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sábado, 14 de dezembro de 2013

Kafka, Fluminense e Lusa no vergonhoso "Processo" do Brasileirão

Inacreditável o desfecho do futebol brasileiro em 2013. Se na última rodada tivemos aquela pancadaria pavorosa, agora quem leva um chute na cara somos todos nós que ingenuamente acreditamos no futebol.

Essa eminente virada de mesa para salvar o Fluminense é hedionda. Um crime, uma vergonha contra a briosa Portuguesa que se garantiu dentro de campo e agora corre o risco de se ver vítima de um esquema que de tão surreal nos remete a um conto kafkiano. E o Gregor Samsa da vez é o "Heverton com H", que na "hora H" estava no local errado, metamorfoseando-se no pivô desta desta trama onírica.

Mas nem a inteligência de Franz Kafka, que tem em "O processo" uma de suas principais obras, poderia prever um julgamento tão estapafúrdio como esse do Brasileirão 2013.

Se há argumento para a punição da Portuguesa, há também inúmeros argumentos ao seu favor (recomendo a leitura do post do jornalista Fábio Sormani sobre o assunto - CLIQUE AQUI para ler ). Em um campeonato que tanto se falou em "bom senso", espero que tenha sobrado algum para os responsáveis em julgar o caso.

Mas temo que a sujeira seja tão grande que um tapetão para tentar escondê-la acabe se tornando o melancólico fim dessa história...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os 130 anos da morte de Franz Kafka

Quando o nome de um escritor se torna um adjetivo e esse adjetivo praticamente designa um novo estilo você tem uma medida da importância histórica de sua obra. É o caso de Franz Kafka, falecido a exatos 130 anos.

Mais do que o escritor que escreveu a história de um sujeito que se transforma em uma barata, uma leitura superficial que se faz da história de Gregor Samsa em “A Metamorfose”, Kafka lapidou um estilo em que o absurdo das relações humanas e suas angústias e a impotência diante de situações que são maiores que nossas forças são visto com a lente do exagero, do fantástico. E nenhuma palavra descreve melhor esse jogo do absurdo que o adjetivo kafkiano.
Kafka que era Checo de nascimento, viveu na Áustria e escreveu sua obra em alemão. Mas poderia muito bem ser brasileiro, afinal poucos países são tão absurdos quanto o Brasil.
Falando do aspecto mais pop dessa imaginária relação entre Kafka e Brasil, nos anos 80 o escritor chegou a receber uma ‘homenagem’ pop rock da banda Inimigos do Rei, banda da qual fez parte o composito Paulinho Moska (os mais ‘experientes’ certamente lembram) em uma canção chamada “Uma barata chamada Kafka”, que brincava com a premissa de “A Metamorfose” e tinha um trocadalho do carilho no refrão. Um verdadeiro clássico dos anos 80, numa época em que o pop sem dúvidas tinha algum conteúdo:
Veja também:
121 anos de J.R.R. Tolkien