas que nos influenciam, que acrescentam algum sentimento no momento certo do show e que criem uma atmosfera e reação específica do público. 

Jack “T”: Sentamos e conversamos a respeito dos covers, temos um gosto bem diferenciado um do outro por incrível que pareça, mas gostamos de muitas coisas em comum. O que soa digno nós tocamos, do contrário não (risos). 

Falando nisso, sabemos que vocês não abrem mão das composições autorais. Como tem sido a aceitação dessas músicas próprias por parte do público e dos promotores de eventos? 

Tony: Surpreendente! Lembro que fui abordado em uma apresentação recente onde um cara chegou e me perguntou: "Cara, essas músicas são suas mesmo? Que demais, não devem nada pra outras bandas!" Isso nos motiva, o que nos leva a sempre estar apresentando músicas novas em nossos shows, a próxima será Love Doesn't Kill. 

Ray: É que não abrimos mão das músicas autorais, o Eyeliner é nossas músicas e a aceitação é maravilhosa, desde as pessoas cantando Night Of The Living Dead ou agitando na Naked, Have You Read The News?, enfim em todas. 

Zafra: Estão achando que nossas músicas são covers, isso só pode significar algo bom. 

Jack “T”: Fazemos um ótimo som, são músicas realmente de qualidade, os produtores de eventos, donos das casas nos elogiam a cada apresentação, dizem que nossas músicas passam uma energia muito boa.

Parte desse material pode ser conferido no primeiro EP da banda. Como vocês se sentem em relação a esse primeiro registro oficial? 

Tony: Uau, não estou contendo as emoções, ontem eu estive presente na produtora e dei uma ouvida nas faixas, estava mais acompanhando a parte burocrática, agora não consigo parar de ouvir. Esse tal de Eyeliner mexe comigo, cara.... 

Ray: Realização é a palavra, as 5 faixas trazem uma emoção e uma mensagem diferente, e o EP inteiro está eletrizante, não consigo parar de ouvir. 

Zafra: Pessoalmente ansioso. Ansioso para mostrar ao mundo o que temos a dizer. Mas acima de tudo, muito orgulhoso. Foram horas, dias, semanas e até meses dedicados à essas músicas. Mas estamos só aquecendo, tem muito mais para vir ainda. 

Jack “T”: Eu entrei na banda oficialmente no segundo semestre de 2016, já peguei o EP em andamento, foi o Rick Sánchez um ex-baterista que gravou as linhas de bateria. Estou mega feliz com o resultado. Pra mim é uma honra estar participando e evoluindo com os caras.

Falem um pouco sobre o processo de criação e composição das músicas do EP. 

Tony: É uma pergunta muito gostosa e prazerosa pra se responder. Nosso primeiro single foi Still Blind, que antes era chamada de "Sheep", chegamos na nossa antiga gravadora e compomos a música na hora. Hoje em dia procuramos sempre ser sinceros e mostrar o máximo de nossas emoções tanto nas letras quanto nas melodias. Out On The Streets que estará presente em nosso EP, por exemplo, representa como é você crescer e (sobre)viver em um dos bairros mais "conhecidos" de nossa região. É tudo natural, cara. O The Eyeliner EP representa nada mais e nada menos do que isso, músicas de nossos corações. 

Ray: As músicas normalmente já estão idealizadas em nossas cabeças e todos entramos de cabeça pra verbalizar e trabalhamos toda harmonia, o Zafra é o grande responsável pelos riffs e o Tony um grande letrista, eu tenho meus momentos também, mas em geral trabalhamos juntos em todas as músicas. 

Zafra: Tem duas coisas que gostamos de fazer com nossas músicas: mostrar nossa essência/identidade e provocar reações. Uma música como Out on the Streets e Have You Read the News?, demonstram ideias de ascenção e reconhecimento de sua origem. Night of the Living Dead e Hard Lovin’ Woman criam uma atmosfera diferente onde o ouvinte se imagina dentro da música. Still Blind é um pouco dos dois. 

Jack “T”: Nossas músicas é uma união geral, cada um apresenta sua personalidade, sua idéia e seu ponto de vista, é uma fusão de nós quatro em algo, isso é o Eyeliner! 

