A banda mineira SEU JUVEVAL fará 2 shows gratuitos na nossa região. A banda se apresenta Clube Come Together em São Roque no dia 3 de maio às 21h30. Em Sorocaba a apresentação será no dia 4, às 20h00, na área de convivência do SESC. Dia 5 será a vez de Botucatu receber o "rock errado" da banda no The Hop Clube (ingressos R$ 10).
O repertório dessas apresentações será baseado no show “Maldito Rock”. Nesse show o Seu Juvenal interpreta clássicos “Lado B” da música popular brasileira com roupagem rock "n" roll. O repertório é recheado de composições dos “Malditos da MPB” como Walter Franco, Jards Macalé, Itamar Assunção, Sergio Sampaio entre outros que foram considerados ícones da música anticomercial, inovadores e provocadores naturais, eternos inquietos.
Esses shows irão marcar a estreia de Fabiano Minimim, novo baixista da banda.
Outra novidade é o clipe para a música "Rock Errado" com imagens extraídas da turnê europeia que a banda realizou em 2017:
Além do novo baixista Fabiano Minimim, o Seu Juvenal também é formado pelo vocalista Bruno Bastos, o guitarrista Edson Zacca e o baterista Renato Zaca.
Depois da ótima repercussão do disco "Rock Errado", seu terceiro disco de estúdio lançado em 2015, a banda mineira SEU JUVENAL anuncia seu novo projeto: "Maldito Rock"!
“Maldito Rock” é uma apresentação do Seu Juvenal interpretando clássicos “Lado B” da música popular brasileira com roupagem rock (errado). O repertório é recheado de composições dos “Malditos da MPB” como Walter Franco, Jards Macalé, Itamar Assunção, Sergio Sampaio entre outros que foram considerados ícones da música anticomercial, inovadores e provocadores naturais, eternos inquietos. Com o mesmo espírito desses gurus do inconformismo, o Seu Juvenal amplifica sua provocação e lança desafios: poderia uma banda de rock tocar MPB? Poderia a MPB soar como Rock? O labo B da MPB não seria o A?
“Desde o começo da banda citamos como grandes influências compositores como Walter Franco e Itamar Assumpção”, diz o guitarrista Edson Zacca. “Fico impressionado como o público e a crítica de rock desconhece estes chamados malditos da MPB (ou como diria Jards Macalé, estes benditos ao contrário). Então resolvemos mostrar na prática o quão rock pode ser a obra destes caras! É uma homenagem e ao mesmo tempo é uma forma de levar o lado underground da música brasileira, com uma roupagem contemporânea, a um público que a desconhece.”
Bruno Bastos, que assumiu os vocais do Seu Juvenal a partir de 2007, foi o primeiro a conhecer mais o trabalho desses compositores com o projeto “Maldito Rock”.
“Eu não tinha muito contato com as obras do pessoal da "marginália". Foi um movimento importantíssimo da música brasileira, bem provocador. É um desafio bacana trabalhar todas estas músicas e deixá-las com a nossa cara. Acho que o resultado está ficando bem interessante e em alguns casos até mesmo surpreendente! Estamos ansiosos para botar isso nos palcos”.
O show de estreia de “Maldito Rock” deve acontecer em junho em Ouro Preto/MG, cidade onde o Seu Juvenal encontra-se hoje radicado (a banda foi formada em Uberaba/MG em 1997). Local e outros detalhes deverão ser informados em breve, bem como datas em outras cidades e estados.
Além de Bruno e Zacca, o Seu Juvenal também conta com o baixista Tito e o baterista Renato Zaca.
A mistura de estilos da banda SEU JUVENAL tem lhe rendido ótimos frutos. O mais recente deles é a indicação de seu álbum "ROCK ERRADO" ao Prêmio Dynamite de Música Independente, uma das principais premiações da música independente no país.
A banda mineira terá concorrentes de peso com Far From Alaska, Cidadão Instigado, Nação Zumbi e Pop Javali.
Os fãs do Seu Juvenal tem até o dia 10 de Setembro para votar através do site :
Recentemente entrevistamos a banda SEU JUVENAL em ocasião do lançamento de seu álbum "Rock Errado" (leia entrevista CLICANDO AQUI). Agora aqueles que não tiveram a chance de conferir o belo trabalho da banda lançado em vinil poderão baixá-lo gratuitamente e ouvi-lo na íntegra no recém lançado site oficial da banda: http://www.seujuvenal.com.br/
Além disso, a banda disponibilizou no Youtube seus dois trabalhos anteriores ("Guitarra de pau seco" de 2004 e "Caixa Preta" de 2008), que podem ser conferidos nos players abaixo:
SEU JUVENAL é uma banda originária do Triângulo Mineiro e que tem se destacado no cenário independente nacional com o lançamento de "Rock Errado", seu mais recente trabalho (lei resenha CLICANDO AQUI).
