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terça-feira, 1 de agosto de 2017

HIGHER: veja a banda tocando THE SIGN no Estúdio Fusão

A banda paulista de metal Higher continua trabalhando na pré-produção do seu segundo disco de estúdio. Mais da metade do álbum já está composta e boa parte do material já foi gravado.


Em meio às gravações do novo álbum, o grupo que é formado por Cezar Girardi (vocal), Gustavo Scaranelo (guitarra), Will Costa (baixo) e Pedro Rezende (bateria), filmou uma série de vídeos no Estúdio Fusão em São Paulo sob produção de Thiago Bianchi e Juninho Carelli.

O primeiro vídeo dessa série foi o cover de “Under Fire”, do Heaven’s Gate, divulgado no início do mês de Julho. Agora é a vez de “The Sign”, música presente no disco de estreia autointitulado de 2014. Confira no player abaixo: 

Outros vídeos dessa mesma série serão divulgados em breve.

Mais Informações:


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AXES CONNECTION: A Glimpse Of Illumination (Review)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

HIGHER: assista vídeo de cover do Heaven's Gate

A banda HIGHER, Prog Metal de Campinas/SP, está preparando seu segundo álbum após a avassaladora estreia com seu auto-intitulado debut (confira resenha CLICANDO AQUI).


Enquanto o disco não fica pronto, a banda divulgou um vídeo para a música "Under Fire", viver da banda "Heaven's Gate". Confira:
O vídeo de “Under Fire” faz parte de uma série de jam sessions que o Higher gravou no Estúdio Fusão em São Paulo sob produção de Thiago Bianchi e Juninho Carelli. Outros vídeos dessa mesma série serão divulgados em breve.

Mais Informações:

Fonte: Som do Darma

Veja também:
Entrevista: HIGHER

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

HIGHER: assista novo clipe "Break the Wall"

A banda HIGHER (prog metal de Campinas/SP) divulgou mais um clipe extraído de seu autointitulado álbum de estreia. A faixa escolhida foi "Break the Wall", um dos destaques desse primeiro trabalho (leia resenha CLICANDO AQUI). Confira:

Dirigido por André Crisóstomo, o clipe teve uma premier internacional no site canadense "Bravewords"

Para mais informações acesse:
www.higherband.com
www.facebook.com/highermetal
www.soundclound.com/highermetal
www.twitter.com/highermetal
www.youtube.com/highermetalband


Veja também:
Entrevista: HIGHER

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Palco Livre: PRIMATOR - HIGHER - FATHER KARRAS - WARSHIPPER

Aconteceu neste domingo mais uma edição do PALCO LIVRE, festival realizado mensalmente e promovido pela Secretaria de Cultura da cidade de Votorantim/SP.

O cast de primeira linha contou com as bandas PRIMATOR, HIGHER, FATHER KARRAS e WARSHIPPER.

PRIMATOR

Representando o heavy metal tradicional, o PRIMATOR foi a primeira banda a subir ao palco.
A banda baseou seu set em "Involution", seu recém-lançado álbum de estreia.
O som da banda ecoa os grandes nomes do estilo, mas com bastante personalidade, graças a qualidade de seus músicos e a grande performance do vocalista Rodrigo Sinopoli, de modo que mesmo quem não estava completamente familiarizado com o repertório da banda assimilou a proposta com facilidade.
Destaque para as músicas "Deadland", "Black Tormentor", "Caroline" e "Primator". Grande apresentação de uma banda que tem tudo para alcançar um grande público.

