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sábado, 28 de março de 2015

Rachel Sheherazade, Paulo Freire e o debate público sobre a qualidade da Educação


Fugindo um pouco dos nossos temas habituais, dedico essa postagem para falar um pouco sobre o 'debate' público que anda ocorrendo nas redes sociais e que envolve a educação brasileira. Para a jornalista RACHEL SHEHERAZADE (Rádio Jovem Pan/SBT), segundo publicado em seu perfil no Facebook (leia AQUI e AQUI), a culpa da falta de qualidade da EDUCAÇÃO é da IDEOLOGIZAÇÃO dos professores inspirados especialmente por PAULO FREIRE (1921-1997), um pensador de esquerda e cujo trabalho sempre se pautou no empoderamento das classes desfavorecidas, em um discurso plenamente de acordo com as necessidades de um país recém-saído da ditadura e com diferenças sociais ainda mais gritantes nos anos 80 e 90. 


Muito conveniente ela propagar isso nas redes sociais num momento em que os professores da rede estadual de São Paulo articulam sua GREVE. Então a falta de estrutura, investimento, políticas educacionais consistentes entre outros sem número de fatores são secundários frente as convicções ideológicas dos professores (se é que elas de fato existem)? Além disso, jornais como Folha e Estadão publicaram editorais tentando levar a opinião pública a crer que os professores engajados em lutas por melhorias para educação pública são vilões. Ou seja, mais uma vez a mídia se coloca contra os professores. Espero que pelo menos vocês amigos que estão lendo isso estejam ao lado dos que defendem a educação de verdade.

Veja também:
Futebol nas Manifestações: O legado da Copa

sábado, 29 de junho de 2013

O discurso publicitário e o contra-discurso das ruas

Em meio as manifestações dos últimos dias, a "voz" que se fez ouvir nas ruas e redes sociais através de cartazes, imagens, tuítes e afins ecoou o alienante discurso publicitário. Essa apropriação, porém, atribui-lhe um novo significado repletos de ironia, cinismo e criticidade.

A idiotizante mensagem do "Imagina a Festa", trazendo Ronaldo como garoto propaganda, celebrando o estereótipo do brasileiro "bobo-alegre" que só pensa em beber essa cerveja aguada que vendem por aí, dava a dimensão da expectativa que os idealizadores e patrocinadores tinham sobre a Copa de 2014: um carnaval generalizado em julho, marcado pelo consumo exagerado de seus produtos. Coincidentemente, o garoto propaganda em questão deu uma das declarações mais panacas da história, ao tentar justificar a gastança dizendo que uma Copa "não se faz com hospitais". Imagina...
Mas irônico mesmo foi o jingle da montadora que convocava todos com o seu "vem pra rua porque a rua é a maior arquibancada do Brasil", ter se tornado o slogan do movimento com o foco principal na redução das tarifas do transporte público, que tem como objetivo final a tarifa zero, o que no fundo é a antítese da cultura automobilística na qual vivemos e que recebe inúmeros incentivos do governo. Falcão, cantor e compositor d'O Rappa, que já escreveu diversas letras de cunho social, e intérprete do jingle, deve estar orgulhoso de sua mais "revolucionária" criação.
Por fim, depois que o movimento se propagou, a frase adotada pela massa para simbolizar esse novo momento em que o país parece ter despertado de sua embriaguez foi "O gigante acordou", inspirada em um comercial de uísque.
Nossa publicidade que sempre foi muito criativa e premiada, agora pode se gabar de ter criado uma repertório muito mais vasto que o da "geração coca-cola" cantada por Renato Russo.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

O Fim da Revista Playboy

E eis que a história da revista Playboy na Editora Abril chega ao fim (ou assim se tem alardeado). Talvez a molecada que nasceu na 'era digital' não tenha noção do que isso representa. Mas quem lembra de como as coisas eram antigamente sabe que mais que uma simples 'revista de mulher pelada' a Playboy sempre foi um símbolo cultural. 
A lendária Playboy da Xuxa
A revista em si era um objeto de desejo e ter acesso a uma quando se era pivete chegava a ser uma aventura. Praticamente um ritual de passagem da infância para a adolescência (que atire a primeira pedra o marmanjo que nunca teve sua 'playmate' ou edição favorita...)
Playboy com Hortência, possivelmente a edição que levou
à invenção do Photoshop...
Por isso tudo que a revista sempre representou, jamais passou pela minha cabeça que um dia a revista passasse a ser 'irrelevante' (recomendo a leitura  do ótimo artigo do escritor Marcelo Rubens Paiva sobre o declínio da revista - CLIQUE AQUI para conferir). 
Até a Marina Lima já foi capa da Playboy...
Parece que ao apostar na cultura das sub-celebridades a revista decretou seu próprio fim. Mas se um ícone como a Playboy pode ser descartado, qual o futuro do mercado editorial? A informações de todos os tipos estão por todas as partes, mas as referências vão sendo apagadas.