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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

LEMMY KILMISTER, o homem que venceu a morte


Quando as primeiras notícias da morte de LEMMY KILMISTER começaram a circular, desconfiamos. Afinal, Lemmy já havia “morrido” diversas vezes ao longo dos últimos meses devido a brincadeiras de mal gosto na web. Apenas após ver que os perfis oficiais de Ozzy Osbourne e o renomado radialista/apresentador Eddie Trunk confirmavam a notícia pudemos crer que o que parecia impossível acontecera. Ian Fraser “Lemmy” Kilmister estava morto.
É claro que a saúde de Lemmy vinha capengando . Esse ano diversos shows foram cancelados em virtude disso, inclusive a apresentação do MOTÖRHEAD no Monsters of Rock em São Paulo. Ali os fãs tiveram o maior aviso de que as coisas realmente não iam bem.

Lemmy também se orgulhava de sua vida de excessos. Seu Marlboro e seu whisky ajudaram a moldar o personagem que se tornou.

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Como, então, sua morte parece ter pego toda a comunidade rocker de surpresa?

Lemmy Kilmister nunca foi um grande cantor ou um instrumentista virtuoso, se comparado a tantos outros que temos por aí. Mas construiu sua carreira em uma base muito sólida: honestidade! Nunca quis ser o que não podia ser. Mesmo quando nos anos 80 o rock mainstream ficou “bonitinho”, lá estava ele com sua eterna carranca e sua verruga para nos lembrar que o rock não foi criado para agradar. O rock sempre foi (ou ao menos deveria ser) uma anti-estética para que o indivíduo pudesse ser ele mesmo.

Lemmy personificou o rock’n’roll como poucos conseguiram. Com sua autenticidade, conquistou desde o rockeiro mais “farofa” ao thrasher mais “truzão”. Como ícone do rock’n’roll, imagino que talvez só mesmo seu amigo Ozzy possa se comparar a ele. Talvez Angus Young. E só!

Musicalmente, criou um rolo-compressor chamado Motörhead que inspirou e continuará inspirando dezenas de bandas. Já imaginou o heavy metal sem o Metallica? O próprio James Hetfield declarou que sua banda não existiria se não fosse pelo Motörhead. E isso é só um pequeno exemplo de como Lemmy, mesmo fugindo a todos os padrões (ou talvez por isso) mudou e moldou a história do rock.

Sua extensa discografia com o Motörhead é repleta de clássicos. O último capítulo dessa história foi ótimo álbum “Bad Magic”, lançado neste ano. Uma das faixas, a emotiva”Till the end”, parece que foi escrita para esse momento. Nela Lemmy canta o que poderiam ser as suas últimas palavras (“Tudp que eu sei é quem eu sou / Eu nunca os deixarei tristes / O resto lhes dará confiança até o fim”):
No imaginário rock’n’roll, Lemmy Kilmister era uma dessas figuras que poderiam até vencer a morte, como no antológico clipe de “Killed by Death”. E vendo a comoção causada com sua morte, não há dúvidas que ele venceu.
Descanse em paz, Lemmy! Born to lose, live to win! Motörhead for Life!

Veja também:
Time de futebol de crianças inspirado no MOTÖRHEAD

domingo, 8 de julho de 2012

Born to rock

Nessa semana que passou comemorei meu aniversário e esse tema de "nascido para o rock'n'roll" (um tema clássico, diga-se de passagem...) me veio à cabeça.

Por isso, a seguir um "Top 5" de clássicos do rock para lembrar aqueles que nasceram com esse dom chamado rock'n'roll!

Enjoy it! 

1. Born to be Wild - Steppenwolf

Motocicletas, jaquetas e rock'n'roll. O que seria do mundo rocker sem esse clássico do "lobo da estepe"., que ainda leva o crédito de ter usado o termo 'heavy metal' pela primeira vez! 



2. Motorhead - Born to Raise Hell

Se o Lemmy não nasceu para o rock'n'roll, então ele o criou! Essa versão é a do filme "Airheads" ("Os cabeças de vento") e conta com a participação de Ice-T e Withfield Crane.


3. Raised on Rock - Scorpions

Clássico da fase mais recente do Scorpions! Muitos dos que foram "criados no rock" ("raised on rock") tem nos mestres alemães seus mentores!


4. I Don't Wanna Stop - Ozzy Osbourne

Quem já leu a hilária biografia do Ozzy ou a conhece por outras fontes sabe que o próprio fato de ele estar vivo é um ddesafio à ciência, tamanha a quantidade de enrascadas e substâncias químicas "não convencionais'" por ele ingeridas nesses anos todos. Por isso quando ele fala que "não quer parar" é melhor não duvidar! 



5. Child of Babylon - Whitesnake

David Coverdale é um dos meus vocalistas favoritos de todos os tempos. Essa música é do clássico "Come 'n' Get it", de 1981, ano em que eu nasci. A temática também é clássica, falando do rocker errante que não sabe pra onde ir.