HIGHER

Na sequência tivemos a banda HIGHER com uma proposta voltada ao metal progressivo.
Mas não espere encontrar um clone de alguma grande banda do gênero. 
O termo progressivo aqui é evocado para se referir à complexidade e variedade dos arranjos, mas a essência metal ainda é o que prevalece nas composições do grupo, como atesta por exemplo a música "Lie", tijolada que abriu o setlist baseado no autointitulado álbum de estreia da banda (leia resenha CLICANDO AQUI).
O vocalista Cezar Girardi, além de um excelente cantor, demonstrou desenvoltura e simpatia para lidar com a recepção inicialmente morna do público, que foi sendo conquistado a cada música executada e se rendeu de vez com a execução de um medley em homenagem ao grande Ronnie James Dio e que contou com as músicas "Holy Diver", "We Rock" e "Rainbow in the Dark".
Dentre as músicas autorais, os destaques ficam com "Keep me High", "Climb the Mountain" e "Break the Wall", executadas com perfeição, com os músicos se desdobrando entre seus instrumentos e os backing vocals (que por sinal acabam sendo uma característica bem positiva da banda), sendo ainda mais legais ao vivo do que em estúdio.

FATHER KARRAS

A banda FATHER KARRAS foi a próxima a se apresentar. Bastante conhecida do público local, a banda empolgou com seu heavy metal direto, de composições curtas e cheias de energia.

Com um repertório autoral, com exceção a um cover da extinta banda local 'Maligna', a banda tocou músicas de seu EP de estreia "The First Exorcism" e também de seu recém-lançado álbum "Prisioners of the Flesh".
Destaques para as músicas "Coffin Joe", "Father Karras", "The Wishmaster" e "Gospel Freakshow".

WARSHIPPER


Por fim, tivemos a banda de death metal "Warshipper". Atração bastante aguardada pelo público presente, a banda promoveu o lançamento de seu EP "Worshippers of Doom".
A massa sonora produzida pela banda realmente impressiona até aqueles que não são adeptos do gênero.
Na definição do próprio vocalista Heverton Souza, uma verdadeira "máquina de guerra" feita para entortar pescoços por aí.
E dessa forma avassaladora encerrou-se mais uma edição do Palco Livre, que mais uma vez mostrou-se um espaço democrático e cada vez mais se consolida como um dos principais espaços para bandas novas no interior paulista.   


Para saber mais sobre as bandas, confira os links abaixo:

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domingo, 22 de março de 2015

Entrevista: HIGHER

A banda HIGHER foi uma das grandes revelações do metal nacional em 2014, quando lançou seu ótimo autointitulado álbum de estreia (confira resenha CLICANDO AQUI). Formada por Gustavo Scaranelo (guitarra), Cezar Girardi (vocal), Andrés Zúñiga (baixo), Pedro Rezende (bateria) e Felipe Martins (guitarra), a banda pratica um heavy metal técnico que não se prende a rótulos e depois de conquistar a crítica espera agora conquistar o público. 

Abaixo você confere a reprodução de uma  entrevista que fiz com o o guitarrista GUSTAVO SCARANELO para o site TRICOLOR ON THE ROCK

ENTREVISTA – GUSTAVO SCARANELO (HIGHER)

O álbum de estreia da Higher tem recebido muitas críticas positivas. Vocês esperavam uma recepção tão boa?

GUSTAVO SCARANELO: Bom, nós estamos muitos felizes com a reação da crítica especializada, e das pessoas que ouviram o disco e nos deram um feedback. Isso nos surpreendeu! É claro que, quando produzimos algo, o fazemos com muito empenho e cuidado, e o resultado é sempre algo que entendemos ser de boa qualidade. Mas existe uma grande distância entre satisfazer-se com sua própria produção e satisfazer outra pessoa, alheia a ela. Tenho lido todas as resenhas e sempre há algo bastante interessante em cada uma delas. Algumas falam do trabalho de forma muito afinada com o nosso pensamento, já outras acabam trazendo uma nova visão do disco, e passo a ouvi-lo de outra forma. Não poderíamos prever tantas opiniões interessantes e, como disse, estamos muito felizes com a reação das pessoas.
Logo após o lançamento do álbum a banda incorporou um segundo guitarrista. Como foi esse processo?
GUSTAVO: O disco foi todo formatado para duas guitarras, não seria possível inserir todos os elementos harmônicos que pretendia com apenas uma guitarra. Portanto, eu já previa a necessidade de um segundo guitarrista para os trabalhos de palco. O processo foi natural, a chegada do Felipe nos trouxe uma série de reflexões, sobretudo por se tratar de alguém tão jovem, à beira de seus dezessete anos! Nos vimos, através dele, transportados para aquele primeiro momento, quando o projeto teve sua semente plantada, quase 20 anos atrás, ainda com o nome de Second Heaven, e isso foi muito positivo. Ele é um músico muito sério, apesar de jovem, e bastante dedicado ao projeto.


