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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O futebol Sul-Americano foi Verde em 2016

O verde foi a cor predominante nas principais competições Sul-americanas em 2016.



Primeiro, tivemos o Atlético Nacional da Colômbia que foi um rolo compressor na Libertadores. Aguerrido, técnico e de grande poder ofensivo, esteve muito à frente dos seus rivais. Uma pena ter sofrido uma inesperada derrota na semifinal do Mundial de Clubes, pois teria sido no mínimo interessante vê-lo enfrentar o Real Madrid.
Com todos seus defeitos, o Brasileirão é já há algum tempo o principal campeonato nacional da América do Sul, atraindo cada vez mais jogadores de outras nacionalidades.

E por aqui prevaleceu o famigerado "Cucabol" do Palmeiras. O alviverde não chegou a ser brilhante, mas foi eficiente. Ao meu ver, foi um campeão bem inferior ao Corinthians de Tite, que pelo menos jogava de forma mais intensa.
Talvez o maior exemplo disso seja o jogo do título, em que o Palmeiras sofreu para superar a equipe reserva da Chapecoense em um jogo que claramente se esperava uma grande goleada.

É claro que os Palmeirenses não estão nem um pouco preocupados com isso, afinal, depois de mais de duas décadas soltaram o grito de campeão nacional, mas os observadores mais reflexivos devem ver um sinal de alerta. 

Um futebol tão burocrático que sequer teve concorrência e desempenho pífio de gigantes como Cruzeiro, São Paulo e, principalmente, Internacional, deixam a dúvida se esse foi só um ano atípico ou teremos que nos acostumar de vez com a pobreza técnica do nosso mais importante certame.
Por fim, a gloriosa e trágica Chapecoense. Não foi como deveria ser, mas a Chape se tornou Campeã Sulamericana. O preço disso todos sabemos. No âmbito esportivo, a Chape terá uma chance de ouro de se firmar no cenário internacional ao disputar a Libertadores e a Recopa em 2017. 

Será que esses clubes repetirão o êxito em 2017? Desejamos que o verde de suas camisas seja o da esperança de um futebol melhor e apenas de alegrias na longa temporada que temos pela frente.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Tecnologia no futebol? Não, obrigado!


O Kashima Antlers estacionou o trem bala na sua defesa e na base do contra-ataque sapecou 3x0 no Atlético Nacional, clube colombiano Campeão da Libertadores e que conquistou o mundo com o seu fair play no episódio da Chapecoense.


Porém, a história verdolaga no Mundial de Clubes poderia ser diferente se não fosse a influência externa da "arbitragem de vídeo", novo recurso testado oficialmente pela primeira vez nesta competição.

Um lance que sequer foi reclamado pelos japoneses, se tornou um pênalti marcado DOIS MINUTOS DEPOIS, e que foi convertido abrindo a vantagem do Kashima. No lance, o jogador que recebe a suposta falta estava impedido.

A tecnologia por si só não representa avanço. Ficou evidente que a forma como foi usada foi equivocada. Se o lance é interpretativo pouco uso a imagem vai ter. O uso de tais recursos podem ser úteis em casos objetivos: a bola entrou ou não? A falta já observada foi dentro ou fora da área? Caso contrário, teremos apenas mais brechas para manipulações. 

A tecnologia é bem-vinda e facilita muitas coisas. Mas o futebol é um jogo onde a emoção do gol é algo raro, muito diferente de outros esportes onde pontos são marcados aos montes. As decisões devem ser instantâneas. Não dá para ficar discutindo toda hora com um monitor. 


Deixem os juízes errarem e serem xingados. Deixem-nos comemorar o gol em tempo real. Não acabem com a emoção do nosso esporte!

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