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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Judô, Medalhas e Rock'n'Roll com RAFAEL SILVA (BABY)

RAFAEL SILVA, também conhecido como "Baby", honrou o kimono e as cores brasileiras ao conquistar a medalha de bronze no Judô, categoria acima de 100 kg, nas Olímpiadas Rio 2016, repetindo seu próprio feito em Londres 2012. Nessa entrevista ao canal do Topsify Brasil no Youtube ele comenta suas preferências musicais, que vão de AC/DC a IRON MAIDEN, passando por RAUL SEIXAS e NIRVANA, entre outros, e fala como a o rock o ajuda a se concentrar para as lutas. Vale a pena conferir: 
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Futebol: O Ouro de Tolo Olímpico

domingo, 21 de agosto de 2016

Futebol: O Ouro de Tolo Olímpico

Futebol nas Olimpíadas é tipo uma "Copa São Paulo de luxo". É legal ganhar e tudo mais, mas não significa absolutamente NADA no mundo do "Futebol Real". Só vale mesmo pelo quadro de medalhas, o que indiretamente valoriza a conquista de outras modalidades.

Vejamos: quantas vezes o Brasil já foi campeão das competições de base sem nenhuma comoção? Em que medida elas diferem da conquista Olímpica? O que aconteceu com México campeão olímpico em 2012? O bicampeonato olímpico em 2004 e 2008 diminuíram de alguma forma a pressão que existe na  Seleção Argentina em relação ao seu jejum de títulos?

O nível técnico das equipes foi sofrível. Iraque, Dinamarca e África do Sul na primeira fase com todas suas limitações quase eliminaram a Seleção Brasileira. A Colômbia parecia um time de quinta categoria em uma dessas pré-Libertadores da vida. Mas nada mais sintomático do que a "poderosa" Honduras em uma semifinal para mostrar que não é possível levar a sério uma competição dessas.

O jogo do ouro ao menos teve verdadeiramente elementos de competição. Havia um FALSO clima de revanche pela humilhante derrota brasileira na Copa Do Mundo. Os mais ingênuos podem até se iludir e se sentirem "vingados", mas o fato é que o 7x1 é um resultado tão histórico e emblemático que não seria apagado nem com 7 medalhas de ouro olímpicas seguidas.

Isso não quer dizer que não tivemos pontos positivos. Se o Brasil não foi brilhante pelo menos foi determinado e não se descontrolou quando sofreu o gol de empate. Isso já é um progresso.

Certamente há a valorização dos meninos. Os "investidores" que já acertaram a transferência de Gabriel Jesus para o futebol inglês devem ter ficado felizes. Gabriel "Gabigol", Zeca, Rodrigo Caio e outros que por ventura estivessem com sua transferência encaminhada, terão seus lados fortalecidos nas suas negociações. 
Goleiro Weverton: herói por acaso
Por fim, há que se destacar o papel de Neymar. Questionado com razão enquanto capitão, ele mostrou personalidade e não se omitiu dentro de campo, assumindo seu protagonismo de estrela maior do futebol nacional. Gostemos ou não de seu egocentrismo, não é possível negar que sem ele a história seria completamente diferente. Calou seus críticos, fossem eles galhofeiros que andaram bradando que "Marta era melhor que Neymar", ou ufanistas ridículos como Galvão Bueno, que só pra variar falou mais do que devia e com uma cara-de-pau maior que um Maracanã lotado teve que engolir tudo de volta e exaltar o "menino Neymar".
Neymar imita Usain Bolt: semelhanças param por aí
Se compararmos o Neymar "cai-cai" vaiado em Londres com o Neymar decisivo e aplaudido no Rio veremos uma enorme evolução.

Reconhecer isso não significa colocá-lo ao lado de Bolt, Phelps ou outros "semideuses" olímpicos. Nem sequer é possível compará-lo aos outros medalhistas olímpicos brasileiros e suas histórias de superação sem metade do apoio de que goza o futebol. Percebam como uma medalha olímpica pode gerar inúmeras distorções.

O futebol é um esporte especial. Ao contrário de outras modalidades, não precisa das Olimpíadas para ter destaque. Por ter competições de alto nível e estupenda popularidade, talvez o ideal é que nem fosse considerado esporte olímpico.

A medalha de ouro neste contexto pode corrigir a injustiça de o país pentacampeão mundial até então nunca ter chegado ao topo em Olimpíadas. Fora isso significa muito pouco.

Acreditar que em virtude disso o futebol brasileiro está "salvo" e que "o campeão voltou" é fazer desse o mais tolo ouro de toda história esportiva.

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sábado, 6 de agosto de 2016

A abertura das Olímpiadas e o preconceito em ser brasileiro

O brasileiro tem uma peculiaridade: de forma geral ele não se reconhece como brasileiro. Ele se reconhece como gaúcho, carioca, paulista, nordestino, etc, mas a questão da identidade nacional é complexa. 

Talvez isso explique o porquê tenhamos ficados tão surpresos com a Cerimônia de Abertura das Olimpíadas, que arrancou elogios até dos mais incrédulos. 

Como assim o Brasil fez algo que preste? Como assim não houve nenhuma gafe? Como assim a Anitta não esculachou com tudo? Como assim não houve atentado? Essa perplexidade revela muito sobre a percepção que temos de nossa nação: de forma geral, temos preconceito em ser brasileiros. 
"Em Londres teve Paul McCartney, aqui vai ter Anitta", diziam, esquecendo que Londres também teve Spice Girls e One Direction, representantes do que há de mais descartável na música pop. Isso é apenas um exemplo do que se viu e ouviu por aí. O fato é que a mentalidade de colonizado ainda impera. 

Obviamente, o Brasil não se encerra no que foi apresentado na abertura das Olimpíadas, que refletiu mais uma visão "cariococêntrica". Mas como diz o belo samba cantado na cerimônia "isso é um pouquinho de Brasil". Há outros fatores que também contribuem para a sofrível auto-estima nacional, como o fato de termos um presidente de legitimidade questionável (e que foi sonoramente vaiado) e saber que a conta da festa vai ser dolorosa. Porém, continuar negando que somos todos peças dessa engrenagem não ajuda em nada. 

Sendo otimista, quem sabe o evento não tenha o caráter didático de nos ensinar a conviver melhor com aquilo que somos para podermos nos tornar aquilo que desejamos.

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