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segunda-feira, 8 de julho de 2024

Raí e la démocratie


O ex-jogador Raí, tetracampeão do mundo com a seleção brasileira em 1994 e grande ídolo do São Paulo, teve uma participação significativa nas eleições francesas. Ele é cientista político e recentemente graduado como mestre pela SciencesPo.

Honrando o legado de seu irmão Sócrates, Raí participou de uma manifestação contra a extrema direita na cidade de Paris, capital da França, na última quarta-feira, 3 de julho. O país estava agitado devido às eleições deste domingo, 7 de julho, e o ex-atleta do PSG e São Paulo marcou presença.

“Viva a França, viva a República, viva a democracia”, disse Raí, em francês, aplaudido pela multidão, segundo o jornal Le Parisien. Ele continuou: “Conheço bem a extrema direita. O que eles fazem de melhor é mentir. Eu os conhecia no poder. A extrema direita é o fim do mundo, é o fim dos direitos humanos, da humanidade”. Em seguida, numa aparente alusão ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou: “No Brasil, vivemos um pesadelo. Quatro anos de misoginia, quatro anos de homofobia, preconceito, milhares de mortes, desmatamento. A extrema direita é o ódio. Se quisermos mudar a nossa realidade, o nosso poder de compra, a nossa vida, vamos mudar com uma estratégia, um projeto, uma nova política, mas os nossos valores fundamentais nunca devem mudar”. Raí, por fim, pediu que os eleitores saiam às ruas no domingo para votar contra a extrema direita: “Vão votar, meus amigos franceses, vão convencer seus amigos, sua família a votar, pela França, pela humanidade, pelo planeta, pela raça humana” .

No segundo turno das eleições legislativas francesas, a coalizão de esquerda Nouvelle Front Populaire obteve uma vitória sobre a extrema direita do Rassemblement National. Raí celebrou essa vitória como um “exemplo para o mundo”. Ele destacou que vários candidatos desistiram de seus interesses pessoais em prol da democracia e dos valores que a França sempre defendeu. Raí enfatizou a importância de afastar o perigo representado pela extrema direita e o radicalismo, e expressou sua alegria com os resultados da boca de urna.

Em resumo, Raí desempenhou um papel ativo na promoção dos valores democráticos e na luta contra o extremismo durante as eleições francesas. Sua participação como cientista político e ídolo esportivo contribuiu para o debate público e para a conscientização sobre questões políticas na França.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Faz o L de Lionel

Não tive nem coragem de escrever sobre a eliminação do Brasil, tamanho o desânimo que bateu após perder um jogo em que a seleção brasileira teve tudo pra vencer.

Ou melhor, quase tudo. Faltou técnico. Tite errou muito. A começar pela convocação. Depois repetiu o mesmo estilo de jogo em praticamente todas as partidas. Aí o Brasil foi previsível. Sem meio campo, foi engolido pelos croatas e não soube reagir. Ainda assim, conseguiu um golaço de puro talento. Era a redenção de Neymar.

Mas a linda história do anti-herói nacional virou tragédia pelo mais imperdoável dos motivos.

Faltou MALANDRAGEM aos brasileiros. E da forma mais ingênua possível, demos um contra-ataque aos croatas. Talvez essa humilhação tenha feito Tite fugir da responsabilidade de encarar seus comandados no campo depois do pífio desempenho nos pênaltis.

Como desgraça pouca é bobagem, a Argentina confirmou aquilo que falávamos anteriormente. Jogou como campeã contra a Holanda. Não se abalou em nenhum momento. E agora passou o carro na Croácia. 

Scaloni viu as bobagens de Tite e não repetiu os mesmos erros.

E contou com o GÊNIO Lionel Messi que já é o maior jogador da Copa.

Na outra chave, a França segue favorita após o jogaço que fez contra a Inglaterra. Agora joga contra o valente Marrocos que já fez história. Com todo respeito aos marroquinos, mas acho que o sonho já foi longe demais e espero que a França faça a final contra a Argentina. 

Aí teremos o jogo técnico e bonito da França contra o coração gigante dos Argentinos. 

