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sábado, 28 de abril de 2018

SEU JUVENAL: shows GRATUITOS no SESC/SOROCABA e em SÃO ROQUE

A banda mineira SEU JUVEVAL fará 2 shows gratuitos na nossa região. A banda se apresenta Clube Come Together em São Roque no dia 3 de maio às 21h30. Em Sorocaba a apresentação será no dia 4, às 20h00, na área de convivência do SESC. Dia 5 será a vez de Botucatu receber o "rock errado" da banda no The Hop Clube (ingressos R$ 10).


O repertório dessas apresentações será baseado no show “Maldito Rock”. Nesse show o Seu Juvenal interpreta clássicos “Lado B” da música popular brasileira com roupagem rock "n" roll. O repertório é recheado de composições dos “Malditos da MPB” como Walter Franco, Jards Macalé, Itamar Assunção, Sergio Sampaio entre outros que foram considerados ícones da música anticomercial, inovadores e provocadores naturais, eternos inquietos. 

Esses shows irão marcar a estreia de Fabiano Minimim, novo baixista da banda.

Outra novidade é o clipe para a música "Rock Errado" com imagens extraídas da turnê europeia que a banda realizou em 2017:
 

Além do novo baixista Fabiano Minimim, o Seu Juvenal também é formado pelo vocalista Bruno Bastos, o guitarrista Edson Zacca e o baterista Renato Zaca.

Para ouvir o Seu Juvenal, acesse:
Google Play: https://goo.gl/TC8EJv

domingo, 16 de abril de 2017

Banda SEU JUVENAL revisita os 'malditos' da MPB

Depois da ótima repercussão do disco "Rock Errado", seu terceiro disco de estúdio lançado em 2015, a banda mineira SEU JUVENAL anuncia seu novo projeto: "Maldito Rock"!

“Maldito Rock” é uma apresentação do Seu Juvenal interpretando clássicos “Lado B” da música popular brasileira com roupagem rock (errado). O repertório é recheado de composições dos “Malditos da MPB” como Walter Franco, Jards Macalé, Itamar Assunção, Sergio Sampaio entre outros que foram considerados ícones da música anticomercial, inovadores e provocadores naturais, eternos inquietos. Com o mesmo espírito desses gurus do inconformismo, o Seu Juvenal amplifica sua provocação e lança desafios: poderia uma banda de rock tocar MPB? Poderia a MPB soar como Rock? O labo B da MPB não seria o A?

“Desde o começo da banda citamos como grandes influências compositores como Walter Franco e Itamar Assumpção”, diz o guitarrista Edson Zacca. “Fico impressionado como o público e a crítica de rock desconhece estes chamados malditos da MPB (ou como diria Jards Macalé, estes benditos ao contrário). Então resolvemos mostrar na prática o quão rock pode ser a obra destes caras! É uma homenagem e ao mesmo tempo é uma forma de levar o lado underground da música brasileira, com uma roupagem contemporânea, a um público que a desconhece.”

Bruno Bastos, que assumiu os vocais do Seu Juvenal a partir de 2007, foi o primeiro a conhecer mais o trabalho desses compositores com o projeto “Maldito Rock”.

“Eu não tinha muito contato com as obras do pessoal da "marginália". Foi um movimento importantíssimo da música brasileira, bem provocador. É um desafio bacana trabalhar todas estas músicas e deixá-las com a nossa cara. Acho que o resultado está ficando bem interessante e em alguns casos até mesmo surpreendente! Estamos ansiosos para botar isso nos palcos”.

O show de estreia de “Maldito Rock” deve acontecer em junho em Ouro Preto/MG, cidade onde o Seu Juvenal encontra-se hoje radicado (a banda foi formada em Uberaba/MG em 1997). Local e outros detalhes deverão ser informados em breve, bem como datas em outras cidades e estados.

Além de Bruno e Zacca, o Seu Juvenal também conta com o baixista Tito e o baterista Renato Zaca.

Mais Informações:

Fonte: Som do Darma

Veja também:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SEU JUVENAL: 'Rock Errado' concorre a álbum do ano no PREMIO DYNAMITE

A mistura de estilos da banda SEU JUVENAL tem lhe rendido ótimos frutos. O mais recente deles é a indicação de seu álbum "ROCK ERRADO" ao Prêmio Dynamite de Música Independente, uma das principais premiações da música independente no país. 

A banda mineira terá concorrentes de peso com Far From Alaska, Cidadão Instigado, Nação Zumbi e Pop Javali.