O último a se juntar à banda foi o baterista Jack "T" Fernández. Como foi a adaptação dele ao estilo de vocês? 

Tony: Conhecemos o T praticamente desde o início de nossa carreira, nossa terceira apresentação foi com a antiga banda dele. O cara tem uma experiência e criatividade muito grande, o que sempre nos faz continuar seguindo em frente. Não gostamos de perder tempo, gostamos de fazer músicas, e o T também, além de ser um baterista completo que toca de tudo, faz com que nossas músicas soem agressivas ao vivo. 

Ray: O T é um excelente baterista, e tem na veia o Hard Rock, mesmo tocando em vertentes diferentes ele já chegou arrebentando, tanto que ele já havia tocado com a gente como free lancer antes, foi por conhecer essa habilidade e por ele abraçar a ideologia do Eyeliner que hoje ele é um de nós. 

Zafra: Bem fácil. O T é um baterista fora de série e acrescentou um gás que a banda precisava. Já havíamos tocado com ele uma vez ou outra no passado então foi bem rápida a adaptação. Jack “T”: Eu já havia tocado com eles antes, minha adaptação foi rápida. Heey caras, valeu aeee (risos) 

Apesar de ser uma banda de Hard Rock "raiz" o EP não tem nenhuma balada. Há alguma razão especial pra isso? 

Tony: Não pensamos em baladas para o EP pelo simples fato de que ainda não seja o momento certo, gostamos de baladas, quem não gosta? Mas o momento está sendo de mostrar a nossa cara, de meter uma "bicuda" na porta e dizer "chegamos!". 

Ray: Que é tudo questão de momento, nossa balada virá logo! 

Zafra: Não acredito ser um momento oportuno para balada agora. Não gostaria de escrever algo só pelo gosto de dizer que “temos uma balada”. É preciso ser sincero nesse tipo de som, não gostaríamos de escrever uma música sem alma, um filler. Ainda mais porque é o nosso primeiro registro em estúdio. 

Jack “T”: Por enquanto não pensamos em uma balada porque ainda não era o momento pra ela, mas em logo teremos uma que compensará a ausência dela no EP. 

O Hard Rock teve um período de "marginalização", porém, vemos que atualmente o "jogo virou". Uma prova disso é a forte presença do estilo em grandes eventos no Brasil. Qual a opinião de vocês a respeito disso? Já sofreram algum tipo de preconceito em relação ao som ou mesmo ao visual da banda? 

Tony: Sabemos o que alimenta a indústria fonográfica de nosso país, mas isso não quer dizer que não tem espaço pra nós, nossa agenda com 15 shows para os próximos dias responde isso. E quanto ao preconceito acho (esperamos) que não, mas muitos ainda não estão familiarizados com nossas vestes, até mesmo pelos nossos cortes de cabelo, isso é normal, mas alguns simplesmente não devem gostar por não caberem num jeans número 36 (risos). Hoje em nossa região já é normal sermos rotulados como a banda de "Hard Rock" local, isso não nos incomoda, claro, não nos vestimos assim por tocarmos Hard, isso pode ser tocado vestindo qualquer vestimenta, acontece que gostamos de incomodar e conquistar, isso acontece simultaneamente antes e depois de subirmos no palco. 

Ray: O Brasil nunca teve um grande representante Hard Rock e acho que isso fez a mídia esquecer os grandes ícones mundiais do gênero, mas nós e uma garotada aí estamos lembrando eles (risos), e sobre o preconceito já passamos por algumas situações engraçadas mas sempre esse preconceito acaba no primeiro acorde que tocamos. 

Zafra: Têm aparecido muitas bandas novas e boas pelo país e o mundo. Mas especificamente de Hard Rock, tem rolado uma grande influência tanto de bandas velhas ainda lançando material quanto bandas mais novas. 

Jack “T”: O Hard Rock está sendo bem aceito novamente no Brasil, eu particularmente conheço muitas bandas de todo o país e os acompanho pela internet, e quanto ao nosso estilo, dentro do rock cada um tem sua personalidade, essa é a nossa, eles aceitando ou não. 

Com o EP finalizado, quais os próximos passos do EYELINER? 