Aliás, se Messi carrega a Argentina e Mbappé é o futuro melhor do mundo, tem um outro cara que merece muito destaque. Antoine Griezmann joga de terno e gravata. Se reinventou em uma nova posição e se a Copa fosse o Oscar é quem levaria o prêmio de melhor coadjuvante. 

Agora que a vaca do hexa foi para o brejo, só nos resta fazer o L de Lionel e aproveitar os últimos momentos do maior espetáculo da terra. 

sábado, 14 de novembro de 2015

Futebol, Rock e Tragédia: O enredo do terror em Paris

Era para ser só uma noite de futebol e rock'n'roll em Paris. Em um canto da cidade, a banda Eagles of Death se apresentava para 1500 pessoas. Do outro, no Estade de France, a seleção francesa enfrentava a campeã do mundo Alemanha em partida amistosa.p Os mais reservados talvez buscassem em um jantar o início de uma noite de romantismo. 

Em comum, o fato de que todos amavam. Amavam a si próprios e por isso se divertiam. Amavam a vida e por isso buscavam alguma forma de celebrá-la. 

Quem já gritou gol em um estádio lotado ou cantou sua música favorita em um coro de mais de mil vozes, ou ainda, se entregou a um beijo apaixonado sabe o que é viver. Sabe que a vida é o agora. Sabe que a vida está em si próprio, mas a plenitude da vida está no outro. A plenitude da vida está no nós. 

Mas aí entrou o fanático. O fanático não gosta de futebol, não gosta de rock'n'roll, nem de beijos apaixonados. O fanático não celebra a vida. Não celebra o agora, não celebra o nós. O fanático só enxerga o eu. O fanático vê no outro o ímpio, o inimigo. A única forma que tem para aplacar seu egoísmo é acabando com o outro. O fanático não vê problema em morrer, pois sua recompensa não está no agora. Sacrificar-se é seu mais nobre ato. O fanático celebra a morte. O fanático celebra o caos e a barbárie como presenciado nesta sexta-feira, 13 de novembro, em Paris.

Esse não foi um atentado apenas contra a França, foi um atentado contra a liberdade e contra tudo que entendemos por civilização. Por isso, superado o luto, será preciso intensificar a luta. E, infelizmente, as consequências deverão ser drásticas.

Veja também:

domingo, 9 de junho de 2013

Opinião: Brasil 3 x 0 França

Mais uma vez a história se repetiu. Felipão insistindo com Hulk, seleção sem inspiração, torcida entendiada. Essa foi a história do primeiro tempo. E pouco se esperava da segunda etapa, mas se o Brasil jogava mal a França era igual. 
Foto: Terra

E a história até que Oscar recebeu ótimo passe de Fred e não hesitou fazendo 1x0. Na sequência Felipão substituiu Oscar (aí fica a dúvida se foi pelo cansaço ou um “castigo” por ter feito o gol...) por Fernando e Hulk por Lucas. Mas nada, mudou em termos de criatividade. Só foi com a entrada de Hernanes que o Brasil melhorou. 5 minutos em campo foram suficientes para que ele deixasse sua marca, em ótimo contra-ataque que teve cruzamento de Lucas e assistência de Neymar. A França que veio a passeio estava liquidada, mas não o jogo (veja os gols).
Paulinho entrou no lugar de Dante e em um momento raro Neymar foi substituído por Bernard. Tudo bem que foi aos 42 do segundo tempo, mas a sonora vaia que Neymar levou foi um recado claríssimo de que suas atuações fraquíssimas com a seleção brasileira jamais convenceram do porquê de sua titularidade absoluta. 
Foto: ESPN
Houve tempo ainda para que Lucas, que PRECISA ser titular, fizesse o terceiro gol, convertendo a penalidade sofrida por Marcelo.

Vitória merecida. O placar, talvez não. O problema agora é o puxa-saquismo Galvanesco dizendo que está tudo lindo. Não está. Inglaterra e França são coadjuvantes históricas em mundiais, com uma exceção para cada lado. E nos dois confrontos o Brasil jogou muito mal. Vem agora a Copa das Confederações, torneio secundário que agora parece a coisa mais importante da história. De certo, não o é. Mas perder precocemente em casa será um vexame. E a seleção da CBF terá que jogar muito mais para evitá-lo.