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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

domingo, 4 de maio de 2014

O espetacular Homem-Aranha 2: A ameaça de Electro (crítica)

A segunda aventura do herói aracnídeo com Andrew Garfield no papel do escalador de paredes tem tantos altos e baixos quanto o próprio Aranha se arremessando entre os arranha-céus de Manhattan.
Há momentos constrangedores, como Jamie Fox encarnando o típico personagem de comédia dos anos 80, ou seja, cenas de patetismo de um desses filmes de humor da sessão da tarde. Quando não peca pelo pastelão, peca pelo dramalhão, ainda que não chegue ao absurdo protagonizado por Tobey Maguire e o seu Peter Parker emo da trilogia anterior. E é claro que diferentemente do que acontece em outros filmes com heróis da Marvel, o tratamento dado ao Homem-Aranha continua extremamente infantil. 
A trama do Electro é demasiado cartunesca e bastante fraca. O surgimento do Duende Verde  (Dane DeHaan), que recebe uma nova caracterização fica em segundo plano, mas no fim é ele o responsável pelo ápice dramático (quem conhece o Aranha dos quadrinhos sabe do resultado da equação Gwen Stacy + Duende Verde e é surpreendente que em um filme infantil como esse ele tenha sido mantido). 
No entanto, nem tudo está perdido, tirando algum excessos Andrew Garfield dá conta do recado e acerta o tom no sarcasmo do aracnídeo. Visualmente o filme é espetacular e as cenas de ação são de tirar o fôlego. 
Fica a esperança de que um terceiro filme faça valer essa nova investida da Sony no Homem-Aranha, já que a coisa mais interessante de todo filme é a forma como se costura a criação do Sexteto Sinistro, inclusive com uma aparição do personagem Rhino no final. 
No geral um filme divertido, porém, descartável que deixa a sensação de que o principal herói do universo Marvel ainda não recebeu um filme a sua altura.   

Veja também:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os 90 anos de Stan Lee

Stan Lee, muito mais que um simples cartunista, se é que podemos chamá-lo assim, é uma das grandes mentes do nosso tempo, não apenas por ter criado dezenas de personagens que acabaram por se tornar um negócio bilionário, o que talvez já lhe bastasse.
Mais do que isso, o que ele criou foi uma verdadeira mitolologia, ajudando a expandir ou criar novos arquétipos, influenciando gerações com um legado que por muitas décadas ainda continuará a povoar o imaginário de crianças e a alimentar a nostalgia de adultos.
Por isso tudo, parabéns ao grande mestre pelo seus 90 anos de genialidade.

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Não é a mamãe..."

#TrueStory

O Espetacular (mas nem tanto) Homem-Aranha

Em um post anterior comentei sobre a falta de criatividade que assola Holywood. Mesmo assim não aguentei e fui ver o reboot da franquia Spider Man.
Andrew "Peter Parker" Garfield
Ao meu ver o grande erro dos filmes anteriores foi o pieguismo do conflito amoroso que transformou o Homem-Aranha em uma espécie de "emo"-aranha. Nessa nova versão temos um herói mais físico e, portanto, mais divertido, representando aquilo que se esperaria de um adolescente escalador de paredes.

Não é a mamãe!
É claro que aventura é bastante prevísivel, como não poderia deixar de ser. Mas ao meu ver o que mais influi na melhora da narrativa é o efeito "Dark Knight". Não há como negar que o sucesso do filme baseado em outro campeão de adaptações levou o gênero de filme de super-heróis a um novo patamar. Não basta levar às telas uma história criada há décadas e contá-la da mesma maneira. Assim o Peter Parker chorão de Tobey Maguire dá lugar a um adolescente skatista irascível, na medida é claro que cabe ao mais infantilizado de todos os heróis Marvel. Outra influência que se nota no ponto de vista narrativo vem de "Os Vingadores", com o já tradicional gancho pós-créditos.

Certamente os fãs do gênero vão se divertir com "O Espetacular Homem-Aranha". Mas ainda fica a pergunta de até quando vamos ficar sujeitos às mesmas e recauchutadas histórias...