Tony: Com toda certeza, um álbum! Mas estamos felizes já pré-produzindo o nosso primeiro videoclipe, e nosso lyric vídeo, que será lançado mais rápido do que o Sonic! Atualmente estamos trabalhando em novas músicas, algumas letras passarão por revisão e logo teremos novidades. 

Ray: Estamos com uma agenda boa, vamos divulgar nosso EP na íntegra na "Out On The Streets Tour 2017" junto com novas músicas. Um videoclipe, um lyric video, e um álbum são nossos próximos passos. 

Zafra: Dominar o mundo! 

Jack “T”: Vamos trabalhar bastante a publicidade do EP, as mídias físicas serão nosso cartão de visita, nossa maior vontade agora é um álbum, estamos ansiosos pra entrarmos no estúdio e começar a gravar coisa nova, além de um videoclipe. Ah, shows são indispensáveis, quanto mais, melhor!

Gostaríamos de agradecê-los pela parceria com o BLOG NA MIRA. Deixem seu recado para a galera que nos acompanha: 

Tony: Nós é quem agradecemos, o Blog Na Mira foi a primeira mídia digital a nos dar suporte tanto musical quanto pessoal. Aproveitem e dêem uma conferida no nosso EP. 

Ray: Obrigado Jean, o Blog Na Mira vem há anos fazendo um grande trabalho cobrindo os maiores acontecimentos do Rock'n'Roll da região! Pra nossos fans e os curiosos do site, vocês estão convidados a ouvir nosso EP que essa obra foi feita pra vocês! E Fiquem ligados que logo logo o Eyeliner vai estar fazendo um show pertinho de vocês! 

Zafra: Não deixem de acompanhar o Eyeliner, seja no Facebook, seja no site oficial, seja stalkeando os membros, como quiser! Nós acabamos de lançar nosso EP com o singelo título "The Eyeliner EP" e estamos só aquecendo porque vem muito mais por aí! 

Gostaria de agradecer ao Jean Miranda pela grande parceria (até em músicas!) e apoio a todas a bandas emergentes da região com o Blog Na Mira. E também mandar um abraço para meus amigos Gary Oldman, Hideo Kojima e Bob Ezrin. 


Jack “T”: Obrigado por essa oportunidade (de novo), estamos muito felizes em dar a primeira entrevista sobre o EP para o Blog Na Mira. Convidamos todos vocês a comparecem aos nossos shows. Suas vidas jamais serão as mesmas.


Para saber mais:
Spotify: 
https://open.spotify.com/artist/7e3NCLHEHf00jfGDpD7RDM 
ITunes: 
https://itunes.apple.com/br/album/eyeliner-single/id1218809250?l=en
Soundcloud: 
https://www.soundcloud.com/eyelinerofficial 
Youtube: 
https://www.youtube.com/eyelinerofficialband
Facebook:
https://www.facebook.com/eyelinerband
Instagram: 
https://www.instagram.com/eyelinerofficial
Website: 
https://www.eyeliner.com.br/

Veja também:
MAESTRICK divulga detalhes do novo álbum

domingo, 14 de agosto de 2016

Entrevista: SUNRUNNER

A banda de heavy metal progressivo SUNRUNNER, originária de Portland, Maine, nos Estados Unidos esteve no Brasil pela primeira vez em uma turnê de divulgação de "Heliodromus", seu terceiro álbum de estúdio.

A banda realizou quatro shows no início de agosto, sendo que o último foi realizado dentro do projeto PALCO LIVRE, na cidade de Votorantim/SP, ocasião em que encontramos com David Joy (baixo e vocal), Joe Martignetti (guitarra e vocal) e Ted Maccines (bateria e vocal) para um bate-papo após sua apresentação.
Na entrevista, a banda falou sobre o álbum Heliodromus, sobre as mudanças em sua formação e as vantagens e desvantagens em ser um "power trio", sobre aspectos da produção e divulgação musical frente aos avanços tecnológicos e, é claro, sobre suas impressões sobre essa primeira visita ao Brasil. Como "bônus track", há um vídeo da banda tocando a música "The Plummet". Confira: 

Aproveito para deixar meus agradecimentos à banda pela atenção e simpatia, a sua assessoria de imprensa pelo convite para a entrevista, ao grande Andi Rocker que é um desses caras que não deixa o Rock'n'Roll morrer e o responsável pelo Palco Livre e ao amigo Anthony Galdino (a.k.a Tony Alex, da banda Eyeliner) que me ajudou com a filmagem.

