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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O lado musical de Leonard Nimoy, o 'Spock' da série Star Trek

O universo da sci-fi está em luto com a morte do grande ator Leonard Nimoy, intérprete do icônico Spock, da série Star Trek e que faleceu nesta sexta aos 83 anos. 
Embora nunca tenha conseguido se desvincilhar de seu personagem mais famoso, Nimoy desenvolveu diversas outras atividades, como a de cantor, da qual destacamos dois momentos curiosos.

A primeira é uma canção intitulada 'The Ballad of Bilbo Baggins", inspirada no famoso Hobbit criado por J.R.R. Tolkien:
A segunda é um cover de "Proud Mary", clássico do Creedence Clearwater Revival, que recebeu uma versão digamos mais moderada:
Vida longa e próspera a todos que reconhecem o valor da grande obra de Nimoy!

Veja também:
Corações de Ferro (Crítica)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Destino de Júpiter (crítica)

Você percebe que a ficção científica anda mesmo em alta quando se depara com um filme teen com a temática. É esse o caso de 'O destino de Júpiter', provavelmente umas das grandes bobagens que o gênero pariu nos últimos anos. 
A trama já não ajuda muito: uma bela garota de uma família russa (?!?) descobre que é na verdade a reencarnação da rainha de uma dinastia que domina parte do universo e que há uma conspiração para acabar com sua vida antes que ela reivindique seu domínio sobre a Terra. Um renegado caçador mutante que tem genes de lobos (mas que por razões que o cosmo desconhece também tem asas) é designado para proteger a moça, que embora se mostre durona vive em perigo para ser salva por seu 'guardião'. Ah, sim e obviamente eles se apaixonam.
Contudo, o filme teria lá sua graça se fosse melhor executado. As criaturas alienígenas são pateticamente concebidas e parecem ter saído da mente de um designer daquelas séries japonesas dos anos 90 devidamente 'powerangerizadas'. 
As cenas de ação tem um certo esmero visual, mas não conseguem camuflar a superficialidade de todo o resto, inclusive das inexpressivas interpretações dos protagonistas, especialmente da protagonista Mila Cunis (Júpiter). Channing Tatum, que deve ser o Gambit nos próximos X-men, se sai menos mal, já que suas cenas são em sua maioria de ação 'patinando' no ar. Até mesmo o bom ator Eddie Redmayne (que interpreta Stephen Hawking no filme "A teoria de tudo" que por alguma praga bíblica ainda não estreou aqui nos cinemas da cidade) vê seu talento desperdiçado com o vilão Balam que não tem carisma algum. 
Se você não for muito exigente, talvez o filme valha uma matinê caso não tenha nada mais interessante para fazer. Caso contrário, é melhor passar longe.

Veja também:
Uma noite no museu 3: O segredo da Tumba (crítica)

sábado, 26 de julho de 2014

Planeta dos Macacos: O confronto (crítica)

Somos todos macacos? Se você estiver assistindo ao filme "Planeta dos Macacos: O Confronto" não ficará com muitas dúvidas de que a resposta é sim. 
Dez anos após os eventos do filme anterior, a população da Terra foi quase dizimada pela gripe símia que levou a um estado apocalíptico, com os sobreviventes confinados em uma colônia sob quarentena. Já os macacos liderados por César permanecem escondidos nos arredores da cidade onde estabelecem uma comunidade pacífica e próspera.
O problema começa quando os humanos precisam atravessar a área em que estão os macacos para reativar a produção de energia em uma antiga represa. O impasse dará início a uma série de dilemas, dentre os quais o central é confiar ou não nos humanos. O grande ponto positivo do filme é justamente essa alegoria. 
O 'confronto' ao qual alude o título em Português não é somente a guerra que eventualmente será travada entre as espécies, mas o conflito ético por trás dela. O que causa uma guerra? Medo, egoísmo, vingança, intolerância, sobrevivência... 
Sentimentos tão primitivos poderiam ser chamados de 'instinto'? Depois da violência praticada de lado a lado, o protagonista César conclui decepcionado que macacos e humanos são mais semelhantes do que ele imaginava, especialmente quando vê a regra de ouro que diz que "macaco não mata macaco" ser quebrada.
É claro que é possível assistir ao filme sem uma percepção tão crítica, e quem o fizer irá se deparar com uma obra visualmente estupenda, que explora com maestria a tecnologia para a criação realista dos símios e cenas que vão ficar marcadas como novos clássicos do cinema de ficção científica (afinal não é todo dia que se vê uma horda de macacos tomando São Francisco  e galopando imponentes alazões pretos...).
Em tempos tão violentos, a ficção científica mais uma vez cumpre seu papel de nos levar a refletir sobre a nossa condição humana. Após assistir ao filme, impossível não pensar que no fundo talvez sejamos mesmo um bando de macacos com armas destruindo uns aos outros sem saber bem o porquê de tudo isso...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