Mesclando influências diversas dentro do rock, a banda consegue um resultado bastante original, com músicas mais trabalhadas e pequenos experimentalismos sem deixar de lado o peso e o lirismo. A banda é formada por Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra/violão), Renato Zaca (bateria) e por Alexandre Tito, baixista que nos concedeu a entrevista que você confere abaixo:
BNM: O Seu Juvenal lançou recentemente o álbum "Rock Errado". Fale um pouco sobre como foi o processo de composição e gravação desse trabalho.
Alexandre Tito: Após o lançamento do segundo disco, “Caixa Preta” (2008), apareceram algumas das músicas que foram sendo compostas enquanto estávamos na estrada e outras mais antigas foram sendo reestruturadas. “Moleque Dissonante” foi a última a ser trabalhada na pré do “Rock Errado”. A banda tinha muitas composições pelo fato dos quatro integrantes participarem nesse processo, e posso citar o fato de estarmos sempre cercados de amigos que fazem o mesmo. O disco “Rock Errado” foi gravado em quatro dias no Lab. Áudio em Passagem de Mariana/MG com a produção do Ronaldo Gino (Virna Lisi) e praticamente montamos um acampamento no estúdio nesse período.
BNM: "Rock Errado" tem recebido muitas críticas positivas, porém, várias delas se referem ao som da banda como "esquisito". Vocês têm essa mesma percepção? Como se sentem em relação a isso?
Tito: Estamos curtindo as críticas positivas, e nosso ponto de vista sobre esse lance de “esquisitos” não importa. Se nosso som tem chamado a atenção é porque fazemos coisas diferentes das bandas ditas “normais”, e isso nos deixa com mais vontade de prosseguir.
BNM: Um número crescente de bandas tem optado pelo lançamento de seus trabalhos em vinil. O que os levou a escolher esse formato?
Tito:Os primeiros vinis que ouvi na vida foram no ano de 1979 (Led Zeppelin II e Black Sabbath Vol.4) na casa de um tio em Santo André/SP, e desde então fiquei fascinado pelo rock, me tornei um garimpador de vinis e comecei a colecioná-los. No ano de 1986, ouvindo o “Master of Puppets”, do Metallica, nasceu a vontade de ter um disco daquele formato gravado com músicas autorais. Ao me mudar pra Uberaba/MG no ano de 1990, conheci os irmãos Zacharias que também colecionavam vinis e toquei com eles algumas vezes, mas até chegar à banda Seu Juvenal, o máximo que eu tinha conseguido gravar anteriormente foram demo-tapes; o nosso primeiro disco foi lançado em 2004 e o formato era CD. Estávamos querendo gravar o terceiro disco e o nosso amigo e produtor Guilherme Diamantino fez a proposta de lançarmos o disco em vinil pelo selo Sapólio Rádio, sonho realizado pra banda e aí está o “Rock Errado”.
BNM:Falando em vinil, uma das melhores faixas de "Rock Errado" é "Homem Analógico", que fala dessa dualidade entre "antigo" e "moderno". Como a banda administra esse "conflito" em termos musicais?
Tito: A primeira vez que gravei algo foi em quatro canais no ano de 1986, e eu tocava em uma banda que rumava pra sonoridade do thrash alemão. Agora você imagina com a qualidade dos instrumentos da época e tendo um técnico de som e “produtor” que tocava em banda de baile, o cara surtou...O Zacca e o Renato tiveram uma banda que se chamava D.O.T. (Detonation of Travetion), e existem duas demos que foram gravadas precariamente também, esse foi nosso começo. Gostamos muito da sonoridade ‘vintage’ e foi isso que buscamos nesse disco, com a vantagem de termos uma boa aparelhagem e a tecnologia a nosso favor. A gente administra bem essa dualidade. O que interessa é que o resultado final nos agrade.
BNM: "Antropofagia disfarçada", "Moleque dissonante" e "Burca" são músicas com temáticas bastante densas. Como vocês chegam a esses temas?