Confira também mais fotos e a resenha completa do evento em:

Para maiores informações sobre a banda:
www.sunrunnermusic.com
www.facebook.com/sunrunnermusic
www.youtube.com/sunrunnermusic
www.minotaurorecords.com
www.somdodarma.com.br

terça-feira, 31 de março de 2015

Entrevista: UGANGA

UGANGA é um dos nomes mais importantes da cena nacional. Em duas décadas de estrada a banda formada por Manu “Joker” (vocal), Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Raphael “Ras” Franco (baixo) e Marco Henriques (bateria) conquistou também prestígio internacional, levando seu thrashcore também para a Europa. 
Em 2014 a banda lançou o álbum ‘OPRESSOR’ que figurou entre os principais lançamentos do ano (leia resenha CLICANDO AQUI). Confira abaixo a entrevista que fizemos com o vocalista MANU “JOKER” (publicada originalmente no site TRICOLOR ON THE ROCK, na qual ele fala um pouco sobre a bem sucedida trajetória do UGANGA, a repercussão do álbum ‘Opressor’ e do que a banda almeja para 2015:

Com mais de 20 anos de carreira, o Uganga é um nome consolidado no underground nacional. Como você avalia a trajetória da banda até o presente momento. 
MANU "JOKER" HENRIQUES: Eu diria que foram anos muito bons, aprendendo, acertando, errando mas no geral não mudaria nada. Tenho muito orgulho de nossa trajetória apesar de achar que ainda temos muito pela frente. Os 10 anos mais recentes foram particularmente inspiradores e vamos para muito mais!
Opressor' é um álbum bastante denso e provocativo do ponto de vista lírico. Como tem sido a resposta do público a 'mensagem' das músicas? 
MANU "JOKER": Excelente, sempre fomos elogiados pelas letras e dessa vez a resposta está ainda mais forte, creio que pela situação que o mundo se encontra, seja na política, na desigualdade social, no modismo que impera ante a vontade própria e, porquê não, dentro na nossa própria cena. É um foda-se geral (risos)!
Outra característica que chama a atenção no trabalho do Uganga é um certo viés 'experimental', que em Opressor aparece na forma de algumas 'vinhetas' e até mesmo na faixa x, que fogem dos padròes conservadores do hardcore/metal. Como surgem essas ideias? Vocês não acham que essas incursões podem afastar um pouco o ouvinte "comum"?
MANU "JOKER": Usamos vinhetas desde o primeiro álbum. É parte da nossa identidade e um complemento tanto à música quanto às letras. Creio que proporciona uma conexão interessante entre as faixas do CD. Quanto ao "ouvinte comum", se esse é mais um purista de internet que julga sem conhecer então, não nos interessa. Fazemos música livre para pessoas livres. Entendo que nunca poderemos agradar a todos nem é essa nossa intenção, se determinada referência do nosso som pode desagradar alguns e agradar outros está tudo certo, mas quem fala sem ouvir não fede nem cheira pra gente (risos). Basicamente somos uma banda de hardcore/metal com características próprias e felizmente mais pessoas vem entendendo isso.

Em 2010 a banda realizou uma turnê europeia que resultou nas imagens do videoclipe "Casa" e também inspirou a letra de 'O campo', ambas presentes no álbum 'Opressor'. Qual a lembrança mais marcante dessa experiência? Há planos para uma nova tour internacional?
MANU "JOKER": Na verdade as imagens desse clip são de nossa segundo da tour européia. Fomos em 2010, rodamos 13.000 km em uma van e gravamos nosso primeiro álbum ao vivo no Razorblade Festival em Datteln (Alemanha). Nesse cd tem um doc de bônus sobre nosso primeiro giro. Em 2013 voltamos para mais 6.000 km, dessa vez com nosso chapa Eddie Shumway que coletou as imagens para esse clipe e também pro próximo doc que sairá em setembro no nosso DVD de 20 anos. Em ambas as tours as lembranças são as melhores possíveis, muitos amigos, turismo, diversão, mas, principalmente, trabalho duro. Em 2016 voltaremos para promover o Opressor e o DVD.
Por falar em planos, o que esperar do Uganga em 2015? 
MANU "JOKER": Trabalho duro, estrada, o lançamento do álbum em vinil e, como disse, o DVD de 20 anos que está ficando muito legal. Queremos seguir plantando e colhendo!