'Robocop' de José Padilha é melhor do você imagina

Estava muito ansioso para assistir ao remake de Robocop. Primeiro por se tratar de um personagem icônico que marcou minha infância (tinha álbum de figurinhas, poster e lembro de esperar 2 horas pela última sessão para ver o filme Robocop 2 com o meu saudoso pai porque a sessão que iríamos ver tinha se esgotado). A segunda razão era ver como José Padilha se sairia em seu desafio hollywoodiano de tentar repetir o sucesso de seu "Tropa de Elite" agora em nível global.
E para alegria geral da nação, o ROBOCOP de Padilha é ESPETACULAR. A manjada história do policial Alex Murphy (dessa vez na pele e na armadura de Joel Kinnaman)  que se transforma no policial robô foi atualizada com tanta sagacidade que parece estar sendo contada pela primeira vez.
Os dilemas éticos óbvios do conflito homem x máquina são explorados na medida certa, sem o pieguismo que levam muitos diretos a matar a narrativa de ação.

Padilha como poucos sabe que o segredo do sucesso está na força da narrativa e, embora visualmente o filme seja igualmente impecável, fica evidente que a preocupação em se contar uma história intensa sempre esteve em primeiro plano.
Os personagens são muito bem desenvolvidos. Michael Keaton tem uma de suas maiores atuações (pelo menos que eu me lembre) como o cínico magnata dono da OmniCorp, Gary Oldman é um grande coadjuvante como o Dr. Dennet Norton e Samuel L. Jackson está impagável como Pat Novak, uma espécie de Datena do futuro que tenta manipular a opinião pública.
Os elementos políticos como uma crítica implícita à política externa norte-americana, a atuação de lobistas no congresso, a corrupção policial estão todas presentes, o que transformam a narrativa de ficção científica em uma grande alegoria.

A escolha da trilha sonora também é digna de nota: mais improvável do que ver um remake de Robocop dirigido por um brasileiro é esse filme conter uma sequência de ação inteira tendo como fundo musical o clássico "Hocus Focus", da mítica banda de rock progressivo holandesa Focus, executado na íntegra! Outro momento rocker do filme fica com "I fought the law" do Clash, executada após a cena final do filme e que vai fazer você sair do cinema cantarolando e com um sorriso no rosto.
Enfim, um filmaço que superou todas as minhas expectativas e que certamente abrirá muitas portas para Padilha mostrar seu talento em projetos ainda maiores.

Veja também:

O Hobbit: A desolação de Smaug (review)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Estrelas do futebol salvam o planeta de aliens em comercial da Samsung

Espetacular a nova campanha publicitária da Samsumg para promover o seu Galaxy 11. Em clima de ficção científica a Terra é invadida por alienígenas que desafiam os terráqueos para uma partida de futebol. Um time é então recrutado para cumprir a missão. Entre os feras estão Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Falcão Garcia, Casillas e até mesmo o brasileiro Oscar, todos com atributos dignos de super-heróis, numa mistura de MID com Vingadores.E o "Nick Fury" da vez é ninguém menos que Beckenbauer. Ao que tudo indica, esse é apenas o primeiro episódio da campanha. Confira:

sábado, 5 de outubro de 2013

Os Simpsons: Abertura do especial de Halloween

Os especiais de Halloween de "Os Simpsons" já são uma tradição da família de Springfield. Porém, nunca antes uma abertura foi tão espetacular quanto essa feita pelo cineasta Guilhermo del Toro (Hellboy, Círculo de Fogo, O Labirinto do Fauno). Lotada de referências ao universo do horror e da ficção científica que vão de Poe, Hitchcock, Stephen King aos filmes do próprio del Toro, não há como o apreciador desses gêneros não ficar boquiaberto. Vale (muito) a pena conferir!
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