Os músicos da Higher tem em sua formação vasta experiência, inclusive transitando por outros estilos. Como é administrar todas essas influências na hora de compor material para um trabalho voltado ao heavy metal?
GUSTAVO: Ótima pergunta! E como toda boa pergunta, essa é mais difícil de responder (risos). Vamos lá, a linguagem do metal é muito enraizada em mim, foi o primeiro gênero com o qual eu me envolvi de corpo e alma. Depois houve um processo semelhante com o jazz e a música brasileira. Num primeiro momento não era muito possível ter essas diversas influências convivendo, mas depois as coisas assentaram e consegui encontrar um lugar para cada uma delas. Agora, quando componho para o Higher não penso em outro gênero que não seja o metal, não tenho interesse num trabalho que mescle esses gêneros propositalmente, como uma colagem, acredito que essas outras influências invadam o processo de forma natural, e acho que aí está o elemento principal, é uma resultante involuntária de tantos anos de estudo sério em diversos gêneros, e não algo arquitetado.


Uma das virtudes desse primeiro álbum está em sua originalidade, sendo até mesmo difícil classificá-lo nos tradicionais subgêneros do metal. Vocês compartilham dessa percepção? Que fatores vocês acham que contribuíram para esse resultado?
GUSTAVO: Fico muito feliz em ouvir isso! Para responder-lhes vou convidá-los para uma reflexão. Imagine um garoto que passava oito horas por dia, durante anos, no seu quarto estudando guitarra, exclusivamente metal. Algum tempo depois ele começa a se interessar por jazz, música brasileira, violão erudito e popular, e fica por mais de dez anos imerso nesses gêneros, praticando e atuando profissionalmente na área. Após tudo isso, subitamente ele resolve gravar um disco de metal (risos). Acho que não conseguiria pensar em outra resposta que não fosse contar o quão atípica foi a trajetória até esse disco. Geralmente quem toca jazz e tem atuação profissional no gênero não se aproxima muito do metal, a ponto de gravar um disco do estilo. O contrário também não é comum. Acho que a originalidade da qual falou está associada à originalidade dessa trajetória: um trajeto atípico talvez tenha gerado um resultado atípico também. E essa originalidade da qual falou não é muito percebida por mim, acredito que não seja muito possível fazer uma análise assim do seu próprio trabalho.


Quais os planos da Higher para 2015?
GUSTAVO: Palco! Queremos tocar, estamos sedentos (risos). Claro que o início da produção do próximo disco começará em breve, assim como a de, pelo menos, mais um vídeo clipe desse trabalho de estreia. Isso tudo se dará ainda esse ano. Mas a grande meta para 2015 é tocar e estamos fechando vários shows para os próximos meses. A agenda pode ser consultada em nosso site (www.higherband.com).