Os fãs do Seu Juvenal tem até o dia 10 de Setembro para votar através do site :

Você pode conferir a nossa resenha de "Rock Errado" clicando no link abaixo, onde também é possível ouvir as principais faixas do disco:
Review: Seu Juvenal: "Rock Errado" 

Para maiores informações:
www.seujuvenal.com.br
www.facebook.com/seujuvenalmg
www.twitter.com/seujuvenalmg
www.soundcloud.com/seujuvenal
www.youtube.com/seujuvenalmg
www.sapolioradio.com.br

Veja também:
Entrevista: SEU JUVENAL

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

SEU JUVENAL disponibiliza álbuns para audição na íntegra


Recentemente entrevistamos a banda SEU JUVENAL em ocasião do lançamento de seu álbum "Rock Errado" (leia entrevista CLICANDO AQUI). Agora aqueles que não tiveram a chance de conferir o belo trabalho da banda lançado em vinil poderão baixá-lo gratuitamente e ouvi-lo na íntegra no recém lançado site oficial da banda: http://www.seujuvenal.com.br/

Além disso, a banda disponibilizou no Youtube seus dois trabalhos anteriores ("Guitarra de pau seco" de 2004 e "Caixa Preta" de 2008), que podem ser conferidos nos players abaixo:

Seu Juvenal - "Guitarra de Pau Seco" (2004)



Seu Juvenal - Caixa Preta (2008)


Mais Informações em:
www.seujuvenal.com.br
www.facebook.com/seujuvenalmg
www.twitter.com/seujuvenalmg
www.soundcloud.com/seujuvenal
www.youtube.com/seujuvenalmg
www.sapolioradio.com.br


Veja também:
Review: Seu Juvenal: "Rock Errado" (2015)

domingo, 30 de agosto de 2015

Entrevista: SEU JUVENAL

SEU JUVENAL é uma banda originária do Triângulo Mineiro e que tem se destacado no cenário independente nacional com o lançamento de "Rock Errado", seu mais recente trabalho (lei resenha CLICANDO AQUI).

Mesclando influências diversas dentro do rock, a banda consegue um resultado bastante original, com músicas mais trabalhadas e pequenos experimentalismos sem deixar de lado o peso e o lirismo. 

A banda é formada por Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra/violão), Renato Zaca (bateria) e por Alexandre Tito, baixista que nos concedeu a entrevista que você confere abaixo: 


BNM: O Seu Juvenal lançou recentemente o álbum "Rock Errado". Fale um pouco sobre como foi o processo de composição e gravação desse trabalho.

Alexandre Tito: Após o lançamento do segundo disco, “Caixa Preta” (2008), apareceram algumas das músicas que foram sendo compostas enquanto estávamos na estrada e outras mais antigas foram sendo reestruturadas. “Moleque Dissonante” foi a última a ser trabalhada na pré do “Rock Errado”. A banda tinha muitas composições pelo fato dos quatro integrantes participarem nesse processo, e posso citar o fato de estarmos sempre cercados de amigos que fazem o mesmo. O disco “Rock Errado” foi gravado em quatro dias no Lab. Áudio em Passagem de Mariana/MG com a produção do Ronaldo Gino (Virna Lisi) e praticamente montamos um acampamento no estúdio nesse período.

BNM: "Rock Errado" tem recebido muitas críticas positivas, porém, várias delas se referem ao som da banda como "esquisito". Vocês têm essa mesma percepção? Como se sentem em relação a isso?

Tito: Estamos curtindo as críticas positivas, e nosso ponto de vista sobre esse lance de “esquisitos” não importa. Se nosso som tem chamado a atenção é porque fazemos coisas diferentes das bandas ditas “normais”, e isso nos deixa com mais vontade de prosseguir.


BNM: Um número crescente de bandas tem optado pelo lançamento de seus trabalhos em vinil. O que os levou a escolher esse formato? 

Tito: Os primeiros vinis que ouvi na vida foram no ano de 1979 (Led Zeppelin II e Black Sabbath Vol.4) na casa de um tio em Santo André/SP, e desde então fiquei fascinado pelo rock, me tornei um garimpador de vinis e comecei a colecioná-los. No ano de 1986, ouvindo o “Master of Puppets”, do Metallica, nasceu a vontade de ter um disco daquele formato gravado com músicas autorais. Ao me mudar pra Uberaba/MG no ano de 1990, conheci os irmãos Zacharias que também colecionavam vinis e toquei com eles algumas vezes, mas até chegar à banda Seu Juvenal, o máximo que eu tinha conseguido gravar anteriormente foram demo-tapes; o nosso primeiro disco foi lançado em 2004 e o formato era CD. Estávamos querendo gravar o terceiro disco e o nosso amigo e produtor Guilherme Diamantino fez a proposta de lançarmos o disco em vinil pelo selo Sapólio Rádio, sonho realizado pra banda e aí está o “Rock Errado”.

BNM: Falando em vinil, uma das melhores faixas de "Rock Errado" é "Homem Analógico", que fala dessa dualidade entre "antigo" e "moderno". Como a banda administra esse "conflito" em termos musicais?

Tito: A primeira vez que gravei algo foi em quatro canais no ano de 1986, e eu tocava em uma banda que rumava pra sonoridade do thrash alemão. Agora você imagina com a qualidade dos instrumentos da época e tendo um técnico de som e “produtor” que tocava em banda de baile, o cara surtou...O Zacca e o Renato tiveram uma banda que se chamava D.O.T. (Detonation of Travetion), e existem duas demos que foram gravadas precariamente também, esse foi nosso começo. Gostamos muito da sonoridade ‘vintage’ e foi isso que buscamos nesse disco, com a vantagem de termos uma boa aparelhagem e a tecnologia a nosso favor. A gente administra bem essa dualidade. O que interessa é que o resultado final nos agrade. 