Muito obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês para deixarem um recado para a galera que nos acompanha: 
MANU "JOKER": Muito obrigado a todos que nos apóiam! Esperamos ve-los na estrada! Pax.

Mais informações:

Veja também:

domingo, 22 de março de 2015

Entrevista: HIGHER

A banda HIGHER foi uma das grandes revelações do metal nacional em 2014, quando lançou seu ótimo autointitulado álbum de estreia (confira resenha CLICANDO AQUI). Formada por Gustavo Scaranelo (guitarra), Cezar Girardi (vocal), Andrés Zúñiga (baixo), Pedro Rezende (bateria) e Felipe Martins (guitarra), a banda pratica um heavy metal técnico que não se prende a rótulos e depois de conquistar a crítica espera agora conquistar o público. 

Abaixo você confere a reprodução de uma  entrevista que fiz com o o guitarrista GUSTAVO SCARANELO para o site TRICOLOR ON THE ROCK

ENTREVISTA – GUSTAVO SCARANELO (HIGHER)

O álbum de estreia da Higher tem recebido muitas críticas positivas. Vocês esperavam uma recepção tão boa?

GUSTAVO SCARANELO: Bom, nós estamos muitos felizes com a reação da crítica especializada, e das pessoas que ouviram o disco e nos deram um feedback. Isso nos surpreendeu! É claro que, quando produzimos algo, o fazemos com muito empenho e cuidado, e o resultado é sempre algo que entendemos ser de boa qualidade. Mas existe uma grande distância entre satisfazer-se com sua própria produção e satisfazer outra pessoa, alheia a ela. Tenho lido todas as resenhas e sempre há algo bastante interessante em cada uma delas. Algumas falam do trabalho de forma muito afinada com o nosso pensamento, já outras acabam trazendo uma nova visão do disco, e passo a ouvi-lo de outra forma. Não poderíamos prever tantas opiniões interessantes e, como disse, estamos muito felizes com a reação das pessoas.
Logo após o lançamento do álbum a banda incorporou um segundo guitarrista. Como foi esse processo?
GUSTAVO: O disco foi todo formatado para duas guitarras, não seria possível inserir todos os elementos harmônicos que pretendia com apenas uma guitarra. Portanto, eu já previa a necessidade de um segundo guitarrista para os trabalhos de palco. O processo foi natural, a chegada do Felipe nos trouxe uma série de reflexões, sobretudo por se tratar de alguém tão jovem, à beira de seus dezessete anos! Nos vimos, através dele, transportados para aquele primeiro momento, quando o projeto teve sua semente plantada, quase 20 anos atrás, ainda com o nome de Second Heaven, e isso foi muito positivo. Ele é um músico muito sério, apesar de jovem, e bastante dedicado ao projeto.


Os músicos da Higher tem em sua formação vasta experiência, inclusive transitando por outros estilos. Como é administrar todas essas influências na hora de compor material para um trabalho voltado ao heavy metal?
GUSTAVO: Ótima pergunta! E como toda boa pergunta, essa é mais difícil de responder (risos). Vamos lá, a linguagem do metal é muito enraizada em mim, foi o primeiro gênero com o qual eu me envolvi de corpo e alma. Depois houve um processo semelhante com o jazz e a música brasileira. Num primeiro momento não era muito possível ter essas diversas influências convivendo, mas depois as coisas assentaram e consegui encontrar um lugar para cada uma delas. Agora, quando componho para o Higher não penso em outro gênero que não seja o metal, não tenho interesse num trabalho que mescle esses gêneros propositalmente, como uma colagem, acredito que essas outras influências invadam o processo de forma natural, e acho que aí está o elemento principal, é uma resultante involuntária de tantos anos de estudo sério em diversos gêneros, e não algo arquitetado.