Muito obrigado pela entrevista. O espaço é seu para deixar um recado para a galera que nos acompanha.
GUSTAVO: Eu que agradeço a oportunidade de falar sobre o projeto, agradeço as perguntas e o interesse de vocês. Agradeço também as pessoas que nos lêem agora. Para nós é uma honra! Bom, tenho martelado em algumas questões e aqui não será diferente, gostaria de chamar a atenção para duas coisas, primeiro importância de dissolvermos esses rótulos e subgêneros de metal. É claro que existem diferentes vertentes, e isso deveria fortalecer a cena, mas não é o que acontece muitas vezes. Vejo um comportamento muito mais segregador do que aglutinador na prática de definir o gênero, subgênero e subsubgênero de cada banda. Na verdade cada uma tem seu estilo, e todo trabalho autoral merece respeito e a atenção de quem se coloca como fã do gênero. Quem já produziu um disco sabe o quão trabalhoso é esse processo! E isso me leva à segunda questão. Hoje, no Brasil, vemos bandas com disco lançado abrindo shows de banda cover. Isso é terrível! É como gostar de um time de futebol mais do que do próprio futebol. Seria insano acreditar que bandas de cover poderiam sustentar o gênero! Um absurdo! Esse papel só cabe aos trabalhos autorais, que estão engrossando a discografia e levando o gênero adiante. Se você é fã de metal, valorize o trabalho autoral. Obrigado pelo espaço e parabéns pelo trabalho de vocês.

Mais Informações:
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Review: Higher - Higher (2014)

Enquanto algumas bandas passam sua carreira tentando se desvincilhar de determinados rótulos, outras parecem dispostas a quebrar determinados paradigmas. É neste segundo grupo que podemos colocar a HIGHER que com seu autointitulado álbum de estreia tem conseguido dar um nó na cabeça dos resenhistas.
A banda é formada por Gustavo Scaranelo (guitarra), Cezar Girardi (vocal), Andrés Zúñiga (baixo), Pedro Rezende (bateria) e Felipe Martins (guitarrista que se juntou ao grupo após as gravações), todos músicos profissionais com imensa bagagem e carreira estabelecida em outros estilos e que decidiram se reunir para tocar aquilo que realmente gostam. O resultado é um heavy metal clássico, porém, distante do que se convencionou chamar de 'metal tradicional', muitas vezes pendendo para o prog metal, se equilibrando na linha tênue que define os estilos. Contribui para o bom resultado final, a participação de Fernando Quesada e Thiago Bianchi (ambos do Noturnall) na produção do álbum. 

A faixa de abertura 'Lie' já começa como um verdadeiro atropelamento sonoro, iniciando-se com um refrão poderoso seguido de uma rifferama de tirar o fôlego. Essa acaba sendo a tônica do álbum: as passagens instrumentais são bem medidas o que torna as faixas bastante 'diretas' como demonstra a faixa seguinte, "Illusion", um pouco mais melódica e com um coro bem legal.

No entanto, é a partir da terceira faixa - "Keep me high" - que começam a aparecer as grandes virtudes da banda, que consegue resultados muito mais interessantes quando investe mais em melodia e nuances mais progressivas.
"Climb the Hill" é outro ponto alto, o refrão marcante e um maravilhoso riff que remete as bandas clássicas de rock progressivo. 

Em "Like the Wind" a banda tira do bolso vários coringas e mostra toda musicalidade ao incorporar elementos diversos.

A belíssima "Break the Wall" é a "balada" do álbum. Com um andamento mais lento e uma letra 'humanitária' e uma bela interpretação de Girardi. 

"Time to Change" retoma peso inicial em grande estilo. "Make it Worth" mantém a adrenalina em alta e conta com uma passagem acústica muito interessante. E "The sign" fecha o álbum como ele começou, ou seja, outra tijolada na música mais 'power' deste trabalho.

Para quem aprecia música pesada e bem executada, o HIGHER, sem dúvidas, uma grata revelação. É uma questão de tempo e estrada para que a banda conquiste um reconhecimento maior junto ao público e, com o perdão do trocadilho óbvio, possa atingir voos ainda mais altos. 

Para saber mais sobre a banda, confira os links:
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www.soundcloud.com/highermetal
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Veja também:
Review: The Leprechaun: 'Long Road' 
Review: POP JAVALI: "The Game of Fate"