BNM: "Antropofagia disfarçada", "Moleque dissonante" e "Burca" são músicas com temáticas bastante densas. Como vocês chegam a esses temas? 

Tito: Chegamos a esses temas porque é isso que vivemos hoje em dia, não temos como fugir, não achamos que tudo está “bonitinho”... A gente põe pra fora todos os sapos que não quer engolir. É o homem enganando o homem mesmo, homem comprando homem, é a molecada se matando na rua com drogas, com armas, e o mundo e a vida vai passando diante dos olhos das pessoas, sem que elas tentem, possam ou tenham o direito de evoluir como seres humanos, é isso que tentamos passar nessas letras. Estamos de saco cheio do ”politicamente correto”.

BNM: Por fim, a pergunta que não quer calar: O que há de errado com o Rock, especialmente o nacional, atual?

Tito: A primeira banda de rock nacional que ouvi na vida se chama Secos & Molhados e ouvi dentro do carro do meu pai ainda na década de 70, depois disso conheci Mutantes, Joelho de Porco, Raul Seixas e todas aquelas bandas e artistas da vanguarda paulista que tocavam no extinto programa Fábrica do Som. Acompanhei bandas de rock, punk, metal e hardcore dos anos 80 que tinham letras inteligentes e de protesto, ou seja, música de qualidade na minha opinião. O que há de errado com rock hoje em dia é que o público paga pra ver banda cover, porque desconhece o rock autoral de verdade, o que está no underground. Público e bandas ficam a ver navios. Grande parte das bandas querem só grana e fama, seguem os moldes de programas, gravadoras e esquecem que o rock é atitude. A sorte nossa é que existem as pessoas da mídia especializada que nos brindam com bandas de qualidade, a grande mídia não se interessa pelas cabeças pensantes dentro da música de uma maneira geral.

BNM: Muito obrigado pela entrevista. O espaço é de vocês para deixarem um recado para a galera que nos acompanha.

Tito: Em primeiro lugar, nós da banda Seu Juvenal é que agradecemos o espaço cedido pelo Blog Na Mira pra gente divulgar o nosso rock “Errado e Esquisito” e pro pessoal que acompanha o blog, confiram o nosso som. Fazemos rock fora dos padrões do politicamente correto, se você se sente assim também, vai se identificar com nosso disco. Valeu!

Mais Informações:

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Review: Seu Juvenal: "Rock Errado" (2015)

"Rock Errado" é o terceiro álbum dos mineiros do "Seu Juvenal", banda formada por Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra/violão), Alexandre Tito (baixo) e Renato zaca (bateria). O trabalho chama atenção já pelo primor parte gráfica: lançado exclusivamente em vinil, apresenta uma arte divertida, com uma bela escolha de cores e traz um encarte completo, com fotos e letras das músicas. 

Musicalmente, "Rock Errado" apresenta 10 faixas de um rock direto, com influências diversas e com letras bastante inteligentes que versam sobre ora sobre temas atuais com teor bastante crítico, ora para temas subjetivos com uma poética bastante singular. 


O "Lado A" abre com "Homem analógico", uma canção vigorosa que resume bem essas qualidades, começa como um pop rock maneiro, mas tem um solo bem rock'n'roll e passagens bem pesadas. O refrão é empolgante, desses que não é preciso de mais de uma audição para sair cantarolando. 



"Free Ordinária" é mais cadenciada, com bons riffs, incluindo uma levada hipnótica no refrão. Já "Antropofagia disfarçada" tem uma levada punk com o baixão pulsando em seu início e uma letra bastante crítica. 



"Asfalto" evoca imagens urbanas para compor uma situação de crítica social enquanto a instrumental "Louva-a-Deus" finaliza a primeira parte do álbum. 

"Um dia de fúria" abre o 'Lado B' e faz juz ao título, sendo a faixa mais pesada do disco, pendendo mesmo para o metal. Na sequência, a nervosa faixa-título traz a participação de Manu Joker (Uganga) e  flerta com o punk rock, embora com outros elementos clássicos, com direito até a um 'cowbell' lá pelo o final. "Moleque dissonante" traz novamente a crítica social, com uma letra mais 'declamada' do que cantada. 


A dramática "A chuva não cai", investe em uma dinâmica interessante que contrasta o início um tanto intimista com seu final "desesperado". 

O álbum se encerra com "Burca", uma canção breve, porém, com uma bela letra, consistindo no momento mais precioso da obra do ponto de vista lírico e que ganhou um belíssimo clipe:


Embora o nome da banda e até a arte do álbum possam sugerir uma banda 'engraçadinha', o que encontramos em "Rock Errado" é uma banda madura que acerta na escolha do repertório, fugindo das fórmulas fáceis, ao mesmo tempo que mantém uma boa dosagem no experimentalismo. O rock pode estar errado, mas o "Seu Juvenal" não está...

Veja também:
Review: Republica: Point of no Return