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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tite faz a lição de casa e passa no teste

Tudo que Tite precisava eram duas vitórias nesse início de trabalho frente ao selecionado brasileiro. Os seis pontos conquistados levaram o Brasil à vice liderança das Eliminatórias, recuperaram a abalada moral da canarinho no continente e diminuíram a pressão causada pelo temor de uma não classificação à Copa da Rússia.

O jogo contra a Colômbia teve enredo diferente da estreia de Tite contra o Equador. O Brasil entrou ligado e de cara fez 1x0 com Miranda. Parecia o sinal de que tudo tinha mudado e a expectativa era de um placar elástico. Porém, Marquinhos resolveu GOLPEAR a própria Pátria ao marcar contra.
A Colômbia, então passou a acreditar que poderia vencer e o jogo ficou tenso no segundo tempo. Porém, o excesso de confiança dos colombianos custou caro. Em uma saída equivocada, o Brasil recuperou a bola e numa sucessão fulminante de passes a bola chegou a Neymar que num chute cruzado, definiu o jogo. Depois disso prevaleceu a freguesia colombiana e o Brasil fez o que quis.
A grande diferença da Seleção de Tite para a de Dunga é que os jogadores acreditam em Tite e isso resulta em um comprometimento muito maior. A criação continua um problema. O time é formatado para pressionar e contra-atacar, assim como era o Corinthians que sucumbiu diante das retrancas de times como o Guarany paraguaio na Libertadores. Mas esses dois jogos foram mais que suficientes para mostrar que o Brasil mesmo com todos os problemas só fica fora da Copa se ocorrer uma hecatombe. 

Como as Eliminatórias são "pontos corridos" o sucesso de Tite é praticamente certo. Mas vai precisar encontrar alternativas de jogo para quando enfrentar camisas mais pesadas.

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SeleTITE estreia com vitória

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

SeleTITE estreia com vitória

Depois do "simbólico" ouro nas Olimpíadas, era chegada a hora que mais interessava para a Seleção Brasileira: o seu retorno às Eliminatórias enfrentado um rival direto na disputa da vaga na Copa da Rússia 2018.


O adversário era o Equador vice-líder na classificação. E a equipe brasileira tinha Tite como grande novidade para tentar recuperar a moral já há muito perdida.

O primeiro tempo não foi nada animador. Muitos passes errados, pouca movimentação, atuações individuais fracas, especialmente de Paulinho e Renato Augusto, homens de confiança de Tite. A sorte é que o Equador não teve bola suficiente para transformar toda sua correria em gols. 
No segundo tempo o Brasil voltou melhor, mostrando que o papo no vestiário foi sério. O Equador por sua vez foi perdendo o controle das ações e a sofrer contra-ataques que foram irritando sua torcida. Numa dessas, o também estreante Gabriel Jesus foi derrubado pelo goleiro. Neymar converteu a penalidade e enterrou os equatorianos. A partir daí, "virou passeio". Philippe Coutinho entrou muito bem no lugar de William. Não demorou pra que saísse o segundo gol com Gabriel Jesus, que mostrou estar em uma fase espetacular e marcou também o terceiro e mais belo gol do jogo já no finzinho.

Outro grande destaque da partida foi Marcelo. Jogou muito tanto defendendo quanto atacando, mostrando que Dunga estava mesmo equivocado ao não convocá-lo. 

Foi um jogo dentro daquilo que Tite sabe fazer melhor: contra-atacar com velocidade. Por isso, a estreia como visitante foi providencial.

O próximo jogo será a Colômbia em casa e a situação deverá ser inversa, com a Seleção Brasileira tendo que propor mais o jogo. Aí teremos um parâmetro melhor para avaliar as possibilidades de Tite e seus comandados.                                    
(fotos: divulgação/CBF)

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sábado, 26 de março de 2016

Luis Suárez: A volta de 'El Pistolero' e o pesadelo brasileiro

O Brasil começou surpreendentemente bem o duelo contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa 2018. Conseguiu a proeza de marcar um gol com ridículos 39 segundos, aproveitando-se do vacilo da desentrosada dupla de zaga uruguaia.