Uma das virtudes desse primeiro álbum está em sua originalidade, sendo até mesmo difícil classificá-lo nos tradicionais subgêneros do metal. Vocês compartilham dessa percepção? Que fatores vocês acham que contribuíram para esse resultado?
GUSTAVO: Fico muito feliz em ouvir isso! Para responder-lhes vou convidá-los para uma reflexão. Imagine um garoto que passava oito horas por dia, durante anos, no seu quarto estudando guitarra, exclusivamente metal. Algum tempo depois ele começa a se interessar por jazz, música brasileira, violão erudito e popular, e fica por mais de dez anos imerso nesses gêneros, praticando e atuando profissionalmente na área. Após tudo isso, subitamente ele resolve gravar um disco de metal (risos). Acho que não conseguiria pensar em outra resposta que não fosse contar o quão atípica foi a trajetória até esse disco. Geralmente quem toca jazz e tem atuação profissional no gênero não se aproxima muito do metal, a ponto de gravar um disco do estilo. O contrário também não é comum. Acho que a originalidade da qual falou está associada à originalidade dessa trajetória: um trajeto atípico talvez tenha gerado um resultado atípico também. E essa originalidade da qual falou não é muito percebida por mim, acredito que não seja muito possível fazer uma análise assim do seu próprio trabalho.


Quais os planos da Higher para 2015?
GUSTAVO: Palco! Queremos tocar, estamos sedentos (risos). Claro que o início da produção do próximo disco começará em breve, assim como a de, pelo menos, mais um vídeo clipe desse trabalho de estreia. Isso tudo se dará ainda esse ano. Mas a grande meta para 2015 é tocar e estamos fechando vários shows para os próximos meses. A agenda pode ser consultada em nosso site (www.higherband.com).

Muito obrigado pela entrevista. O espaço é seu para deixar um recado para a galera que nos acompanha.
GUSTAVO: Eu que agradeço a oportunidade de falar sobre o projeto, agradeço as perguntas e o interesse de vocês. Agradeço também as pessoas que nos lêem agora. Para nós é uma honra! Bom, tenho martelado em algumas questões e aqui não será diferente, gostaria de chamar a atenção para duas coisas, primeiro importância de dissolvermos esses rótulos e subgêneros de metal. É claro que existem diferentes vertentes, e isso deveria fortalecer a cena, mas não é o que acontece muitas vezes. Vejo um comportamento muito mais segregador do que aglutinador na prática de definir o gênero, subgênero e subsubgênero de cada banda. Na verdade cada uma tem seu estilo, e todo trabalho autoral merece respeito e a atenção de quem se coloca como fã do gênero. Quem já produziu um disco sabe o quão trabalhoso é esse processo! E isso me leva à segunda questão. Hoje, no Brasil, vemos bandas com disco lançado abrindo shows de banda cover. Isso é terrível! É como gostar de um time de futebol mais do que do próprio futebol. Seria insano acreditar que bandas de cover poderiam sustentar o gênero! Um absurdo! Esse papel só cabe aos trabalhos autorais, que estão engrossando a discografia e levando o gênero adiante. Se você é fã de metal, valorize o trabalho autoral. Obrigado pelo espaço e parabéns pelo trabalho de vocês.

Mais Informações:
www.higherband.com
www.facebook.com/highermetal
www.twitter.com/highermetal
www.soundclound.com/highermetal
www.youtube.com/highermetalband

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Entrevista: Ivan Busic (Dr. Sin)

O Dr. Sin está entre minhas bandas favoritas de todos os tempos, por isso foi uma grande honra entrevistar Ivan Busic, baterista da banda, para o site 'Tricolor On The Rock'. Na entrevista, Ivan falou sobre o ótimo momento pelo qual passa a banda, sobre o lançamento de "Rock and Road", seu primeiro álbum solo e também sobre suas preferências futebolísticas. Para ler a entrevista, basta clicar no link abaixo:

Veja também:
Dr. Sin: novo videoclipe e show com ex-guitarrista do Guns n' Roses

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013