Tito: Chegamos a esses temas porque é isso que vivemos hoje em dia, não temos como fugir, não achamos que tudo está “bonitinho”... A gente põe pra fora todos os sapos que não quer engolir. É o homem enganando o homem mesmo, homem comprando homem, é a molecada se matando na rua com drogas, com armas, e o mundo e a vida vai passando diante dos olhos das pessoas, sem que elas tentem, possam ou tenham o direito de evoluir como seres humanos, é isso que tentamos passar nessas letras. Estamos de saco cheio do ”politicamente correto”.
BNM: Por fim, a pergunta que não quer calar: O que há de errado com o Rock, especialmente o nacional, atual?
Tito: A primeira banda de rock nacional que ouvi na vida se chama Secos & Molhados e ouvi dentro do carro do meu pai ainda na década de 70, depois disso conheci Mutantes, Joelho de Porco, Raul Seixas e todas aquelas bandas e artistas da vanguarda paulista que tocavam no extinto programa Fábrica do Som. Acompanhei bandas de rock, punk, metal e hardcore dos anos 80 que tinham letras inteligentes e de protesto, ou seja, música de qualidade na minha opinião. O que há de errado com rock hoje em dia é que o público paga pra ver banda cover, porque desconhece o rock autoral de verdade, o que está no underground. Público e bandas ficam a ver navios. Grande parte das bandas querem só grana e fama, seguem os moldes de programas, gravadoras e esquecem que o rock é atitude. A sorte nossa é que existem as pessoas da mídia especializada que nos brindam com bandas de qualidade, a grande mídia não se interessa pelas cabeças pensantes dentro da música de uma maneira geral.
BNM:Muito obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês para deixarem um recado para a galera que nos acompanha.
Tito: Em primeiro lugar, nós da banda Seu Juvenal é que agradecemos o espaço cedido pelo Blog Na Mira pra gente divulgar o nosso rock “Errado e Esquisito” e pro pessoal que acompanha o blog, confiram o nosso som. Fazemos rock fora dos padrões do politicamente correto, se você se sente assim também, vai se identificar com nosso disco. Valeu!
"Rock Errado" é o terceiro álbum dos mineiros do "Seu Juvenal", banda formada por Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra/violão), Alexandre Tito (baixo) e Renato zaca (bateria). O trabalho chama atenção já pelo primor parte gráfica: lançado exclusivamente em vinil, apresenta uma arte divertida, com uma bela escolha de cores e traz um encarte completo, com fotos e letras das músicas.
Musicalmente, "Rock Errado" apresenta 10 faixas de um rock direto, com influências diversas e com letras bastante inteligentes que versam sobre ora sobre temas atuais com teor bastante crítico, ora para temas subjetivos com uma poética bastante singular.
O "Lado A" abre com "Homem analógico", uma canção vigorosa que resume bem essas qualidades, começa como um pop rock maneiro, mas tem um solo bem rock'n'roll e passagens bem pesadas. O refrão é empolgante, desses que não é preciso de mais de uma audição para sair cantarolando.
"Free Ordinária" é mais cadenciada, com bons riffs, incluindo uma levada hipnótica no refrão. Já "Antropofagia disfarçada" tem uma levada punk com o baixão pulsando em seu início e uma letra bastante crítica.
"Asfalto" evoca imagens urbanas para compor uma situação de crítica social enquanto a instrumental "Louva-a-Deus" finaliza a primeira parte do álbum.
"Um dia de fúria" abre o 'Lado B' e faz juz ao título, sendo a faixa mais pesada do disco, pendendo mesmo para o metal. Na sequência, a nervosa faixa-título traz a participação de Manu Joker (Uganga) e flerta com o punk rock, embora com outros elementos clássicos, com direito até a um 'cowbell' lá pelo o final. "Moleque dissonante" traz novamente a crítica social, com uma letra mais 'declamada' do que cantada.
A dramática "A chuva não cai", investe em uma dinâmica interessante que contrasta o início um tanto intimista com seu final "desesperado".
O álbum se encerra com "Burca", uma canção breve, porém, com uma bela letra, consistindo no momento mais precioso da obra do ponto de vista lírico e que ganhou um belíssimo clipe:
Embora o nome da banda e até a arte do álbum possam sugerir uma banda 'engraçadinha', o que encontramos em "Rock Errado" é uma banda madura que acerta na escolha do repertório, fugindo das fórmulas fáceis, ao mesmo tempo que mantém uma boa dosagem no experimentalismo. O rock pode estar errado, mas o "Seu Juvenal" não está...