Quando Renato Augusto deixou Muslera sem pai nem mãe com um desconcertante drible, marcando um golaço, a impressão que tinha é que o Uruguai iria levar um sacode desses inesquecíveis.

Porém, a equipe Celeste mostrou muita maturidade e continuou buscando seu jogo, talvez ciente de que David Luiz, o último zagueiro virgem, estivesse do outro lado.
Foi assim que Cavani - que ganhou praticamente todas as disputas com David Luiz - achou o primeiro gol uruguaio. E foi aí que os Fantasmas de 50 e, especialmente, o de 2014 puseram-se a tripudiar da amarelinha. 

O Brasil se assustou de tal forma com o gol que ficou paralisado o restante do jogo. 

Suárez, que fazia seu retorno à Celeste após a estúpida punição da FIFA ainda na Copa de 2014, resolveu entrar na brincadeira. Marcou seu gol, obviamente em cima de David Luiz, e teve pelo menos duas chances de virar a partida. 
Foram 45 minutos de um Uruguai jogando como se estivesse em Montevideo. A equipe de Dunga acuada, sem saber como se livrar da forte marcação rival. Neymar irritado, levou segundo amarelo e não joga contra o Paraguai de quem a Seleção da CBF é freguesa de carteirinha.

Ao término da partida, a sensação de que o resultado foi injusto. Uruguai perdeu a chance de fazer um resultado histórico.

Enquanto Dunga vive na corda bamba, a Seleção de Oscar Tabarez mostrou firme e competitiva mesmo com seus desfalques. Principalmente agora que "El Pistolero" Luis Suárez está de volta. 

Se no Barcelona Luisito é muitas vezes ofuscado por Neymar e Messi, quando se trata de seleções ele é disparado o melhor dos três.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Argentina x Uruguai: o verdadeiro "Superclássico das Américas"

Esqueçam aquele papelão protagonizado pela AFA e pela CBF. O verdadeiro "superclássico da Américas" acontece hoje com Argentina x Uruguai em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa-14.

Além da rivalidade histórica, que este ano completa 110 anos, a  necessidade de se encaminhar a classificação o quanto antes para não correr riscos desnecessários. A Argentina lidera as eliminatórias com 14 pontos contra 12 da Celeste, que ocupa a quarta colocação. 
Conseguirá Lugano parar Messi?
Enquanto o Brasil se prepara para a Copa com os infindáveis testes de Mano Menezes e jogando contra o Iraque, nossos vizinhos duelam em um 'jogo de verdade'. Por incrível que pareça, o fato de não disputar as eliminatórias acaba sendo uma desvantagem para a seleção da CBF, haja vista que as convocações são confusas, os adversários mal escolhidos e as datas inoportunas.

Assim, o Brasil despenca no ranking da Fifa, perde prestígio, irrita os torcedores. Nossos craques envelhecerram e não gozam do mesmo status de antes. Neymar, Oscar e Lucas, ainda são grandes promessas, pelo menos no cenário internacional, mas já foi-se o tempo em que uma Copa do Mundo era ganha com juvenis. 

Por outro lado, a Argentina tem Messi que finalmente tem repetido com a seleção as boas atuações que encantam o mundo e o Uruguai, mesmo tendo perdido um pouco de sua força, vive a melhor fase de sua história recente, tendo sido, como definiu o escritor Luís Fernando Veríssimo, o 'campeão da emoção' na última Copa.


Se no duelo de Resistência faltou luz, com certeza não faltará brilho na partida de hoje. 

***
Atualização: O Uruguai fez, dentro de sua proposta defensiva, um bom primeiro tempo enquanto a Argentina martelava sem sucesso. No começo do 2° tempo, o Uruguai demonstrou mais iniciativa e chegou com perigo algumas vezes. Mas após a saída de Diego Lugano, o sistema defensivo celeste se desmontou e brilhou a estrela de Messi. No final 3x0 foi pouco. E a Argentina mais madura e com um Messi cada vez mais inspirado vai se credenciando como uma das favoritas à Copa-14, para desespero dos publicitários ufanistas que andam por aí.... 

Veja também: CBF x Clubes: Quem perde é o torcedor...